AEP APONTA AO PRIMEIRO-MINISTRO PRINCIPAIS PROBLEMAS DAS EMPRESAS E DÁ CONTA DOS RESULTADOS DA REESTRUTURAÇÃO

A seu pedido, o Conselho de Administração da AEP – Associação Empresarial de Portugal foi hoje recebido pelo Primeiro-Ministro, António Costa, na sua residência oficial, em S. Bento, um dia depois de a instituição ter completado 167 anos de existência.

A audiência - em que a AEP se fez representar pelos seus presidente, Paulo Nunes de Almeida, vice-presidente, Luís Miguel Ribeiro, e administrador executivo, Angelino Ferreira - serviu, fundamentalmente, para identificar o primeiro responsável do XXI Governo Constitucional com os aspetos mais relevantes da atividade associativa e referenciar um conjunto de situações que afetam o bom funcionamento da economia real e são potencialmente lesivas da competitividade empresarial, do emprego, da coesão territorial e do desenvolvimento das regiões portuguesas de convergência, nomeadamente o Norte e o Centro, onde se concentra a maior parte das nossas empresas exportadoras.

1) Os dirigentes da AEP puderam expressar a sua preocupação pelo arrastar do processo de encerramento do QREN e procuraram sensibilizar o Primeiro-Ministro para a necessidade de o Governo acelerar a execução do Portugal 2020, em especial no que se refere às empresas. A capitalização destas, o financiamento da economia, a redução dos custos de contexto e a atualização e melhoria do Programa Simplex foram outros dos assuntos abordados.

2) Na parte da audiência dedicada às questões regionais, os dirigentes da AEP reiteraram ao Primeiro-Ministro a sua visão, chamando a atenção para a necessidade de acautelar o interesse nacional e a equidade entre todas as regiões.

Neste contexto, voltaram a defender celeridade nos investimentos previstos para o porto de Leixões, a criação de um verdadeiro o eixo ferroviário Aveiro-Viseu-Vilar Formoso e a valorização do aeroporto Francisco Sá Carneiro pela TAP, com a consequente revisão de opções operacionais lesivas dos interesses das pessoas e das empresas das regiões Norte e Centro.

3) No que toca à atividade da AEP, foi o Primeiro-Ministro inteirado dos resultados alcançados com o processo de reestruturação, o qual tem tido implicações positivas na redução do passivo e no relançamento da vida associativa. Como resultado, a AEP dinamiza hoje uma série de iniciativas e projetos com reflexos muito positivos no reforço das competências e no alargamento dos horizontes de muitas pequenas e médias empresas portuguesas na economia global - seja na internacionalização, nas feiras e congressos, na formação e no melhor aproveitamento dos fundos comunitários disponíveis até 2020.

Exemplo disso é o projeto Novo Rumo a Norte, de que a AEP é promotora e cuja operacionalização cabe a uma rede colaborativa, com mais seis dezenas de parceiros, que tem vindo a mobilizar o movimento associativo empresarial de uma região com mais de 340 mil empresas e onde estão sediadas 39% das exportadoras portuguesas.

4) O Primeiro-Ministro foi ainda informado da estratégia de internacionalização da Exponor, que a AEP e os seus parceiros pretendem concretizar em breve.

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