AEP APROVEITA BOM MOMENTO ECONÓMICO DOS EUA PARA LEVAR MISSÃO COM 10 EMPRESAS A NOVA IORQUE

 

 

? Comitiva integra uma representação açoriana e entre domingo e quinta-feira manterá apertado programa de reuniões de negócios

Matosinhos, 23 de setembro – Entre este domingo e a próxima quinta-feira, uma missão comercial portuguesa, com 10 empresas representadas, estará em Nova Iorque para aproveitar a crescente recetividade dos produtos portugueses com posicionamento ‘premium’ no mercado norte-americano.

A deslocação à cidade mais populosa e principal centro económico dos Estados Unidos da América - que em 2015 foi o quinto maior cliente das exportadoras portuguesas e o primeiro fora da União Europeia - é organizada pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), em colaboração com o Consulado-Geral e a delegação da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (aicep Portugal Global) em Nova Iorque.
 

 

Integram a comitiva quatro empresas açorianas da fileira agroalimentar, outras tantas do sector têxtil e do vestuário, uma de calçado e outra que opera na área da climatização e ventilação. Fruto de um convénio estabelecido com a AEP, acompanham também esta missão multissectorial dirigentes da Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada e da Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores, braço do Governo Regional para a atração de investimento no arquipélago e promoção das exportações e da internacionalização das empresas ali sediadas.

"Os indicadores económicos mais recentes e as tendências de consumo tornaram os Estados Unidos num mercado apetecível para as empresas portuguesas que produzem com qualidade e têm um posicionamento ‘premium’" , adianta Mónica Moreira, diretora da AEP Internacionalização, estrutura que operacionaliza o programa associativo "Business on the way 2016", em que se insere esta missão empresarial. Por outro lado, justifica, pode "amortecer com relativa facilidade as quebras das exportações portuguesas para destinos como Angola e Brasil, onde a

descida do preço do petróleo tem tido um impacto negativo nas relações comerciais bilaterais" .

Foi neste quadro que a AEP decidiu voltar a inscrever os EUA no seu calendário de ações de promoção externa, 12 anos depois de ter realizado a sua primeira missão comercial ao país, apostando, então, na oferta nacional para casa e decoração. Entre 2003 e 2006, chegou mesmo a ter, em Nova Iorque, um ‘showroom’ permanente de produtos portugueses de ‘homeware’ e entre 2003 e 2013 serviu de veículo à participação nacional em quatro feiras sectoriais: de alimentação e bebidas (duas), saúde (uma) e artigos para casa e decoração (uma).

? Balança comercial vantajosa para Portugal

 

Durante a estada em Nova Iorque, os gestores e empresários que integram a comitiva portuguesa participarão em dezenas de reuniões de negócios B2B, previamente agendadas. O regresso está previsto para quinta-feira, ao fim do dia.

Na missão estão representadas as empresas de têxteis-lar B. Sousa Dias & Filhos, Têxteis Giestal e Têxteis Massal, assim como a Malhas Queiroga, que se dedica à confeção. No grupo, estará igualmente a fábrica de calçado Amadois e a indústria de equipamento para climatização e ventilação Vieira & Lopes. Dos Açores, são oriundas a Fábrica de Licores Eduardo Ferreira, a Insulac, a Quinta dos Açores e a Arquipélago de Sabores. Estas três últimas apostarão na qualidade dos lacticínios e produtos ‘gourmet’ da região para aguçar o interesse dos seus interlocutores, mas todas terão oportunidade de reunir com vários agentes de mercado norte-americanos.

Os EUA, que continuam a ser a maior economia do mundo, com cerca de 320 milhões de consumidores, são o importador n.º 1 a nível global, com uma quota de 12,6% em 2014. O relacionamento económico com Portugal tem-se intensificado na última década, sendo hoje o maior cliente das nossas empresas de bens e serviços fora da União Europeia, à frente de Angola e logo atrás de Espanha, França, Alemanha e Reino Unido. No ano passado, o nosso país foi o 56.º fornecedor dos EUA, para cujo mercado venderam 2.855 empresas portuguesas.

Segundo dados recentes do Instituto Nacional de Estatística tratados pela aicep Portugal Global, nos últimos cinco anos as exportações portuguesas para os EUA cresceram 14,8%, tendo passado de 1.496 milhões de euros, em 2011, para mais de

2.567 milhões de euros, no ano passado. A taxa de cobertura, no mesmo período, foi sempre favorável ao nosso país, evoluindo de 131,1% para 265,8%, já que ao crescimento das exportações correspondeu uma quebra nas importações, que se ficaram pelos 966 milhões de euros em 2015, quando em 2011 haviam chegado aos 1.141 milhões.

No primeiro semestre deste ano, porém, as vendas portuguesas de bens e serviços no mercado norte-americano recuaram 6,7% relativamente ao mesmo período de 2015, caindo de 1.255 milhões para 1.170 milhões de euros. É o que demonstram os dados compilados pela aicep Portugal Global.

? AEP com mais de 40 ações de promoção externa neste ano
 

Esta segunda missão empresarial multissectorial da AEP aos EUA faz parte do respetivo programa de internacionalização para 2016, que contempla a realização de mais de quatro dezenas de ações, em 27 mercados, até ao fim do ano. É cofinanciado pelo Portugal 2020, no âmbito do Compete 2020 - Programa Operacional da Competitividade e Internacionalização, Eixo II – Projetos Conjuntos – Internacionalização.

Desde 1990 que a AEP é a entidade privada que em Portugal mais se tem destacado no apoio à internacionalização empresarial e no fomento das exportações. Nestes 26 anos, organizou 476 ações de promoção da oferta nacional em 72 países, de quatro continentes, nas quais participaram cerca de 3.000 empresas produtoras de bens e serviços transacionáveis.

Em preparação, entretanto, está já uma nova edição desta iniciativa da AEP, para 2017 e 2018, cujo calendário replica as experiências bem-sucedidas dos últimos anos e prevê a realização de mais de meia centena de ações, um pouco por todo o mundo. Subjacente à sua elaboração está a penetração em novos mercados, o alargamento da base exportadora do país e a promoção da oferta das indústrias nacionais das fileiras da construção, agroalimentar e mobiliário e decoração, assim como dos sectores dos componentes para a indústria automóvel, defesa e segurança, equipamento médico-hospitalar e tecnologias de informação e comunicação.

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