AEP assegura participação nacional na maior feira de mobiliário, decoração e design de interiores do Médio Oriente

Index começa nesta segunda-feira e deverá atrair mais de 30 mil visitantes, a maioria deles profissionais

Matosinhos, 21 de maio - Pelo 13.º ano consecutivo, a Associação Empresarial de Portugal (AEP) assegura a participação do nosso país na maior feira de mobiliário, decoração e design de interiores do Médio Oriente, a Index - International Design Exhibition, cuja 26.ª edição se realiza no Dubai entre segunda e quinta-feira próximas.

O pavilhão português vai ser partilhado por 13 empresas e pelo Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira, num certame que voltará a englobar um salão profissional especializado em equipamentos e soluções arquitetónicas para escritório e comércio, o Workspace at Index.

O evento conta com mais de mil expositores, de cerca de meia centena de países, e ocorre numa altura em que o Dubai, um dos sete Emirados Árabes Unidos (EAU), tem em curso um ambicioso programa de investimentos em infraestruturas e equipamentos de usufruto público, como hotéis, salas de espetáculos e recintos multiusos, a quatro anos de ali se realizar a Expo 2020. Nas projeções de analistas internacionais, tais investimentos deverão ultrapassar os 8 biliões de euros.

Nos quatro dias da feira, a organização espera acolher mais de 30 mil visitantes, profissionais, na sua maioria, oriundos de todo o Médio Oriente e de alguns países do Norte de África, a quem os expositores portugueses darão a conhecer "a modernidade e a qualidade de fabrico da indústria portuguesa da fileira casa" , antecipa Mónica Moreira, diretora da AEP Internacionalização, estrutura que operacionaliza o programa associativo de internacionalização "Business on the way", em cujo calendário se insere esta ação.

"O pavilhão de Portugal vai espelhar os progressos que têm feito as nossas indústrias de mobiliário, têxteis-lar, iluminação e artigos decorativos. Em vários segmentos destes sectores temos belíssimas empresas, com produtos excelentes e capazes de um design alinhado com as tendências de mercados tão exigentes como os dos Emirados Árabes" , reforçou.

A responsável associativa salientou também a "mais-valia que constitui a representação da Madeira" , através de duas empresas especializadas e do instituto público que promove o bordado típico daquela região autónoma. Ampliando o espetro da participação coletiva portuguesa, fez notar ainda, estarão dois fabricantes de mobiliário de escritório.

Da representação portuguesa no certame fazem parte as empresas Fertini, OPR e Serca (mobiliário e design de interiores); Famo e Marcage Interiors (mobiliário de escritório); Fábrica de Tecidos do Carvalho, Têxtil Rarial e Miguel Antunes Fernandes (têxteis-lar); João Eduardo de Sousa e Luís de Sousa (bordados da Madeira); Ditto Housewares (utensílios domésticos); Perpétua, Pereira & Almeida (cerâmica decorativa); e Serip (iluminação).

? Exposição universal em 2020 e Mundial de Futebol em 2022

Desde 2004 que a AEP serve de veículo à participação coletiva de empresas portuguesas naquele que é considerado o maior e mais abrangente encontro de profissionais dos sectores de mobiliário, têxteis-lar, pavimentos e revestimentos, iluminação, artigos e acessórios de decoração, cerâmica, vidro, cutelaria, arquitetura e design de interiores de todo o Médio Oriente.

Neste ano, a organização da Index e do Workspace at Index conta com mais de mil expositores inscritos e prevê ultrapassar largamente os quase 29 mil visitantes da última edição. Estarão representadas 350 marcas novas, fazendo aumentar o número de produtos expostos para mais de 7.000, que vão estar distribuídos por 11 áreas expositivas, do mobiliário aos têxteis, passando pela iluminação, soluções construtivas para cozinha e casa de banho e acessórios de decoração. No salão dedicado ao design de equipamento, serviços e tecnologias para escritórios, comércio, hotelaria, educação e saúde, são esperados 135 expositores.

Acresce o facto de a feira ser uma plataforma de entrada de muitas empresas e marcas estrangeiras nos mercados do Médio Oriente, nomeadamente nos seis estados do Conselho de Cooperação do Golfo (Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Kuwait e Omã). E o Dubai, lembra Mónica Moreira, é o "maior centro de negócios da região, reexportando cerca de metade das importações" .
 

Em toda a região do Médio Oriente e muito por força de grandes eventos mundiais que ali se irão realizar proximamente, como a exposição universal Dubai 2020 e o Campeonato do Mundo de Futebol de 2022, no Qatar, as atividades económicas relacionadas com o design de interiores (segmentos casa e empresarial) têm estado a crescer e neste momento devem movimentar anualmente quase 7 biliões de euros, segundo números avançados na comunicação social especializada. Mobiliário e equipamentos para casa, soluções para o comércio retalhista e o sector da saúde e iluminação são as áreas de maior crescimento.

Não espanta, por isso, que na 15.ª edição o salão Workspace at Index conte com 135 expositores, de 20 países, que apresentarão as suas propostas mais recentes de design, serviços e tecnologias para escritório, comércio, hotelaria, educação e saúde.

Paralelamente à feira, decorrerão diversos seminários e workshops sobre temáticas técnicas e as megatendências do design de interiores. Serão ainda distinguidos os

vencedores dos prémios Meida Awards – Middle East Interior Design & Architecture Awards, em reconhecimento do mérito dos projetos de design de interiores e de arquitetura executados no Médio Oriente e Norte de África, e dos PDA - Product Design Awards, galardões que premeiam a inovação no design de produto e o merecimento das propostas de empresas e criadores para as áreas residencial e comercial.

? Exportações portuguesas para os EAU a crescer

Nos últimos anos, Portugal tem vindo a incrementar as trocas comerciais com os EAU. Segundo a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (aicep Portugal Global), as exportações portuguesas de bens e serviços para aqueles mercados cresceram cerca de 20% ao ano entre 2010 e 2015.

No ano passado, atingiram os 266,9 milhões de euros, o que representa um aumento superior a 53% face a 2014. Já as importações caíram e situaram-se nos 114,3 milhões de euros, menos 5,9% do que no ano anterior. Refletindo esta tendência, o número de empresas portuguesas a exportar para os EAU subiu de 436, em 2009, para 775, em 2014.

Os principais produtos que os sete emirados compraram a Portugal em 2015 foram máquinas e aparelhos (56,5 milhões de euros), veículos (19,4 milhões), pastas celulósicas e papel (8,5 milhões), vestuário (8,7 milhões) e minerais e minérios (8,1 milhões).

Por seu turno, Portugal importou de lá plásticos e borrachas, essencialmente, no montante de 16,6 milhões de euros, metais comuns (1,3 milhões) e matérias têxteis (1,1 milhões).

A economia dos EAU, depois de um período de ligeira recessão, encontra-se em plena retoma económica, estimando-se que o Produto Interno Bruto cresça nos próximos anos e atinja os 4% em 2018, com reflexos nas importações e a criação de novas oportunidades para as empresas portuguesas.

Nessa perspetiva, "esta feira será um barómetro e pode abrir portas às empresas que connosco quiseram arriscar" , sublinha a diretora da AEP Internacionalização, destacando o facto de a Famo e a Fertini disporem já de agentes naquele mercado.

Integrando o programa de internacionalização da AEP para 2016, esta participação coletiva na Index é cofinanciada pelo Compete 2020, no âmbito do Portugal 2020 - Programa Operacional da Competitividade e Internacionalização, Eixo II – Projetos Conjuntos – Internacionalização.

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