PROGRAMA DE VISTOS GOLD REGISTA 58,6 MILHÕES DE EUROS EM OUTUBRO, VALOR SEMELHANTE AO APURADO EM SETEMBRO, MAS MENOS 18,2% QUE O VERIFICADO EM 2015

·         VOLUMES DE investimento captado ESTAGNAM: em média, nos últimos três meses, apenas 56 milhões de euros, menos 39,5% que no final do 2º trimestre do ano.
·         “Será que o Programa de Vistos Gold só representa estes 50 a 60 milhões de euros por mês, que se têm vindo a registar”?
 
 
Esta é a questão que o Presidente da CPCI – Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário, Manuel Reis Campos, coloca quando confrontado com os números referentes ao mês de outubro, relativos à evolução do Programa dos Vistos Gold.

Com 58,6 milhões de euros captados em outubro, valor que representa uma variação de apenas 164 mil euros face ao mês anterior. Por outro lado, a média apurada nos últimos três meses, 56 milhões de euros, situa-se 39,5% abaixo da verificada no final do 2º trimestre do ano, 92,5 milhões de euros.

Perante estes factos, Reis Campos diz que “há que fazer uma avaliação global, que nos permita compreender se, na verdade, os números mensais refletem a procura por parte dos investidores ou, tão somente, a capacidade de resposta dos serviços da administração”.

Salientando a importância de um Programa que, desde a sua criação foi responsável por um investimento total de 2,4 mil milhões de euros, dos quais, 2,1 mil milhões, em imobiliário nacional, a Confederação alerta para a necessidade de assegurar a competitividade de Portugal, face aos demais países europeus que apresentam regimes legais similares, mas que, ao contrário de Portugal não oferecem oferta imobiliária de excelência, património histórico e cultural único, rede de infraestruturas de elevada qualidade, e um incomparável posicionamento geoestratégico, fatores que fazem a diferença e que ainda pesam na decisão do investidor estrangeiro”.

“Este deverá ser o momento em que a discussão terá de estar centrada nas potencialidades de programas como os Vistos Gold e o Regime de Tributação de Residentes não Habituais, de forma a contribuir para a coesão territorial e para a dinamização de domínios estratégicos como a Reabilitação Urbana e consequente criação de emprego”, conclui Reis Campos.

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