Ciclo expositivo Sob a Terra e as Águas inaugura hoje exposição “A Agricultura não é de Agora – Os Primeiros Agricultores”

A exposição Sob a Terra e as Águas – 20 anos de Arqueologia entre o Guadiana e o Sado trouxe ao conhecimento do grande público, através de uma mostra de alguns dos materiais mais significativos, os principais resultados dos trabalhos arqueológicos realizados no âmbito do EFMA – Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva.

De forma a complementar a informação apresentada, necessariamente resumida face ao elevado volume de espólio recuperado, surge agora o novo ciclo expositivo Sob a Terra e as Águas – Porque Há Sempre Novas Histórias para Contar…

Será apresentada, no Núcleo Museológico da Rua do Sembrano, uma série de pequenas mostras temporárias que pretendem dar a conhecer novos materiais, contar outras histórias e mostrar o extraordinário contributo - tanto do ponto de vista científico como patrimonial - que o trabalho associado ao projeto de Alqueva proporcionou.

A segunda exposição deste ciclo, intitulada “A Agricultura não é de Agora – Os Primeiros Agricultores do Alentejo”, inaugura hoje e pretende dar a conhecer mais um conjunto de materiais que correspondem a uma etapa determinante no processo da evolução da humanidade, quando, há cerca de 7 000 anos, através da utilização de novas técnicas e de novos materiais, da domesticação de animais e do cultivo da terra, o Homem deixa de ser um simples caçador e recoletor passando a produzir alimentos, num processo que nunca parou de evoluir até aos nossos dias.

Será apresentada, no momento da abertura, hoje, pelas 21h30, a CONFERÊNCIA “O Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva e a Paisagem Agrária do Baixo Alentejo”... na Pré-História, pelo doutor António Faustino de Carvalho (Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve).

A profunda transformação da paisagem agrária no Baixo Alentejo, devida ao EFMA, não se limita à construção da Barragem de Alqueva e de um complexo sistema de regadio será um dos temas em debate. De facto, a construção destas infraestruturas foi acompanhada de trabalhos arqueológicos que permitiram identificar traços de uma paisagem antiga no subsolo da atual — a construída pelos primeiros agricultores e pastores da região. Em lugar de sítios delimitados por muralhas, encontram-se sítios delimitados por fossos; em lugar de dólmenes para deposição dos mortos, encontram-se hipogeus e fossas. Estes novos elementos revelam formas totalmente inesperadas de ocupação deste território no período neolítico e calcolítico (IV e III milénios a.C.).

Aguardamos a sua visita!

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