Congresso reflete as melhores formas de envelhecer

O papel das instituições no bem-estar das pessoas idosas e a importância da felicidade são os painéis de discussão do II Congresso do Envelhecimento “Bem Viver, Bem Envelhecer” que se realiza esta sexta-feira em Oliveira de Azeméis.
A iniciativa, a desenrolar-se no cine-teatro Caracas, conta com a reflexão de nove destacados técnicos que estudam e trabalham esta temática. Os trabalhos, que se iniciam às 09h30 e se prolongam até ao final da tarde, envolvem uma sessão de “brainstorming” (técnica destinada a gerar ideias em grupo) dinamizada por Joana Ferreira, consultora em gestão de lares.
“A sessão de ‘brainstorming’ contará, entre outros, com técnicos ligados às áreas da solidariedade social, mobilidade, educação, segurança, saúde, comunicação social e comércio no sentido de encontrarmos contributos que possam tornar a sociedade mais integradora no que se refere à pessoa idosa”, afirma a vereadora da ação social, Gracinda Leal.
“Onde existam idosos queremos que essas pessoas, seja na família, no trabalho, na política, ou noutro lugar qualquer, tenham voz, possam dar a sua opinião e tomem elas próprios parte nas decisões sobre o seu destino”, acrescenta.
Um dos objetivos do congresso é “continuar a chamar a atenção da sociedade para um processo natural do desenvolvimento humano que é o envelhecimento”, refere.
Segundo Gracinda Leal, “o envelhecimento, como elemento de transformação das sociedades, coloca uma série de desafios que todos desejamos que sejam integradores e encarados de forma natural”.
Um dos temas do congresso será a felicidade, “uma componente essencial à vida humana” e cujo conceito, na opinião da vereadora, precisa de ser desmistificado. “Será que a felicidade só tem maior intensidade na juventude?”, questiona Gracinda Leal.
O primeiro painel arranca às 10h00 abordando “O papel das instituições no bem-estar das pessoas idosas” com quatro intervenções: “Mudar de casa é mudar de vida?”, a cargo de Alexandra Silva (O Abrigo), “O idoso com demência institucionalizado: e agora?” (Hospital do Mar), “Humanitude: Qual o seu papel?”, tema apresentado por Rosa Melo (ESEnfC) e “Onde se esconde a violência?”, abordagem proposta por Carla Ribeirinho (Universidade Lusófona).
Antes do final dos trabalhos da parte da manhã os congressistas ficarão a saber, através da Escola do Riso, que “Rir rejuvenesce”.
O segundo painel, moderado por Sara Monteiro, jornalista da Rádio Renascença, estará centrado na felicidade. O Centro Comunitário da Gafanha do Carmo dará o seu contributo com as intervenções de Ângelo Valente e Sofia Nunes. Já Jorge Rosado (Palhaços d’Hopital) explicará “Quando rir não tem idade” e Joaquina Madeira abordará “A felicidade aumenta com a idade?”. A última reflexão caberá a Joaquim Parra Marujo que falará sobre “A idade da felicidade”. O especialista é professor coordenador da licenciatura em gerontologia social, da Escola Superior de Educação João de Deus.
Autor de várias publicações e comunicações em seminários, conferencias e congressos, Joaquim Marujo participou em projetos de investigação e possui, entre outras áreas, formação académica em antropologia social e cultural.

 

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