Intervenção ambiental no rio Caima é exemplo a seguir

Uma «boa prática da gestão dos espaços e da preservação do património ambiental e da biodiversidade» foi como Carlos Duarte, do Programa Operacional Regional do Norte (ON.2), classificou hoje o projecto de requalificação das margens do rio Caima, na freguesia de Palmaz, em Oliveira de Azeméis.

«É um projecto inovador e de qualidade que deve ser encarado, no futuro, como uma réplica para outras intervenções ambientais», afirmou o vogal da Comissão Directiva do ON2, que participou na abertura do ciclo de workshops que decorre até amanhã no âmbito do projecto de requalificação. Segundo Carlos Duarte, para quem «a qualidade da paisagem e do ambiente são duas vertentes nas quais o país deve apostar», o projecto de recuperação das margens do rio Caima é um «bom exemplo da compatibilidade entre o uso do solo e a preservação ambiental».

Os elogios do responsável do ON.2 deixaram satisfeito o presidente do município de Oliveira de Azeméis que considerou o projecto em curso um «orgulho« para o concelho.

«Esta infra-estrutura é mais uma valia para o município a nível turístico e ambiental», disse Hermínio Loureiro, encarando o investimento um «excelente exemplo do que deve ser uma parceria público-privada». A autarquia, com o apoio do ON.2, está a investir 721 mil euros na requalificação das margens do rio Caima, uma obra que inclui a recuperação de estruturas, construção de caminhos, criação de uma praia fluvial, transformação de lagoas em piscinas biológicas, área de piquenines, parque de estacionamento, travessias pedonais sobre o rio e limpeza de vegetação.

Segundo Hermínio Loureiro, «o investimento no rio Caima não termina com esta intervenção na medida em que está prevista a requalificação de uma área na zona do Pedregulhal, na freguesia de Ossela onde, além do seu aproveitamento, será criada uma faixa de apoio ao combate a incêndios florestais».

O autarca social-democrata considera que a «fileira florestal é uma das melhores oportunidades que Portugal tem pela frente e que não pode desperdiçar».

As questões da floresta, da água e da energia estão em debate no ciclo de workshops que decorrem até amanhã no eco-hotel Vale do Rio, um investimento privado integrado na vertente turística do projecto de valorização das margens do rio Caima.

A zona é caracterizada pela floresta, dominada por espécies de carácter infestante, entre elas a acácia, e por áreas de produção de eucalipto. No que se refere à acácia esta espécie ocupa densamente as margens do rio enquanto o eucaliptus ocupa as cotas mais altas a Este da área de intervenção.

A área contém também vegetação ripícola ao longo das margens e uma mancha de folhosas autóctones (com predominância para o carvalho-alvarinho) com árvores de porte significativo.

Os workshops estão divididos em sessões, reunindo técnicos e especialistas universitários.

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