LISBOA E PORTO COM ESCASSEZ DE ESCRITÓRIOS

A CBRE concluiu no seu mais recente estudo Perspetiva Imobiliária que existe escassez na oferta de escritórios em Lisboa e no Porto. A absorção de escritórios, em Lisboa, aumentou 57%, no primeiro semestre de 2016, face ao mesmo período em 2015, o que acentuou a descida da taxa de disponibilidade de espaços para arrendamento para 10,4%.

A disponibilidade de espaços de qualidade e com grandes áreas é cada vez menor na capital. Apenas a zona do Corredor Oeste de Lisboa possui áreas de maior dimensão, mas devido à fraca rede de transportes públicos, esta zona não tem sido considerada pelas grandes empresas de outsourcing , que lideram atualmente a procura de escritórios. Entre os principais negócios do semestre destaque para a mudança do Grupo Global Media para as Torres de Lisboa, com uma área de 5.137 m 2 , uma operação assessorada pela CBRE.

De acordo com a Perspetiva Imobiliária, o principal motivo de ocupação de espaços de escritórios, em Lisboa, continua a ser a mudança de instalações, representando 52% dos negócios realizados. Contudo, o peso destas operações desceu, tendo sido registado um aumento significativo dos negócios de expansão de espaço.

O valor das rendas prime manteve-se estável, apesar da fraca taxa de disponibilidade, por não existir no mercado espaços de qualidade disponíveis, que permitam impulsionar um aumento. Exceção para o Corredor Oeste, com um aumento da renda prime de 14%, e o Parque das Nações, com um aumento de 3%.

Apesar dos resultados do primeiro semestre de 2016, a CBRE prevê que o nível de absorção não se mantenha no segundo semestre do ano. À exceção da expansão da sede do Santander na Praça de Espanha, não existe mais nenhum edifício com previsão de conclusão para este ano, pelo que se manterá a escassez de espaços disponíveis. Apesar de existirem vários edifícios em construção ou com planos de remodelação para 2017,do total de 74.000 m 2 de novos espaços que estão previstos entrar no mercado em 2017, 65% já estão pré-arrendados.

Na cidade do Porto, a  procura mantém-se muito ativa, nomeadamente por parte de empresas de outsourcing , de indústrias criativas e tecnológicas. Simultaneamente, a disponibilidade de escritórios para arrendamento também é escassa incentivando a reabilitação e reconversão de alguns edifícios para escritórios. Neste sentido, a CBRE prevê uma pressão de subida do valor da renda prime no curto prazo.

Em anexo segue comunicado de imprensa completo.

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