Resultados 2013: resultado líquido ajustado do Grupo CEPSA situa-se nos 370,7 milhões de euros

• Os resultados decresceram 33% em relação a 2012, devido à redução dos preços do crude, às baixas margens de refinação, à contração da procura de combustíveis e carburantes, e à nova regulação de preços da energia

• 66% do resultado líquido do Grupo são provenientes das atividades fora de Espanha, principalmente de Exploração e Produção, e Petroquímica

O Resultado Líquido de 2013, eliminando os itens não recorrentes e calculando a variação de inventários a custo de reposição (Clean CCS), ascendeu a 370,7 milhões de euros, montante inferior em cerca de 33% (183,9 milhões de euros) ao do exercício de 2012. A faturação anual do Grupo foi reduzida em 4,3%, situando-se em 27.583 milhões de euros, perante os 28.810 milhões de euros de 2012.

Este decréscimo de resultados deveu-se, principalmente, à redução dos preços do crude, às baixas margens de refinação, à contração da procura de combustíveis e carburantes, e à nova regulação de preços da energia.

Aplicando as Normas Internacionais de Informação Financeira (NIIF) e, por conseguinte, calculando a variação de inventários a custo médio unitário, o Resultado Líquido de 2013 situou-se nos 533,8 milhões de euros, com uma queda de 7% (42 milhões de euros) face ao exercício 2012.

Em dezembro de 2013, a Empresa vendeu a sua participação financeira no oleoduto colombiano OCENSA e 5% da sua participação acionista na Compañía Logística de Hidrocarburos, S.A. (CLH), o que gerou mais-valias de 260 milhões de euros, incorporadas nos resultados NIIF do exercício de 2013. Excluídos estes resultados não recorrentes, a diminuição do resultado NIIF teria sido de 52%.

66% do resultado líquido do Grupo são provenientes das atividades fora de Espanha, principalmente de Exploração e Produção, Petroquímica e exportações de combustíveis, ao passo que os restantes 34% corresponderam ao mercado espanhol.

Os investimentos do exercício ascenderam a 926 milhões de euros, representando um incremento de 192 milhões de euros face a 2012. Dos investimentos realizados em 2013, 42% foram destinados à área de Exploração e Produção.

Os desinvestimentos de participações financeiras, aliados a uma redução de 660 milhões de euros no capital circulante, permitiram fechar o exercício com um elevado nível de liquidez. A dívida financeira líquida foi reduzida para 825 milhões de euros, com um rácio de endividamento sobre fundos próprios de 11,5%.
O índice de frequência de acidentes atingiu o seu nível histórico mais baixo, com 2 acidentes por milhão de horas de trabalho, graças aos esforços realizados de forma contínua em matérias de segurança.

Exploração e Produção

O Resultado Líquido ajustado (Clean CCS) desta área ascendeu, em 2013, a 159,5 milhões de euros, com uma diminuição de 16% (30,5 milhões de euros) face ao exercício de 2012.

A queda do preço do crude em 2,6% face a 2012, aliada à diminuição da produção, que se situou em 88 mil barris dia (16% abaixo da produção de 2012) e à debilidade do dólar norte-americano face ao euro, explicam os menores resultados desta área.

Durante o ano de 2013, a CEPSA continuou a sua expansão na área da Exploração, com o anúncio da aquisição de participações em três blocos “offshore”, dois na costa do Brasil e um terceiro na do Suriname, a que se alia a recente aquisição de uma participação num bloco “onshore” no Quénia.

Refinação e Comercialização

O Resultado Líquido ajustado ascendeu a 77,6 milhões de euros, 63% abaixo dos 211,1 milhões de euros do exercício de 2012.

As margens de refinação mantiveram-se em níveis baixos durante todo o ano de 2013, atingindo um valor médio de 3,2 dólares por barril, o que acarreta uma redução de 30% face aos registados no ano anterior. Esta redução de margens, aliada à debilidade da procura, com uma queda de 3,8% do consumo espanhol de combustíveis e carburantes, deu lugar a uma diminuição do crude processado e da produção das refinarias de 7% em relação ao ano anterior.

Os investimentos na área de Refinação e Comercialização ascenderam a 188 milhões de euros, dos quais 125 milhões de euros se destinaram às três refinarias do Grupo, principalmente em melhorias de eficiência. Os restantes 63 milhões de euros visaram as diversas unidades comerciais.

Petroquímica

O Resultado Líquido ajustado do exercício de 2013 ascendeu a 111,1 milhões de euros, valor ligeiramente inferior aos 115,1 milhões de euros atingidos em 2012.

As menores margens comerciais na unidade de LAB (alquilbenzeno linear, matéria-prima para detergentes biodegradáveis) e as inferiores exportações de Solventes foram compensadas com a melhoria de resultados na linha de negócio de Fenol/Acetona, impulsionados por um incremento de 9% nas vendas, e com os menores custos no negócio de PTA/PIA/PET (matérias-primas para fibras têxteis).

Os investimentos nesta área ascenderam a 184 milhões de euros, e destinaram-se principalmente à construção de uma fábrica petroquímica em Xangai (China) para a produção de Fenol/Acetona, e que servirá para abrir a porta dos mercados asiáticos à comercialização destes produtos a partir de finais de 2014.

Gás e Eletricidade

O Resultado Líquido ajustado ascendeu a 12,0 milhões de euros, 69% abaixo do alcançado em 2012 (26,4 milhões de euros).

A unidade de Gás atingiu lucros de 24,5 milhões de euros, atribuíveis maioritariamente à participação financeira na sociedade MEDGAZ, S.A.

Ao invés, a unidade de Eletricidade gerou perdas na ordem dos 12,5 milhões de euros, em consequência da nova regulação de preços da energia vigente em 2013, e dos inferiores preços do mercado elétrico, factos que condicionaram a atividade das fábricas de cogeração e ciclo combinado, registando uma produção de 36% abaixo do ano anterior.

Os investimentos desta área ascenderam aos 159 milhões de euros, e destinaram-se principalmente à aquisição de 22% da MEDGAZ, S.A, atingindo uma participação total da CEPSA de 42% neste consórcio, no fecho do exercício de 2013.

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