ALTO MINHO INTERNACIONALIZA SETORES-CHAVE DA REGIÃO

A AEVC - Associação Empresarial de Viana do Castelo acaba de anunciar o lançamento de um Programa de Promoção Internacional dos setores-chave da economia regional, projeto que mereceu o apoio do Norte 2020, através do sistema de apoio às ações coletivas. O Projeto “Export Improving Minho” irá lançar uma série de atividades, relativas ao conhecimento do potencial exportador, à pesquisa de Mercados, ao lançamento de um “Clube de Exportadores”, à capacitação para exportar e à realização de Missões diretas e inversas aos mercados em apreço.

 

Até setembro de 2019, “Export Improving Minho”, irá aprofundar as linhas estratégicas de internacionalização para as fileiras mais relevantes do Alto Minho, e simultaneamente estabelecer relações de cooperação e inteligência de Mercado, em quatro países considerados “alvo” neste esforço de desenvolvimento internacional: o Gana, a Argélia, o reino de Marrocos e a República Islâmica do Irão.

 

Segundo Luís Ceia, Presidente da AEVC, os setores que atualmente apresentam maior potencial de desenvolvimento internacional são os clusters da energia, a metalomecânica e da construção. “A Região, que tipicamente funciona no chamado “corredor ibérico” (com a vizinha Galiza) e nalguns casos no “corredor Europeu”, por força da tipologia das empresas que tradicionalmente operam ou que têm sede na zona, deve agora trabalhar a sua “Estratégia de Especialização Inteligente”, em que que as nossas empresas devem procurar mercados emergentes e de nicho, e daí a proposta de abordagem aos quatro Mercados assinalados que propomos”.

 

O tecido empresarial do Alto Minho é constituído por mais de nove mil empresas (11,5% das quais afetas à indústria e 16% à construção), que geram 59 mil postos de trabalho, essencialmente através de micro e pequenas empresas. A região apresenta uma maior dinâmica de crescimento do número de estabelecimentos e um ritmo mais acentuado de criação de postos de trabalho no contexto da região Norte e do País.

 

As indústrias extrativas, têxtil, vestuário e calçado, metálicas, material de transporte e construção são as responsáveis pela maior concentração do emprego do Alto Minho, sendo que a especialização é mais vincada na indústria do material de transporte, com um peso do emprego quatro vezes superior ao registado a nível nacional – este setor representa cerca de 5,3% do emprego da região que compara com 1,1% do emprego gerado no País. Esta Região apresenta igualmente excelentes condições naturais para a produção de energias renováveis, com destaque para as energias hídrica e eólica e, complementarmente, biomassa, solar e das marés. A energia eólica tem sido uma importante aposta estratégica nos últimos anos, tornando Viana do Castelo num dos distritos com maior potência instalada do País e passando a ser exportadora líquida de eletricidade.

 

Atendendo à concretização das prioridades estabelecidas para a Europa 2020 de um crescimento inteligente, sustentado e inclusivo, os setores da construção (incluindo a componente de materiais, como a indústria extrativa), metalomecânica e energia apresentam-se como atividades e setores produtivos de grande importância atual e futura do Alto Minho, com potencial para afirmar o perfil de especialização competitiva desta região à escala internacional.

 

Para além disso, o território apresenta elevada intensidade exportadora, e nesta década, as exportações tem vindo a aumentar o contributo para a criação de riqueza na região: em 2000 representavam cerca de 28% da riqueza criada e em 2011 as atividades exportadoras respondiam já por 40% do PIB da região, superior ao índice registado no País e na região Norte, apenas superado pelo Entre Douro e Vouga e Vale do Ave. Os setores de especialização da região que mais contribuíram para o desempenho exportador do Alto Minho, foram o material de transporte (42%), Indústria do papel e das publicações (14%), mecânicas e eletrónicas (13%) e metálicas (11%), que juntas totalizavam 4/5 das exportações.

 

Este projeto é cofinanciado pelo FEDER- Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, através do NORTE

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