A maioria dos jornalistas interage com os profissionais de relações públicas através dos social media

Lisboa, 10 de Janeiro de 2012 - Mais de 70% dos jornalistas e outros autores de media digital interagem actualmente com profissionais de relações públicas através dos mais utilizados sites de social media como o Twitter e o Facebook, segundo um estudo realizado em Junho de 2011 nos Estados Unidos pela Cision e a S.I. Newhouse School of Public Communications da Universidade de Syracuse.

O estudo realizado junto de mais de mil influenciadores digitais confirmou que a presença no Twitter e Facebook é essencial para os jornalistas - bem como para outros autores, como bloggers, editores, académicos, profissionais de marketing / branding / publicidade, relações públicas, profissionais de comunicação e consultores que criam conteúdo online, mas não se consideram jornalistas.

Um total de 73% de jornalistas que responderam ao estudo comunicam com profissionais de RP nos social media, sendo que a maior parte dessa comunicação ocorre no Twitter, Facebook e LinkedIn. Ao mesmo tempo, 69% de outros influenciadores digitais revelam comunicar com profissionais de RP através desses sites, embora também recorram significativamente mais aos blogs e outras plataformas de social media, como o YouTube, Flickr e Posterous.

Por outro lado, o estudo também revelou que o email continua a ser, de longe, o meio mais utlizado pelos jornalistas para lidar com comunicados de imprensa dos profissionais PR, sendo que 94% dos jornalistas e 79% de outros autores afirmam preferir receber comunicados de imprensa por e-mail. Menos de 5% dos entrevistados preferem ser contactados por telefone ou fax.

Dos inquiridos, 55% interage com profissionais de RP no Twitter e 47% no Facebook. 63 % dos entrevistados afirmam também que aceitam ideias e sugestões para artigos recebidas através de sites de social media. 87% dos jornalistas e 85 % de outros autores dizem ter uma conta no Twitter para os seus blogues ou sites de notícias, enquanto 81% (jornalistas) e 78 % (outros contribuidores) estão no Facebook.

Embora 47% dos “outros” autores/influenciadores digitais considere que o conteúdo dos social media tem “alguma credibilidade”, apenas 37% dos jornalistas responderam da mesma forma a esta questão, pelo que, apesar do estudo confirmar que os social media são fundamentais para todos os autores/influenciadores digitais, os jornalistas ainda têm algumas reservas em considerá-los fontes fidedignas de notícias e informações.

Um entrevistado disse: “Penso que os social media podem ser extremamente úteis, credíveis e proveitosos enquanto fonte de notícias. No entanto, têm também o potencial de ser prejudiciais e espalhar rapidamente falsas notícias e informação incorrecta.”

“No que diz respeito à credibilidade, o volume de tweets, etc, indica o interesse ou a importância do tema, [e] é nisso que tenho tendência a concentrar-me, não nos dados reais", diz outro inquirido. "Os social media são bons como fonte de notícias inicial da mesma forma que a Wikipedia não é um mau lugar para começar a investigação.”

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