O terrorismo é o tema central do primeiro romance de Clara Ferreira Alves

A obra será apresentada a 3 de Dezembro na Fundação José Saramago por Pacheco Pereira e Paulo Nozolino.

A editora disponibiliza alguns excertos em primeira mão.
 
«Deus fica longe dali. Deus está no céu que é um sossego. Há de ser ele a receber os cadáveres dos mártires, a reconstituir-lhes a carne despedaçada como quem reconstitui um quebra-cabeças de milhares de partículas elementares. Pele, unhas, dentes, cabelos, pelos, ossos, músculos, cartilagens, tendões, vísceras, órgãos vitais. Massa encefálica. Massa putrefacta. Micróbios. Somos isto e mais sangue e água. Tomai e bebei. Este é o meu corpo e este é o meu sangue. Os que chegam ao paraíso estão isentos de urina e fezes, acabou a humana defecação e a matéria molecular reorganiza-se na natureza. A facilidade com que estilhaçamos como cristal. Não é preciso inventar a fissura do átomo, a explosão nuclear. Matar barato é a coisa mais simples do mundo. Explodimos numa pizzaria. Numa festa de casamento. Num mercado. No metro. No comboio. No autocarro. Qualquer lugar é bom.»
 
Segue em anexo mais informação sobre o livro.
Para entrevista à autora, por favor contacte-me.

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