Bairrada arrecada Troféu Grandes Escolhas para ‘Singularidade’ e (e)leva três vinhos ao TOP 30

Na noite de sexta-feira, dia 16 de Fevereiro, o Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa, foi palco do Jantar e da Cerimónia de Entrega da primeira edição dos ‘Prémios Grandes Escolhas’. Durante o evento, organizado pela revista Vinho Grandes Escolhas, mais de 900 pessoas presenciaram a entrega do galardão da ‘Singularidade’ a Mário Sérgio Alves Nuno, o rosto da Quinta das Bágeiras, situada na Fogueira, Sangalhos, em pleno coração da região vitivinícola da Bairrada, e um dos grandes vencedores das 19 categorias do ‘Troféu Grandes Escolhas’.
 
Decorria o ano de 1989, quando Mário Sérgio Alves Nuno juntou as vinhas do Avô Fausto com as do Avô Armando, com o consentimento do Pai Abel para criar, em 1989, a primeira empresa vinícola da Bairrada. Quase três décadas depois, são onze as pequenas parcelas de vinha que partilham do mesmo denominador comum: “uvas colhidas à mão, tintos feitos em lagares sem adição de leveduras com engaço e envelhecimento em tonel ou barrica usada”, de acordo com a revista Vinho Grandes Escolhas. Apesar das mudanças que se têm vindo a fazer no mundo da produção vínica, Mário Sérgio continua convicto do seu trabalho na Quinta das Bágeiras e “os seus vinhos mantêm um traço indiscutível de terroir e autenticidade”, como os espumantes “sempre em versão Bruto Natural”, ou seja, sem qualquer adição de açúcar. Mas foi a referência ‘Garrafeira’, o lado mais clássico de um vinho da Bairrada, que colocou o nome desta figura marcante da Bairrada “entre os mais relevantes vignerons europeus, venerado em vários países e com vinhos presentes em alguns dos melhores restaurantes europeus”, segundo a Vinho Grandes Escolhas. A mesma publicação destaca também as referências ‘Pai Abel’ e ‘Avô Fausto’ que Mário Sérgio lançou, já neste milénio, em homenagem a quem o inspirou. “O primeiro é um autêntico marco na região, pois alia a intervenção minimalista típica do produtor a um estágio em barrica usada da Borgonha. O resultado é fantástico e, no que respeita ao tinto de 2011, talvez se possa dizer que é mesmo um dos melhores vinhos da Bairrada que já provámos. Está tudo dito!”
 
A marca ‘Bairrada’ apareceu ainda associada a dois nomes, no que toca aos ‘Troféus Grandes Escolhas’. Paulo Nunes, o enólogo da Casa de Saima, da produtora Graça Miranda, no lugar de Saima, Anadia, conquistou o ‘Troféu Grandes Escolhas’ na categoria de ‘Enólogo do Ano’. Já a Caves Messias, com a sua nonagenária sede na Mealhada e claramente reconhecida pela produção de vinhos generosos produzidos pela empresa na Quinta do Cachão, no Douro, arrecadou o ‘Troféus Grandes Escolhas’ na categoria de ‘Produtor (Vinhos Generosos)’.
 
A Bairrada – em nome dos seus vinhos – subiu três vezes ao palco, aquando da eleição do restrito ‘TOP 30 Grandes Escolhas’. Foram distinguidos os ‘Quinta das Bágeiras Pai Abel Bairrada tinto 2011’, do laureado Mário Sérgio (Quinta das Bágeiras); o 'Kompassus Private Colection branco 2014' (Kompassus Vinhos); e o 'Sidónio de Sousa Garrafeira tinto 2011' (Dulcinea dos Santos Ferreira).  

Sobre a Comissão Vitivinícola da Bairrada:
A Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) é uma associação interprofissional que representa a produção e o comércio do sector vitivinícola da região. É a entidade responsável por controlar o cumprimento das regras e a certificação dos vinhos produzidos na região, protegendo a Denominação de Origem Bairrada e Indicação Geográfica Protegida Beira Atlântico. Tem a seu cargo a promoção dos vinhos Bairrada e o desenvolvimento e apoio de acções de índole técnica e científica. A sua actividade é financiada através da vendas dos selos de garantia que integram os contra-rótulos dos vinhos Bairrada. Com mais de 100 associados, entre adegas cooperativas, produtores e engarrafadores, empresas vinificadoras e engarrafadores da região e de fora da região, a CVB integra ainda uma Câmara de Provadores e uma segunda Câmara responsável apenas pela prova dos emblemáticos espumantes da região.

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