COMUNICADO GREVE PÁSCOA 2015

A CP – Comboios de Portugal foi surpreendida com a eclosão de uma greve, que afetará seriamente a circulação de comboios a nível nacional no fim de semana de Páscoa, e que surge em contradição com o clima de paz laboral e diálogo sobre todas as questões que estão ao alcance de resolução entre a empresa e os sindicatos, que tem vigorado quase sem exceção nos últimos dois anos.
 
O facto de uma organização sindical, representativa de uma parte importante dos trabalhadores, ter decidido recorrer a esta ultima forma de luta a propósito de uma questão, que está em discussão também com outras organizações sindicais, e, aliás, próxima de uma resolução final, não será alvo de comentários pela CP, neste momento.
 
O mesmo não acontece relativamente à decisão do Tribunal Arbitral do Conselho Economico e Social, ontem comunicada à empresa, de não determinar quaisquer serviços mínimos para esta greve.
 
A decisão do Tribunal Arbitral é leviana, na medida em que denota um notório desprezo pelo direito de milhares de portugueses ao serviço público de transportes na altura em que ele é mais necessário. No nosso entender esta decisão assenta em pressupostos errados, uma vez que é tradicional a indisponibilidade de meios alternativos de transporte nesta quadra da Páscoa em que a reunião das famílias é um hábito generalizado. A inexistência de serviços mínimos é ainda particularmente grave porque não tem paralelo, na prática, com circunstâncias semelhantes noutros países da União Europeia e é irresponsável por colocar em causa o carácter de serviço público do transporte ferroviário em Portugal. 

Na realidade, muitos portugueses não dispõem efetivamente de meios alternativos de transporte coletivo e / ou condições de suportar as despesas inerentes à deslocação por outros meios.
 
A CP, detentora da responsabilidade pela prestação deste serviço, tudo fará para reduzir os efeitos desta greve em todas as situações que estejam ao seu alcance, nomeadamente no transporte de passageiros de longo curso, embora essa capacidade se encontre seriamente limitada pela inexistência de serviços mínimos. 

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Empresa portuguesa de transporte ferroviário. Sucedeu em 2009 à empresa Caminhos de Ferro Portugueses, esta última tendo já sucedido em 1976 à empresa Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses.

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