Cushman & Wakefield apresenta Snapshots Portugal Q2 2014

Os Snapshots Portugal, publicados trimestralmente pela Cushman & Wakefield, resumem a atividade dos setores de escritórios, retalho e industrial em cidades-chave, analisando tendências recentes, bem como dados de mercado e o seu impacto no setor imobiliário comercial.
 
Segundo a última edição publicada, após um forte crescimento durante três trimestres consecutivos, a economia Portuguesa regrediu em 0,6% no primeiro trimestre de 2014. Ainda assim, e não obstante a continuação da austeridade fiscal que levou a uma nova queda na despesa pública, o consumo privado aumentou ao longo do período. Os maiores entraves ao crescimento foram o investimento e exportações devido a fatores temporários, no entanto é espectável que o cenário se inverta até ao final do ano, tendo em conta os fortes níveis de confiança a nível das empresas – atualmente no nível mais alto desde meados de 2008 – bem como o aumento da competitividade da economia portuguesa e uma procura externa em crescimento. Os indicadores macroeconómicos não incorporam ainda os efeitos do fenómeno do Grupo Espirito Santo, cujo impacto na economia real não pode ainda ser avaliado.
 
A retoma económica teve já um impacto positivo no setor industrial , ainda que a um ritmo muito lento. Os níveis de confiança começam a subir e a melhoria na economia fará com que as exportações mantenham no futuro o seu crescimento. No setor imobiliário os efeitos ao nível da ocupação de espaços não foram ainda sentidos, predominando as operações de arrendamento de empresas em processos de reestruturação de espaço ocupado.
 
A nova perceção de confiança no setor empresarial começa já a ser sentida no mercado imobiliário de escritórios . A recuperação é no entanto lenta, apenas sentida em termos de intenção de ocupação por parte das empresas. Para o final do ano espera-se apenas uma retoma muito tímida dos níveis globais de ocupação e uma manutenção dos valores de mercado.
 
O sentimento geral no mercado de retalho no segundo trimestre foi mais positivo, verificando-se um aumento na procura. As condições económicas do país tiveram um impacto importante nas perspetivas dos retalhistas, particularmente nos estrangeiros, que hoje perspetivam a entrada ou expansão em Portugal com maior confiança. De uma forma global, os retalhistas mudaram recentemente a sua estratégia, deixando para trás as preocupações com a redução de custos e reorganização da rede de lojas, estando mais focados na reinvenção de novos conceitos.

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