CUSHMAN & WAKEFIELD CONTINUA A CRESCER, TENDO REGISTADO NOVO RECORDE DE RESULTADOS

Lisboa, 4 de janeiro 2017 – A Cushman & Wakefield apresentou hoje um resumo da atividade do mercado imobiliário nacional em 2016 e as suas perspetivas para 2017.
Segundo Eric van Leuven, diretor-geral da consultora em Portugal, “Em linha com a tendência a que vimos a assistir desde o ano passado, 2016 foi mais um bom ano para o sector imobiliário em Portugal. A atividade de investimento, principal motor do sector, manteve-se extremamente dinâmica, tendo sido transacionados até à data cerca de 1.300 milhões de euros de ativos comerciais. Por seu lado, o mercado de ocupação confirmou a aposta dos investidores no mercado português, refletindo de forma transversal uma procura saudável e dinâmica, que consolidou em 2016 com volumes que se alinham com os valores pré-crise”.
“Quanto à atividade da Cushman & Wakefield, obtivemos um novo melhor resultado de sempre, com um aumento de faturação de cerca de 6%. Os departamentos com melhores performances foram o investimento, retalho, avaliações e gestão de projetos”, continua Eric van Leuven.
 
Mercado de investimento imobiliário comercial
O volume de investimento imobiliário no sector comercial em Portugal aproximou-se em 2016 dos 1.300 milhões de euros. Se é certo que este volume traduza uma queda face ao ano passado, no qual as transações de investimento se aproximaram dos 2 mil milhões, este valor é o segundo mais alto da história do mercado de investimento em imobiliário comercial, apenas ultrapassado por 2015.
Os investidores estrangeiros mantêm uma forte atividade no mercado, tendo sido responsáveis por 82% do volume. O sector que maior capital atraiu foi o de escritórios, ultrapassando os 600 milhões de euros e atingindo com este valor um máximo histórico - nunca se investiu um volume tão elevado em ativos de escritórios em Portugal. A operação do Campus da Justiça, no Parque das Nações, a venda do Edifício NOS e da Torre A das Torres de Lisboa foram as mais significativas no setor. O mercado de retalho manteve também a sua grande atratividade, num total de mais de 500 milhões de euros negociados, sendo a CBRE GIP responsável pela maior operação do ano, com a compra do AlgarveShopping e Estação Viana ao Fundo Sierra.
A reabilitação urbana mostrou-se igualmente atrativa para investidores nacionais e estrangeiros, sendo conhecidos cerca de 30 negócios cujo valor acumulado ultrapassou os 480 milhões de euros. Esta amostra regista um valor médio de transação por metro quadrado de aproximadamente 1.700€.  
A Cushman & Wakefield foi responsável por 44% do volume total transacionado, destacando-se os negócios da compra do Campus de Justiça, venda da Torre A, venda do AlgarveShopping e Estação Viana e venda do edifício Malhoa 27. No total, o departamento de investimento conclui 18 negócios, tendo registado o seu melhor ano de sempre.
 
Mercados ocupacionais
 
Escritórios
 
No mercado de escritórios, de Janeiro a Novembro foram transacionados cerca de 120 mil m 2 de escritórios na Grande Lisboa, e é estimado que o ano tenha encerrado com uma área total procurada na ordem dos 130 mil m 2 , em linha com a média dos últimos 10 anos.
 
A equipa de escritórios da Cushman & Wakefield obteve em 2016 um excelente resultado. Esteve envolvida no arrendamento de cerca de 25.000 m 2 de novos escritórios, nos quais se incluem: a conclusão do arrendamento da totalidade do edifício Avenida 252 à Havas; a colocação de vários espaços na Torre Fernão de Magalhães; o arrendamento do edifício E do Alfrapark à Nokia; e o arrendamento parcial do Edifício Malhoa 27 à Arvato. Paralelamente a equipa de escritórios colaborou em inúmeros processos de representação de inquilinos incluindo empresas como a British Sky, Ford, Amgen entre outras.
 
Atualmente esta equipa tem a seu cargo a representação de diversas multinacionais na definição da sua estratégia imobiliária em Portugal e a comercialização de 44.000 m 2 em vários edifícios na Grande Lisboa.
Retalho
De acordo com a análise desenvolvida pela Cushman & Wakefield - que acompanha a grande maioria dos conjuntos comerciais em Portugal e o comércio de rua em Lisboa e Porto - foram fechados cerca de 450 negócios, numa área que terá ultrapassado os 190.000 m 2 . Em 2015 esta amostra revelava cerca de 300 operações numa área que se aproximava dos 160.000 m 2 .
Também neste sector a Cushman & Wakefield voltou a reforçar a sua posição de liderança, concretizando perto de 100 transações equivalentes a mais de 46.000 m 2 e chegando a uma faturação record dos últimos 7 anos.
A consultora voltou a prestar assessoria a investidores e promotores de centros comerciais. Também os retail parks foram alvo de uma procura que há muito não se sentia e novos players como a Kiwoko e Matrizauto abriram as primeiras lojas neste formato. O retalho de rua assumiu uma vez mais um papel de destaque e foram muitas as novas marcas nacionais e internacionais que entraram no mercado.
A representação de clientes internacionais, área de negócio em que a Cushman & Wakefield desde há muito se destaca, registou um crescimento significativo e foi responsável por 30% da faturação do departamento.
Industrial
O mercado industrial foi a exceção no setor imobiliário, revelando ao longo do ano uma atividade pouco dinâmica. Apesar disto, foi fechado em 2016 um dos maiores negócios de todos os tempos no setor, a ocupação de uma nave logística em Loures com 28.000 m 2 , operação assessorada pela Cushman & Wakefield.
A equipa esteve também envolvida ativamente na comercialização do Alverca Park, um empreendimento de referência no mercado logístico e que alcançou uma taxa de ocupação de 95%. Ao contrário do ano anterior, não foram registadas transações de venda de espaço industrial. 2016 foi, assim, um ano mais focado no setor logístico, maioritariamente no arrendamento de espaços prime, bem como na atividade de representação de inquilinos e de assessoria na procura de soluções imobiliárias, não só em Lisboa como também no Porto.  
 
Valores de mercado
Relativamente a valores de mercado, os escritórios da Grande Lisboa registaram uma subida no valor da renda prime , passando para os 19€/m 2 /mês; no setor de retalho também se verificaram valorizações significativas, os centros comerciais alcançaram uma renda prime de 95 €/m 2 /mês e o comércio de rua nas principais localizações de Lisboa e Porto, chegaram aos 105€/m 2 /mês e 55 €/m 2 /mês respetivamente.
 
As taxas de rentabilidade dos ativos refletiram também a valorização do sector imobiliário, com compressões significativas ao longo dos últimos 12 meses. No fecho do ano as yields prime do mercado imobiliário situam-se nos 4,90% para escritórios, 5% para centros comerciais, 4,75% para comércio de rua e 6,50% para industrial. 
 
Áreas não-transacionais
Em relação às áreas não transacionais, também as várias equipas da consultora registaram muito bons resultados, reflexo da boa performance do mercado de investimento e ocupacional.
Avalição e Advisory
Quanto a avaliação imobiliária, a equipa continua uma das líderes do mercado, tendo desenvolvido avaliações e aconselhamento para os principais investidores nacionais e internacionais, com especial enfoque nestes últimos. No ano de 2016 atingiu-se um incremento expressivo da quota de mercado quer ao nível das avaliações quer ao nível de Advisory , tendo reforçado a presença nos sectores de retalho, residencial e de turismo, bem como um crescimento assinalável ao nível de portfólios e clientes institucionais. De salientar a contínua importância do sector do turismo na atividade da equipa, fruto da estreita ligação com o grupo internacional de Hospitality da Cushman & Wakefield, resultando num montante global avaliado superior a 20 mil milhões de euros.
Gestão de Projetos
 
O departamento de gestão de projeto e consultoria teve em 2016 o seu melhor ano de sempre, com um crescimento considerável na sua faturação, que foi possível através do reforço da equipa nas áreas de arquitetura e de gestão de projeto e obra.
 
A atividade do departamento foi muito diversificada, destacando-se vários projetos, tais como a fiscalização e coordenação de obra de reabilitação urbana na Rua Augusta, Lisboa, incluindo a loja flagship do Benfica; gestão de projeto de remodelação do edifício de escritórios Malhoa 27, na Avenida José Malhoa; gestão de projeto de remodelação e mudança dos novos escritórios da Global Media Group nas Torres de Lisboa; e arquitetura e gestão de projeto de novos escritórios para Arvato Services, Ford, Sky e Accenture.
Gestão de Imóveis
A equipa de gestão de imóveis teve um ano muito positivo, resultado da excelente performance dos ativos sob gestão, que se traduziu num renovado voto de confiança dos clientes e consequente consolidação dos mandatos existentes. Atualmente, este departamento tem 38 edifícios de escritórios, 5 centros comerciais, 13 unidades de retalho e 4 logística sob gestão, totalizando cerca de 413.000 m 2 de área e um volume anual de rendas superior a 54 milhões de euros.
 
Research e Consultoria
O departamento de Research & Consultoria, na área de estudos de mercado, concentrou a sua atividade em projetos interdisciplinares, trabalhando com as equipas de Investimento, Avaliações e de Agência. Em termos de research a equipa manteve as suas publicações regulares sendo a principal referência no setor.
 
 
Perspetivas 2017
 
No que diz respeito a previsões para 2017, Eric van Leuven comenta, ”As nossas perspetivas para 2017 são otimistas. A economia tem vindo a percorrer um caminho de correção ao longo dos últimos anos e tudo aponta para uma manutenção do crescimento que se iniciou em 2014. Os setores de escritórios e retalho serão os mais dinâmicos, ainda que a escassez de oferta de escritórios de qualidade em Lisboa possa de alguma forma atenuar o volume de procura”.
 
“A atividade de investimento deverá ultrapassar os níveis de 2016, podendo mesmo chegar a um novo recorde histórico, tendo em conta o vasto conjunto de operações que se encontram em fase avançada de negociações, bem como alguns portfólios prestes a entrar para o mercado e com possibilidade de serem fechados ao longo de 2017. Os setores alvo voltarão a ser escritórios e retalho, ainda que a hotelaria e a reabilitação urbana possam também demonstrar-se muito ativos”.
 
“Quanto a zonas-tendência nas principais cidades, a zona ribeirinha de Lisboa irá continuar a aumentar a sua atratividade, especialmente logo que concretizadas as ocupações de escritórios esperadas para a zona de Santos. O crescimento da procura de retalho na zona deve surgir como uma extensão natural do cluster de restauração que se encontra já hoje no Mercado da Ribeira e como resposta ao crescente número de trabalhadores. Na cidade do Porto espera-se um crescimento muito significativo para o setor de escritórios, bem como em retalho de rua, com as zonas da ribeira e a Avenida dos Aliados a demonstrarem um maior potencial”, conclui.

Sobre a Cushman & Wakefield
A Cushman & Wakefield é uma consultora líder global em serviços imobiliários. Os 43.000 colaboradores em mais de 60 países prestam serviços local e globalmente criando valor significativo a ocupantes e investidores em todo o mundo. A Cushman & Wakefield está entre as maiores empresas de serviços imobiliários com uma faturação de 5 mil milhões de dólares através de serviços de agência, representação de inquilinos, vendas e aquisições, gestão de imóveis, gestão de projetos, consultoria e avaliações. Para saber mais visite www.cushmanwakefield.pt

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