Cushman & Wakefield faz balanço do primeiro semestre do ano no mercado imobiliário

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  • Procura de escritórios na Grande Lisboa aumenta 31% face a 2017 – entre janeiro e julho foram transacionados 114.000 m2
  • No primeiro semestre já inauguraram mais de 150 lojas de rua em Lisboa e Porto
  • Volume de investimento no primeiro semestre atinge os 1,9 milhões de euroscrescimento de 56% face ao mesmo período de 2017
  • Mínimos históricos nas prime yields em todos os setores
  • Previsão de total de transações em Portugal para 2018 entre os 3 – 3,5 milhões de euros
 
Lisboa, 14 de agosto 2018 – A Cushman & Wakefield anunciou hoje os indicadores do mercado imobiliário nacional no primeiro semestre de 2018 que demonstram mais um ano muito positivo para o sector.
Desde 2014 que o mercado demonstra um dinamismo crescente, através de um aumento da atividade de ocupação e de investimento, bem como de uma forte valorização dos ativos imobiliários. O sector residencial tem tido o crescimento mais significativo, mas os sectores de imobiliário comercial registam também uma evolução muito positiva.
 
Escritórios
  • Na Grande Lisboa verificou-se nos primeiros 7 meses do ano um crescimento da procura de espaços de escritórios de 31% face a 2017, com cerca de 114.000 m2 transacionados. Após o início da retoma em 2014, a procura de escritórios na Grande Lisboa tem vindo a crescer de forma sustentada, situando-se o valor dos primeiros 7 meses de 2018 73% acima da média da última década.
  • A zona 6 (Corredor Oeste) concentrou o maior volume de área contratada no semestre, 30% do total, tendo sido na Zona 5 (Parque das Nações) que se fechou o maior negócio: a ocupação integral por parte da Teleperformance de um edifício com 8.000 m². na Avenida Infante Dom Henrique
  • No Grande Porto, o primeiro semestre registou também elevado dinamismo, com cerca de 30.000 m2 transacionados. A ocupação de 16.000 m2 por parte do BNP Paribas no Urbo Business Center foi a operação de maior dimensão em 2018 até à data.
  • Ambas as cidades demonstram escassez de espaços disponíveis de qualidade, situando-se a taxa de desocupação na Grande Lisboa nos 7,2%, 140 pontos base abaixo do ano passado. 
  • Os valores de mercado retratam o bom momento do mercado, situando-se a renda prime em Lisboa nos 21€/m2/mês e no Porto nos 16,5€/m2/mês; em ambos os casos atingindo máximos dos últimos 15 anos.   
 
Retalho
  • A análise do índice de procura de retalho da Cushman & Wakefield -. baseada numa amostra não aleatória representativa do mercado nacional de conjuntos comerciais e de comércio de rua nas cidades de Lisboa e do Porto - denota a forte atividade do sector, particularmente no comércio de rua
  • A amostra da Cushman & Wakefield revela entre janeiro e junho de 2018 mais de 150 novas aberturas de lojas de rua em Lisboa e Porto, revelando um crescimento de 20% face a 2017.
  • A restauração manteve-se o sector mais ativo, tendo sido responsável por 60% das novas aberturas. Nos primeiros seis meses do ano abriram mais de 100 novas unidades de restauração nas ruas das duas principais cidades do país.
  • Em Lisboa as Avenidas Novas foram a zona com maior dinamismo, com destaque para o sector alimentar que tem vindo a expandir no formato de proximidade. O Lidl, My Auchan, Minipreço e Meu Super são exemplos de novas aberturas nesta localização.
  • A Baixa do Porto tem vindo a registar uma procura crescente. Na Rua Sá da Bandeira inaugurou no principio do ano a Fábrica de Cervejas Portuense e mais recentemente a Brasileira reabriu portas após 5 anos encerrada. Na Rua de Santa Catarina, mais vocacionada para a moda, destaque para a abertura da Salsa. Na Rua das Flores, destino de restauração muito em voga na cidade, inaugurou recentemente a marca internacional de gelados, Häagen-Dazs.
  • As rendas de mercado mantiveram o crescimento que se tem vindo a verificar nos últimos anos, com o comércio de rua a registar as maiores subidas. Em Lisboa, a zona da Baixa teve a subida mais acentuada, mais de 20% nos últimos 12 meses, estando hoje nos 100€/m2/mês; o Chiado manteve-se a localização de retalho mais cara do país, com uma renda prime na ordem dos 130€/m2/mês.
  • Na cidade do Porto o crescimento dos valores de rendas no comércio de rua foi ainda mais acentuado. Na Rua de Santa Catarina, localização mais valorizada da cidade, a renda prime subiu 30% nos últimos 12 meses, estando atualmente nos 75€/m2/mês. 
 
Investimento
  • Relativamente à atividade de investimento institucional, entre janeiro e julho foram fechadas cerca de 30 operações em território nacional, envolvendo cerca de €1,9 mil milhões e revelando um crescimento de 56% face a igual período de 2017.
  • Em oposição ao ano anterior, no qual os sectores de escritórios e de retalho foram responsáveis por volumes equivalentes de capital, cada um na ordem dos 37%, em 2018 o sector de retalho lidera largamente o volume de investimento, com 65% dos capitais alocados até à data ao imobiliário comercial.  
  • O investimento estrangeiro lidera largamente a atividade, representando 98% do capital investido. Os investidores franceses foram responsáveis pela maior parcela, 35% do total, seguidos pelos espanhóis, com 29% e por investidores originários do Reino Unido, responsáveis por 20% do total.
  • O maior negócio do ano até à data foi a compra da Immochan do portfolio de retalho da Blackstone, composto pelo Forum Sintra, Forum Montijo e Sintra Retail Park, por um valor de €411 Milhões. O negócio de maior dimensão no sector de escritórios foi a venda do Lagoas Park da Teixeira Duarte à Kildare Partners, por um valor de €375 Milhões.
  • Os valores de mercado revelam a elevada atratividade do imobiliário nacional, com todas as classes de ativos a registarem mínimos históricos nas prime yields, atualmente entre os 4,50% para escritórios e comércio de rua, 4,75% para centros comerciais e 6,25% para ativos logísticos.  
 
O atual estado do mercado, bem como o bom comportamento da economia, apontam para uma manutenção desta evolução positiva do sector imobiliário. A atividade de investimento irá liderar o crescimento, apontando as estimavas da Cushman & Wakefield para os €3 - 3,5 mil milhões de transações de investimento na totalidade do ano.

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