CUSHMAN & WAKEFIELD REGISTOU OS MELHORES RESULTADOS DE SEMPRE

A Cushman & Wakefield apresentou hoje o resumo da sua atividade a nível nacional do ano de 2015, e a sua perspetiva para 2016.

Segundo Eric van Leuven, managing partner da consultora em Portugal, “O ano de 2015 foi excecional para o mercado imobiliário, com particular ênfase no setor de investimento; as estimativas da Cushman & Wakefield para um volume total de €2 mil milhões só não se confirmaram pelo facto de várias operações em curso terem sido adiadas para este ano. Os mercados ocupacionais registaram também melhorias: a procura no setor de escritórios até ao mês de Novembro ultrapassava já o volume contratado nos 12 meses do ano anterior e o setor de retalho denotou também uma retoma clara na procura, já não só limitada a localizações e ativos prime mas abrangendo também mercados secundários”.
“Quanto à atividade da Cushman & Wakefield, obtivemos o melhor resultado de sempre da nossa história em Portugal, com um aumento de faturação na ordem dos 27% relativamente a 2014. Os departamentos com melhores resultados foram investimento, escritórios e retalho. Também as áreas não-transacionais obtiveram resultados muito positivos, nomeadamente a área de gestão de imóveis e a de avaliações”, continua Eric van Leuven.
“O volume de investimento imobiliário no setor comercial em Portugal ultrapassou em 2015 o máximo histórico desde que existe registo, tendo atingido cerca de €1,9 mil milhões (dos quais 90% por parte de investidores estrangeiros). A tendência cada vez mais clara pela transação de portfólios quase que duplicou o valor medio por transação, que se situou em 2015 nos 36 milhões. Em 2016 esta forte procura de investimento deve manter-se, sendo muito possível que se atinja mais um máximo histórico em termos de volume”, conclui o responsável.
Em 2015, o departamento de investimento da Cusman & Wakefield esteve envolvido em mais de 20 transações de investimento imobiliário, nas áreas de escritórios, logística, retalho e reabilitação urbana. Num ano recorde para o mercado de investimento imobiliário, este foi também o melhor ano de sempre para este departamento. Destaque para as vendas de Torre Ocidente, Expo Tower, Edifício Caribe, Liberdade 71 e Quarteirão Duque de Loulé; aquisição de 9 edifícios de escritórios na Quinta da Fonte e de dois edifícios de reabilitação urbana também na Avenida da Liberdade.
 
A equipa de escritórios obteve em 2015 um excelente resultado. Esteve envolvida no arrendamento de cerca de 30.000 m2 de novos escritórios, nos quais se incluem a conclusão do arrendamento da totalidade do Art’s Business Center e as Torres Adamastor,  para além de inúmeros processos de renegociação de contratos e a venda de um edifício da Alcatel em Carnaxide.
 
Atualmente, esta equipa tem a seu cargo a representação de diversas multinacionais na definição da sua estratégia imobiliária em Portugal e a comercialização de cerca de 35.000 m 2 de espaços na grande Lisboa, dos quais se destacam os edifícios Café Lisboa e Liberdade 108 (Avenida da Liberdade); a Torre Fernão Magalhães (Parque das Nações); os Edifícios Defensores de Chaves 45 e Almirante Reis 65; o Office 123;  o Parque Suécia (Carnaxide); o edifício Elevo (Alfragide), os Miraflores Premium 1 e 5 (Miraflores) e 10 edifícios na Quinta da Fonte (Porto Salvo).
 
Em consonância com o setor imobiliário em geral, também o departamento de retalho obteve excelentes resultados em 2015. As transações em retalho de rua somaram mais de 10.000 m 2 e incluíram as aberturas das novas flagship stores da Porsche Design, da Rimowa e da emblemática Boutique dos Relógios Plus na Av. da Liberdade, entre outras. A equipa foi igualmente instruída para a comercialização de projetos de grande relevância no panorama da reabilitação urbana onde a componente de retalho assume especial destaque.
 
A representação de clientes internacionais, desde sempre uma área estratégica para o departamento de retalho da Cushman & Wakefield, não só foi responsável por mais de 20% da faturação, como registou um crescimento significativo com 3 novos mandatos neste segmento.
 
Historicamente no ADN da empresa, o setor dos centros comerciais representou um trabalho de análise de viabilidade comercial de mais de 314.000 m 2 de área bruta locável, quer através da assessoria a investidores, quer na prestação de serviços a promotores imobiliários.
 
A equipa de industrial e terrenos teve um ano francamente bom apesar da estagnação que ainda se sente nesse mercado, sobretudo no segmento logístico. O ano ficou marcado pela venda de diversos ativos industriais nomeadamente a antiga fábrica da Unilever Jerónimo Martins em Sacavém, as antigas instalações da Merck em Mem Martins e ainda uma unidade industrial localizada na Abrunheira, Sintra. Continuámos também muito ativos na representação de inquilinos tendo contribuído, por exemplo, para o arranque da operação da Bounce em Portugal com a identificação e negociação do primeiro espaço de trampolins da marca, junto à zona comercial de Alfragide.
Por sua vez, também as equipas das áreas ditas não-transacionais registaram no ano passado resultados excecionais.
A equipa de gestão de imóveis teve um ano muito positivo, resultado da excelente performance dos ativos sob gestão, que se traduziu num renovado voto de confiança dos clientes e consequente consolidação dos mandatos existentes. Atualmente, este departamento tem 36 edifícios de escritórios, 5 centros comerciais e 4 unidades logísticas sob gestão, totalizando cerca de 330.000 m 2 de área e um volume anual de rendas de 41 milhões de euros.
Quanto a avaliação imobiliária, a nossa equipa manteve-se na liderança do mercado, tendo desenvolvido avaliações e aconselhamento para os principais investidores nacionais e internacionais, com a avaliação anual de imóveis num valor global de cerca de 20 mil milhões de euros. Incrementámos ainda a nossa quota de mercado nas áreas de retalho, residencial e de turismo, sendo de salientar que este último setor continua a apresentar uma importância assinalável nas nossas instruções, sendo também fruto da nossa estreita ligação com o grupo internacional de Hospitality da Cushman & Wakefield.
A atividade do departamento de gestão de projetos em 2015 foi muito diversificada, destacando-se o projeto de remodelação de uma unidade industrial operacional para a ABB, bem como a fiscalização e coordenação de obra de reabilitação urbana na Rua Augusta, Lisboa. Concluiu também projetos de arquitetura e gestão de projeto de remodelação dos escritórios para a 3M, Techdata, Cerner e Sky, bem como a gestão de projeto da nova loja Top Shop no Colombo a inaugurar ainda no primeiro trimestre de 2016, entre outros.
 
O departamento de Research & Consultoria, na área de estudos de mercado, manteve a forte atividade em projetos interdisciplinares, trabalhando maioritariamente com as equipas de Avaliações e de Agência em análises de melhor uso imobiliário. A retoma da atividade de investimento fez ressurgir a procura por parte de estudos de análise de performance, maioritariamente de centros comerciais.
Em termos de research a equipa lançou 4 novas publicações sobre o mercado imobiliário nacional, mantendo-se como a principal referencia no setor.
 
No que diz respeito a previsões para 2016, Eric van Leuven comenta: “Encaramos 2016 com renovada confiança embora ainda de forma prudente devido à fragilidade da recuperação económica em Portugal e na Europa, e às tensões geopolíticas. No entanto, a elevada liquidez em muitas geografias e a fraca oferta de alternativas ao investimento em imobiliário devem continuar a beneficiar o mercado imobiliário, e o português em concreto, que, embora pequeno e ainda em recuperação, é também percecionado como sendo relativamente maduro, transparente e barato. Reabilitar continuará na ordem do dia, mas a nova promoção deverá também começar a surgir facilitada por um mercado ocupacional mais dinâmico, tanto em retalho como escritórios, e por uma maior propensão ao financiamento por parte das entidades bancarias. Prevemos ainda um continuado decréscimo das yields , ainda que de forma mais acentuada para os produtos secundários, cujo prémio face ao produto prime deve continuar a estreitar-se”.
 
“Quanto à Cushman & Wakefield, e no ano em que celebramos 25 anos de atividade em Portugal, prevemos um crescimento continuado, sendo que os novos acionistas maioritários da empresa, na sequência da recente fusão com a DTZ, procuram crescimento tanto de forma orgânica como através de mais aquisições”, conclui.
 

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