Donald Trump ganhou: qual o impacto no imobiliário comercial?

Lisboa, 11 de novembro 2016 – Depois de meses de campanha eleitoral intensa e pouco convencional que captou a atenção mundial, os Estados Unidos da América votaram finalmente e elegeram o candidato republicano Donald Trump. O Senado continuará liderado pelos Republicanos assim como o Congresso.

Na opinião de Elisabeth Troni, Diretora de Research EMEA da Cushman & Wakefield, “A incerteza em torno da vitória de Trump levou de imediato os mercados a reagirem na Europa e na Ásia. Mas, como aconteceu a seguir ao Brexit, prevê-se que a atividade bolsista recuperará assim que os investidores assimilarem o “choque” inicial e perceberem que o impacto deste resultado eleitoral será menor do que o previsto”

“E como reagirá o mercado imobiliário comercial? Este setor não é igual ao mercado bolsista e não sofre alterações bruscas nem diárias. É preciso olhar mais para a frente para se preverem implicações potenciais”, continua Elisabeth Troni.

O que significará este resultado para o mercado ocupacional europeu?

Segundo a responsável de research, será na sua maioria business as usual – a menos que se assista a uma real deterioração das condições económicas, o mercado de ocupação na Europa não deverá sofrer qualquer alteração. Os mercados que estão atualmente mais pressionados, com subida de rendas, como Barcelona, Dublin e Munique continuarão assim, enquanto os mercados que mais estáveis (como por exemplo Moscovo, Istambul e Varsóvia) também assim permanecerão.

A Europa está a recuperar enquanto os mercados laborais melhoram - as rendas para espaço prime estão a subir em muitas das principais cidades europeias como Berlim, Milão e Madrid, e a procura de espaços de trabalho na região EMEA não foi afetada pelo Brexit, que também constituiu um “choque”.

O que significará este resultado para o mercado europeu de investimento?

“Menor investimento em ativos e mercados secundários – é esperado inicialmente um ambiente de maior aversão ao risco, com os investidores a procurarem ativos e mercados core , limitando transações com algum nível de risco”, comenta Elizabeth.

Em resumo: O resultado das eleições americanas não muda os princípios do setor imobiliário comercial europeu. À parte do impacto a curto-prazo nos mercados financeiros, os princípios do imobiliário mantêm-se favoráveis em toda a Europa. Prevemos que os investidores mantenham os seus esforços para que o volume de investimento já alocado ao mercado imobiliário europeu permaneça inalterado. Apesar de ser tentador especular sobre se os capitais americanos serão direcionados para a Europa, as próximas eleições em França e Alemanha fazem com que seja prematura esta previsão.
 

Sobre a Cushman & Wakefield

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