Estudo “Mercado de Escritórios do Porto” mostra forte dinamismo na procura, em contraste com escassez de oferta, impondo-se promoção de novos edifícios ou reabilitação de imóveis existentes

A Cushman & Wakefield e pela Predibisa apresentaram ontem este novo estudo, apresentação que contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira.

Porto, 9 de março de 2017 – Segundo o estudo, a oferta de escritórios do Grande Porto evidencia uma escassez de espaços de qualidade, com apenas 10% da oferta considerada como sendo de qualidade alta, ou seja, em linha com os requisitos básicos que atualmente são exigidos pela maioria dos ocupantes. A qualidade da oferta é um dos fatores que condiciona o desenvolvimento do mercado, podendo ser decisiva na opção de localização por parte de grandes empresas que têm ao seu dispor a escolha entre diferentes cidades. Neste campo, o mercado do Grande Porto tem um potencial elevado de reconversão, fator que representa uma oportunidade para promotores e investidores.
 
É no concelho do Porto que se concentra a maioria da oferta de escritórios na região, com um total de stock existente no concelho a rondar os 800.000 m 2 , repartidos por mais de 200 edifícios, a que correspondem 55% do total. A zona que concentra a maioria da oferta, tendo edifícios com maior qualidade é a Boavista.
 
No Grande Porto, a oferta total de escritórios, que reúne os edifícios exclusivos existentes nos concelhos do Porto, Maia, Matosinhos e Vila Nova de Gaia, aproxima-se de 1,5 milhões de metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL), distribuídos por mais de 400 projetos. Gaia é o concelho que apresenta maior oferta, somando mais de 240.000 m 2 , distribuídos por 70 projetos, com a Maia e Matosinhos a representar respetivamente 14,5% e 14% da oferta.
 
Estas são as principais conclusões apuradas no âmbito do estudo “Mercado de Escritórios do Porto”, uma iniciativa da Predibisa e da Cushman & Wakefield, que desenvolveram o primeiro estudo exaustivo do mercado de escritórios do Grande Porto, que pretende dar a conhecer o setor, incentivando desta forma o investimento e posterior crescimento.
 
O estudo incide ainda sobre uma amostra usada para estudar os níveis de desocupação no concelho do Porto, que representa 69% da área total em oferta. A análise revela uma taxa de desocupação global na cidade de 14%, que se concentra essencialmente nas zonas Oriental e da Baixa.
 
De acordo com o estudo, as rendas prime na cidade do Porto são praticadas na sua zona mais emblemática, a da Boavista, o Central Business District (CBD). Os valores médios para esta zona podem variar entre os 12 e os 14 €/m 2 por mês. Por sua vez, a Zona Empresarial do Porto (ZEP) é a que consegue praticar os valores mais altos, a seguir à Boavista, oscilando entre 10 e 12 €/m 2 por mês, e na Baixa os valores médios variam entre 8 e 11 €/m 2 por mês.
 
A nível de investimento institucional, o setor de escritórios do Grande Porto tem ainda uma dimensão reduzida, em parte resultante do menor grau de desenvolvimento da atividade de arrendamento. De entre os cerca de 1,5 milhões de metros quadrados de oferta existente no mercado do Grande Porto, apenas 13% é propriedade de investidores institucionais, representando pouco mais de 200 mil m 2 de projetos de escritórios, cujas aquisições terão envolvido cerca de 300 milhões de euros.
 
O documento reflete ainda as tendências do setor de escritórios, perspetivando-se que a Área Metropolitana do Porto, num futuro próximo, possa consolidar a atratividade recente de que tem vindo a gozar no mercado internacional de procura de escritórios. O crescimento da oferta em quantidade e qualidade é apontado, sendo o caminho da reabilitação o mais evidente. O estudo nota ainda que, dentro de alguns anos, o mercado de escritórios do Grande Porto poderá vir a ser mais profissionalizado, com um maior grau de transparência e liquidez, passando a contar com um perfil para atrair mais investimento institucional, à semelhança de outras cidades europeias.

Sobre a Predibisa
A Predibisa é uma consultora imobiliária, especializada no mercado imobiliário do norte do país, onde opera há mais de 25 anos. A empresa começou por dirigir a sua oferta para o mercado residencial de gama média alta, mas a aposta numa equipa de consultores especializados na região permitiu verticalizar o negócio em todas as vertentes do ramo imobiliário, nomeadamente nas áreas de escritórios, comércio, industrial, promoção e investimento. Ao longo dos últimos anos, a Predibisa tem sido ainda responsável pela identificação e negociação de espaços para multinacionais que procuram o norte do país para instalarem projetos industriais e de serviços. Para mais informações por favor consultar: www.predibisa.com.
 
Sobre a Cushman & Wakefield
A Cushman & Wakefield é uma consultora líder global em serviços imobiliários. Os 43.000 colaboradores em mais de 60 países prestam serviços local e globalmente criando valor significativo a ocupantes e investidores em todo o mundo. A Cushman & Wakefield está entre as maiores empresas de serviços imobiliários com uma faturação de 5 mil milhões de dólares através de serviços de agência, representação de inquilinos, vendas e aquisições, gestão de imóveis, gestão de projetos, consultoria e avaliações. Para saber mais visite www.cushmanwakefield.pt .

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