Investimento imobiliário na Europa continuará a crescer em 2017 apesar da instabilidade politica

Europa do Sul captará 11% de quota de mercado, com Portugal e Espanha a liderarem as preferências dos investidores

Lisboa, 17 de janeiro 2017 – De acordo com os últimos dados revelados pela Cushman & Wakefield, o investimento imobiliário comercial na Europa continuará forte em 2017. Os principais riscos que a economia mundial enfrenta são essencialmente geopolíticos, facto que beneficiará o setor imobiliário pelo seu estatuto de porto seguro face ao aumento de risco esperado para o mercado de dívida pública.

No estudo “O Futuro do Investimento Imobiliário”, as previsões da Cushman & Wakefield apontam para um crescimento dos volumes de investimento imobiliário na Europa na ordem dos 6%, bem como para uma evolução positiva dos preços, esperando-se uma subida das rendas de entre 2% a 3% e nova contração de yields na ordem dos 30 a 40 pontos base. A elevada participação dos capitais norte americanos no mercado europeu deve diminuir em 2017, dado o esperado enquadramento de subida de taxas de juro, sendo substituída por capitais asiáticos e do Médio Oriente.

2017 será um ano com alguma instabilidade politica e económica à medida que os resultados do referendo do Reino Unido e das eleições presidenciais do EUA começam a ter efeitos reais e a influenciar os mercados. A instabilidade do sistema bancário persiste na Europa e pode emergir na China, enquanto as próximas eleições em França, Alemanha e Holanda podem trazer outras implicações para o futuro da União Europeia.
A publicação identifica os mercados que oferecem investimentos com crescimento estável e que continuarão a atrair mais investidores. As localizações alvo na europa voltarão a ser os mercados core , com Paris, Berlim, Frankfurt, Londres e Amsterdão a liderar a captação de investimento. Os mercados periféricos que demonstrem uma evolução económica sólida, estabilidade política e qualidade de produto, estarão também no radar.
 
Neste enquadramento a cidade de Lisboa encontra-se muito bem posicionada, tanto no sector de escritórios - que revela um notável comportamento na atividade ocupacional - bem como em retalho, tendo em conta a qualidade excecional dos ativos nacionais.
 
A reabilitação urbana é outra das tendências identificadas para 2017, e neste âmbito a cidade de Lisboa surge também como uma excelente alternativa, oferecendo um vasto conjunto de oportunidades a preços competitivos à escala europeia.
   
Os mercados da Europa do Sul deverão ter uma quota de mercado em 2017 na ordem dos 11% (face aos 10% atingidos em 2016), sendo Portugal e Espanha os mais populares. A evolução positiva do mercado ocupacional, o aumento das rendas em 2016, o crescimento do turismo e a crescente atratividade da cidade de Lisboa como destino europeu, são alguns dos fatores que irão beneficiar a captação de investimento estrangeiro.
Em Portugal, as expetativas para a atividade de investimento imobiliário apontam para uma manutenção de volumes acima dos €1.000 milhões, sendo muito provável que se ultrapasse o valor transacionado em 2016, cerca de €1.300 milhões que foi já o 2º mais alto de sempre. Os valores de mercado deverão refletir movimentos menos agressivos que os esperados para o resto da Europa, essencialmente ao nível das yields que devem manter-se estáveis ao longo de 2017.

Sobre a Cushman & Wakefield
A Cushman & Wakefield é uma consultora líder global em serviços imobiliários. Os 43.000 colaboradores em mais de 60 países prestam serviços local e globalmente criando valor significativo a ocupantes e investidores em todo o mundo. A Cushman & Wakefield está entre as maiores empresas de serviços imobiliários com uma faturação de 5 mil milhões de dólares através de serviços de agência, representação de inquilinos, vendas e aquisições, gestão de imóveis, gestão de projetos, consultoria e avaliações. Para saber mais visite www.cushmanwakefield.pt

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