Mercado de escritórios na Grande Lisboa atinge recordes a todos os níveis

Atividade de investimento em escritórios comercial atinge máximo histórico
·         Procura de escritórios ultrapassa os 133.000 m² em setembro, crescendo 17% face a 2017
·         Os sectores tecnológicos, de serviços partilhados e os espaços de coworking são os ocupantes mais ativos
·         A taxa de desocupação está nos níveis mais baixos de sempre, 7,2%, pouco mais de 330.000 m²
·         O investimento em ativos de escritórios ultrapassa os €650 milhões, o maior volume de sempre à data
·         Estimativa para fecho do ano aponta para um investimento anual em escritórios na ordem dos €1.000 milhões, retratando um máximo histórico e um crescimento superior a 36% face a 2017  
 
O mercado imobiliário atravessa desde 2014 um ótimo momento, revelado em todos os sectores, mas cada vez com maior destaque no segmento de escritórios, que é hoje o principal enfoque dos investidores imobiliários à escala europeia.  
 
A muito dinâmica atividade ocupacional sustenta esta preferência dos investidores. O volume de procura de escritórios entre janeiro e setembro de 2018 subiu 17% face a 2017, com cerca de 133.300 m² transacionados. A zona 6 (Corredor Oeste) concentrou o maior volume de área contratada, 40% do total, seguida pela Zona 1 (Prime CBD), responsável por 18% da procura, cerca de 24.000 m2. A Zona 5 (Parque das Nações) registou o maior negócio conhecido do ano: a ocupação integral por parte da Teleperformance de um edifício com 8.000 m² na Avenida Infante Dom Henrique.
 
Os sectores tecnológicos e de serviços a empresas, nos quais se enquadram os centros de serviços partilhados e os espaços de coworking, revelam-se os mais dinâmicos, protagonizando alguns dos maiores negócios do ano. Para além da já referida ocupação da Teleperformance, destacam-se: a Regus, que se prepara para abrir um novo centro de escritórios no Marquês de Pombal 14 em 5.200 m² e o Lisbon Art Center & Studios, um conceito de coworking localizado na zona ribeirinha que ocupa 5.000 m2.     

A forte atividade do mercado, aliada a um ainda reduzido volume de nova oferta em construção (apenas 40.100 m2) traduz-se em recordes mínimos em termos de oferta disponível. A taxa de desocupação na Grande Lisboa situa-se nos 7,2%, 170 pontos base abaixo do ano passado, e retratando um volume de oferta disponível de apenas 334.000 m2.    
 
Os valores de arrendamento e as yields acompanham naturalmente este dinamismo e retratam o bom momento do mercado. A renda prime em Lisboa encontra-se nos 21€/m2/mês e a yield para os ativos de investimento situa-se no valor mais baixo de sempre, 4,25%.
 
A forte atividade ocupacional no mercado de escritórios motiva o crescimento do interesse dos investidores, e nos primeiros 9 meses do ano o investimento em ativos de escritórios atingiu um novo máximo histórico à data de setembro, situando-se nos €650 milhões. O investimento estrangeiro lidera largamente a atividade, representando mais de 96% do capital investido. Os investidores originários do Reino Unido foram responsáveis pela maior parcela, 71% do total, seguidos pelos espanhóis e alemães com pesos muito inferiores na ordem dos 6% e 5%.
 
O maior negócio de investimento em escritórios do ano foi a venda do Lagoas Park da Teixeira Duarte aos britânicos da Kildare Partners, por um valor de €375 Milhões. Destacam-se também dois negócios no Parque das Nações (Zona 5): a compra por parte dos espanhóis da Merlin da Torre Zen, por €33 milhões, e a venda do Expo Finanças propriedade da Selecta a um investidor estrangeiro.   
 
As estimativas da Cushman & Wakefield para o volume de investimento em escritórios até ao final do ano ultrapassam os €1.000 milhões, retratando um máximo histórico e um crescimento superior a 36% face a 2017  
 
Sobre a Cushman & Wakefield
A Cushman & Wakefield (NYSE: CWK) é uma consultora líder global em serviços imobiliários que cria valor significativo a ocupantes e investidores em todo o mundo. A Cushman & Wakefield está entre as maiores empresas de serviços imobiliários com 48.000 colaboradores distribuídos por 400 escritórios em 70 países. Em 2017, a consultora registou uma faturação de 6,9 mil milhões de dólares através de serviços de agência, representação de inquilinos, vendas e aquisições, gestão de imóveis, gestão de projetos, consultoria e avaliações. Para saber mais visite www.cushmanwakefield.pt

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