SETOR DE ESCRITÓRIOS EM LISBOA CRESCEU 65% EM 2014 COM 128.000 m2 COLOCADOS

De acordo com os dados mais recentes da Cushman & Wakefield, o ano de 2014 foi caracterizado de uma forma generalizada pela recuperação do mercado imobiliário, e o sector de escritórios acompanhou esta tendência.
 
Após registos sucessivos de quedas no volume de procura, e o mínimo histórico atingido em 2013, em 2014 o mercado assistiu a um aumento claro da atividade de ocupação. No total foram fechados na Grande Lisboa cerca de 240 negócios, totalizando mais de 128.600 m² de espaços ocupados e refletindo uma evolução positiva de 65% face ao ano anterior, e de 32% em comparação com a média dos últimos 5 anos.
 
O CBD (zona 2) foi a zona mais procurada, com um total de 36.800 m² transacionados, representando cerca de 30% da procura. Seguiram-se o Corredor Oeste (zona 6) e Parque das Nações (zona 5), com 29.500 m² e 20.000 m² respetivamente. Excetuando as Zonas Secundárias de Escritórios (zona 4), que historicamente regista valores absolutos baixos, todas as zonas verificaram uma subida dos níveis de ocupação.
 
Os restantes indicadores refletem igualmente um maior sentimento de confiança no mercado, nomeadamente através da correção notável da taxa de desocupação, que se encontra hoje nos 11,1%, 110 pontos base abaixo de 2013. As zonas 1 a 6 registaram reduções neste indicador, com particular destaque para o Parque das Nações (zona 5), que corrigiu em 280 pontos base face ao ano anterior, situando-se nos 10%, e para o Corredor Oeste (zona 6) que desceu abaixo da barreira psicológica dos 20% e fechou 2014 nos 18,7%.
 
Segundo Carlos Oliveira, partner e diretor do departamento de escritórios da C&W, “Esta evolução do Parque das Nações é um sinal da imensa atratividade que esta zona tem junto dos ocupantes em conjunto com a sensibilidade do mercado quanto ao reduzido potencial de crescimento da oferta futura nesta zona”.
 
Em relação aos valores de mercado, o aumento da atividade tem motivado uma gradual redução do nível de incentivos dados pelos proprietários, o que justifica uma manutenção da renda prime na Grande Lisboa, que se situa nos €18.5/m²/mês. Por seu lado, o incremento da atividade no mercado de investimento imobiliário comercial nacional, foi igualmente sentido no setor de escritórios, um dos mais procurados pela possibilidade de obter retornos interessantes por edifícios de qualidade. No final do ano, a yield prime desceu 125 pontos base face a 2013 para os 6,25%, o valor mais baixo dos últimos 7 anos.
 
As perspetivas de evolução do setor ao longo de 2015 são de manutenção das melhorias verificadas, devendo verificar-se uma estabilização dos volumes de ocupação, ainda que dependentes de algumas transações de maior dimensão.

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