SETOR DE RESTAURAÇÃO EM PORTUGAL REGISTA FORTE CRESCIMENTO

Lisboa, 6 de julho 2017 – Segundo o novo estudo publicado pela Cushman & Wakefield “Global Food & Beverage Market ”, o aumento de área de restauração em centros comerciais – que hoje ocupa em projetos novos ou remodelados 20% do total – está a ser motivado pelo grande crescimento do consumo neste setor.

A combinação da esperada subida das despesas em restaurantes nos próximos 10 anos e da vontade dos consumidores de transformarem as suas visitas aos centros comerciais em experiências sociais e de lazer, abre uma oportunidade para o crescimento e diversificação da oferta de restauração e entretenimento nos conjuntos comerciais.

Todas as regiões analisadas no estudo preveem um aumento nas despesas dos consumidores em restauração, com a Ásia Pacifico, Médio-Oriente e África a liderarem, com um crescimento médio anual estimado em 7,4% até 2026. Na Europa e continente americano, mercados mais maduros, o crescimento anual esperado é de 4,9 e 5,5% respetivamente.

As zonas de restauração indiferenciadas em centros comerciais têm os dias contados. Se é certo que se espera que os operadores de grande escala continuem a dominar o setor em termos de área, a importância da diversidade e unicidade de conceitos é cada vez mais reconhecida, sendo premente a criação de espaços de inovadores.

A Cushman & Wakefield acredita que existe um enorme potencial para os formatos de restauração mais criativos, que poderão passar por pequenos quiosques de comida e bebida especializados, revisitação de conceitos tradicionais como padarias ou vendas de frescos, lojas de produtos culinários e até escolas de cozinha. Atualmente, apenas um pequeno grupo dos operadores internacionais apostaram neste formato de restauração que conjuga o conceito tradicional com a experiência associada à gastronomia, mas o espaço para crescimento é enorme.

Segundo Marta Esteves Costa, associate e diretora de Research & Consultoria da Cushman & Wakefield em Portugal, “Para o consumidor moderno a ligação entre a experiência de consumo e de restauração é hoje mais forte do que nunca, a gastronomia é cada vez mais valorizada e o grau de exigência da população é muito superior. A crescente convicção de que os centros comerciais têm que se posicionar cada vez mais como um destino de lazer no qual o consumo se integra, torna evidente o papel preponderante que o setor da restauração pode vir a ter no processo de modernização e diferenciação pelo qual todos os centros comerciais que se queiram afirmar no futuro devem obrigatoriamente passar.
 
Portugal
A forte tradição gastronómica em Portugal posiciona favoravelmente o nosso mercado face a esta tendência do setor de retalho. A aposta por conceitos inovadores é já hoje visível no nosso país - o bem-sucedido conceito da Time Out no Mercado da Ribeira em Lisboa foi pioneiro a nível mundial, e está já a servir de exemplo para exportação a outras geografias. A Time Out tem já em projeto novos mercados em Chicago e Miami, bem como na cidade do Porto. Também na cidade de Lisboa, o projeto de reconversão da Praça Martim Moniz, que numa primeira fase terá tido alguma dificuldade de afirmação, se revela hoje como um bom exemplo da crescente atratividade dos conceitos de restauração diferenciados.        

A indústria dos centros comerciais nacional já antecipou também esta tendência, o Cascaishopping, centro comercial da Sonae Sierra, foi inovador neste sentido, contando já com uma zona de restauração especializada na qual se replicam os mercados de street food. Numa abordagem menos disruptiva, muitos outros centros comerciais no país têm vindo a apostar numa melhoria, e em alguns casos expansão, dos seus Food Courts, nomeadamente o Centro Vasco da Gama e Amoreiras Shopping Center em Lisboa, o Alegro Castelo Branco e o Glicínias e Forum Aveiro em Aveiro. 

Em termos de procura, o maior peso do setor de restauração é já hoje claramente visível. Na amostra estudada pela Cushman & Wakefield, representativa da procura de espaços de retalho a nível nacional, o setor da restauração foi o que contou com o maior volume de procura em 2017, tendo representado 34% do número de aberturas nos primeiros seis meses do ano.
 
Sobre a Cushman & Wakefield
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