Cerca de 20% de todos os episódios de tromboembolismo venoso ocorrem em doentes oncológicos

·         No Dia Mundial da Trombose, especialistas alertam para o tromboembolismo venoso (TEV) enquanto segunda causa de morte em doentes com cancro, sendo que a prevalência desta patologia em doentes hospitalizados tem vindo a aumentar nos últimos anos, conforme reportam estudos recentes 1 . Episódios de TEV em doentes oncológicos aumentam entre duas a seis vezes o risco de morte do doente 2 . Para além disso, o TEV pode comprometer os tratamentos oncológicos 3 .
 
·         Estudos atualmente em curso poderão trazer novas evidências nesta área, oferecendo opções promissoras para os doentes que não respondem à terapêutica standard.
 
Lisboa, 13 de outubro de 2017. O tromboembolismo venoso é o termo utilizado para designar a combinação de duas doenças 4 : a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP). A trombose venosa profunda é uma doença causada pela formação de trombos (coágulos de sangue) no interior das veias profundas, geralmente nos membros inferiores ou pélvis 5 . Quando parte de um trombo numa veia profunda se solta e se desloca para o pulmão, instalando-se nas artérias pulmonares, estamos perante uma embolia pulmonar, complicação potencialmente fatal 4,6 .
Neste contexto, a Daiichi Sankyo anuncia que se encontra em curso o estudo Hokusai VTE-Cancer, que avalia o tratamento com LIXIANA ® (edoxabano), um inibidor do fator Xa, de toma oral, uma vez por dia, em doentes com TEV associado à doença oncológica.
A introdução dos novos anticoagulantes orais não-antagonistas da vitamina K (NOACs) no âmbito da terapêutica anticoagulante representou um grande avanço nos últimos anos. Com uma eficácia pelo menos comparável aos antagonistas da vitamina K (AVKs), e com um perfil de segurança e comodidade superiores, os NOACs são atualmente utilizados em alternativa aos AVKs em várias indicações. Ainda restam algumas indicações para as quais o uso dos NOACs se assume como vantajoso em relação aos AVKs, embora até ao momento não existam dados de evidência científica que comprovem o seu benefício. É o caso da utilização dos NOACs em doentes com tromboembolismo venoso (TEV) associado ao cancro.
No entanto, esta lacuna de conhecimento será preenchida em breve com a publicação dos resultados deste novo estudo, esperados até ao final do ano.
Anteriormente, o estudo Hokusai-VTE tinha já demonstrado uma redução eficaz dos sintomas de TEV recorrente com LIXIANA ® , incluindo o risco de TVP e EP fatal e não-fatal no grupo de doentes que já tinham sofrido um TEV (3,2% vs. 3,5% dos doentes, LIXIANA ® 60 mg vs. varfarina, respetivamente; a taxa de risco foi de 0,89; o intervalo de confiança foi de 95%, 0,70 a 1,13, p <0,001).>® demonstrou também uma redução significativa de 19% do risco de hemorragia clinicamente relevante em doentes com TEV, comparativamente com varfarina (8,5% vs. 10,3% dos doentes, respetivamente; com uma taxa de risco de 0,81; um intervalo de confiança de 95%, 0,71 a 0,94, p=0,004) 7 .
O estudo Hokusai VTE-Cancer foi iniciado para avaliar se o tratamento inicial com HBPM seguido da administração de edoxabano é não-inferior às HBPM (dalteparina) na prevenção combinada de dois objetivos primários: TEV recorrente ou hemorragia major em doentes com TEV e cancro, durante um período de 12 meses 8 .  Estas duas complicações ocorrem frequentemente em doentes com cancro que recebem tratamento anticoagulante e afetam significativamente o prognóstico e a qualidade de vida. Esta avaliação superior a seis meses irá preencher a lacuna atual na base de evidências para o tratamento a longo prazo desses doentes.
 
 
Sobre o Dia Mundial da Trombose
No dia 13 de outubro é comemorado o Dia Mundial da Trombose, assinalando o aniversário de Rudolf Virchow, médico alemão pioneiro na patofisiologia da trombose. Esta efeméride foi criada em 2014 pela Sociedade Internacional de Trombose e Hemostase (ISTH) com o objetivo de sensibilizar os doentes, os profissionais de saúde e as entidades responsáveis para esta temática, alertando para as suas causas, factores de risco, sinais e sintomas e evidência científica na prevenção e tratamento.
 

 
Sobre o estudo Hokusai-VTE
O Hokusai-VTE foi um estudo de fase 3, global, guiado por eventos, aleatorizado, em dupla ocultação e em dupla simulação, com grupos paralelos, envolvendo 8.292 doentes de 493 centros de 37 países. O objetivo foi avaliar o efeito de edoxabano com varfarina em doentes com TVP ou com TVP e EP. O estudo Hokusai-VTE foi desenhado para refletir a prática clínica, usando uma duração terapêutica flexível de 3 a 12 meses, num largo grupo de doentes que sofreram de TEV, tratados, inicialmente com anticoagulação injetável (heparinas) durante, pelo menos, 5 dias, a terapêutica standard atual. Numa fase inicial do tratamento, em open-label , os doentes foram aleatorizados para receberem enoxaparina ou heparina não-fracionada. Após este tratamento, os doentes foram aleatorizados para receberem edoxabano 60 mg/uma vez ao dia (foi usada dose reduzida para doentes com CrCL entre 30 e 50 mL/min, peso corporal ≤60 kg, ou a utilizar alguns tipos de inibidores da glicoproteína p), ou o comparador, varfarina. No braço comparador, os doentes receberam, inicialmente, tratamento com heparina em associação com varfarina titulada para o alcance de um INR entre 2,0 e 3,0. De seguida, suspenderam a heparina e mantiveram a varfarina em monoterapia. A duração do tratamento foi de três meses a um ano. A duração do tratamento no decorrer do estudo foi determinada pelo investigador com base nas características clínicas de cada doente. 5 Os resultados finais foram apresentados em 2013, no Congresso da European Society of Cardiology , em Amesterdão, e publicados no New England Journal of Medicine .
 

 
Sobre a Daiichi Sankyo
O Grupo Daiichi Sankyo dedica-se à criação e disponibilização de produtos farmacêuticos inovadores para a abordagem de diversas necessidades não atendidas de doentes, tanto nos mercados já estabelecidos, como nos emergentes. Com mais de 100 anos de experiência clínica e presente em mais de 20 países, a Daiichi Sankyo e os seus 16 000 colaboradores espalhados por todo o mundo, desenharam sobre um rico legado de inovação e de um robusto pipeline de novos e promissores medicamentos para ajudar as pessoas. A somar a um forte portfolio de medicamentos para a hipertensão e para alterações trombóticas, da Visão 2025 do Grupo, faz parte a ambição de se tornar numa “Farmacêutica Global Inovadora com Vantagem Competitiva em Oncologia”. Neste sentido, o departamento de Investigação e Desenvolvimento Da Daiichi Sankyo está, antes de mais, focado em trazer quarto novos tratamentos oncológicos, incluindo na área da imuno-oncologia, com um enfoque adicional em novas áreas, como o tratamento da dor, as doenças neurodegenerativas e outras doenças. Para mais informação, por favor visite: www.daiichi-sankyo.pt   e http://pressportal.lixiana.com/
 


 
Referências:
1.     Khorana AA, et al. Frequency, risk factors, and trends for venous thromboembolism among hospitalized cancer patients. Cancer. 2007;110(10):2339-2346.
2.     Khalil J, et al. Venous thromboembolism in cancer patients: an underestimated major health problem. World Journal of Surgical Oncology. 2015;13:204.
3.     Hisada Y, et al. Venous Thrombosis and Cancer: from Mouse Models to Clinical Trials. Journal of Thrombosis and Haemostasis. 2015;13(8):1372-1382.
4.     NHS Choices (2014) Deep vein thrombosis. Available at: 
http://www.nhs.uk/conditions/Deep-vein-thrombosis/Pages/Introduction.aspx. Last accessed October 2017
.
5.     Cleveland Clinic (2016) Deep Vein Thrombosis (DVT). Available at: 
http://my.clevelandclinic.org/services/heart/disorders/blood-clotting/deep-vein-thrombosis-dvt
. Last accessed October 2017
6.     Ozaki, A. Cleveland Clinic (2014). Venous thromboembolism. Available at: http://www.clevelandclinicmeded.com/medicalpubs/diseasemanagement/cardiology/venous-thromboembolism/. Last accessed October 2017
7.     Büller H, et al. Edoxaban versus warfarin for the treatment of symptomatic venous thromboembolism. N Engl J Med. 2013;369(15):1406-1415.
8.     van Es et al. J Thromb Haemost 2015; 114: 1268–76

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