Fidelidade e reconhecimento internacional

Três totalistas entre um fundador e... o futuro 

Em dia de muitas novidades e surpresas, a apresentação do 20.º Portugal de Lés-a-Lés foi palco de singela mas muito sentida homenagem a nomes incontornáveis na história da grande aventura mototurística. Desde o nascimento até aos dias que correm. De 27 de dezembro de 1997, quando Rui Vidal, do Moto Clube de Estarreja, pegou na palavra durante uma reunião com responsáveis de vários clubes verbalizando um desafio que mais parecia uma ideia partilhada: “E porque não atravessar Portugal de Lés-a-Lés?” Foi o lançamento das bases do que viria a ser, desde 1999, a grande aventura mototurística nacional e que, 20 anos depois, atrai anualmente mais de milhar e meio de motociclistas.

Aventura que, todos os anos, cativa novos mototuristas e outros, muitos outros, ‘repetentes’ numa paixão que fica e se fortalece, tendo, em alguns casos, permanecido para ‘toda a vida’. Presentes nas 19 edições realizadas, três nomes mereceram muito aplaudida distinção na Figueira da Foz. De Luís Simão e a sua inconfundível Yamaha Virago 535 também ‘ela’ totalista, ao mirandelense Luís Santos, passando por Ângelo Moura, o presidente da Câmara Municipal de Lamego. Com a particularidade de cumprir a 20.ª participação com uma paragem em casa, pela primeira vez na história do Lés-a-Lés, no final da segunda etapa.

Presenças destacadas entre centenas de heróis anónimos que, de 30 de maio a 2 de junho vão cumprir os 1160 quilómetros entre Faro e Felgueiras, com paragens em Portalegre e Lamego, no evento organizado pela Federação de Motociclismo de Portugal. Que, pela primeira vez, terá um cunho internacional diferente. É que se a presença de motociclistas dos mais diversos países, europeus e não só, é já habitual, inovadora é a integração no calendário do World Touring Challenge, troféu mototurístico realizado sob a égide da Federação Internacional de Motociclismo. E que, tal como a Concentração de Faro, por exemplo, ou outros eventos internacionais incluindo o FIM Mototour of Nations ou o Motocamp (que já tiveram lugar em Portugal) valem pontos para uma classificação que consagrará o vencedor do Troféu na Gala dos Campeões da FIM.

Novidade de peso que se juntou a muitas outras sobre o percurso, desvendadas perante mais de três centenas de mototuristas oriundos de todo o País. Trajeto diversificado, novo em mais de metade da extensão e recuperando locais que há muitos anos não são visitados, e que pode ser abordado de uma forma mais simples para os que não se sentem à vontade na leitura do road-book ou que, simplesmente, não querem perder-se. Para esses, a FMP preparou nova modalidade de participação, de valor acrescentado, criando grupos de 10 motos que serão acompanhados por dois guias, dispensando preocupações com o rumo certo. A opção por esta nova variante deverá ser feita na altura da inscrição cuja segunda fase, depois da abertura após a apresentação do evento, terá lugar de 15 de fevereiro a 30 de abril. E podem ser feitas no site www.les-a-les.com ou de forma presencial na sede da Federação de Motociclismo de Portugal, no Largo Vitorino Damásio, 3C, pavilhão 1, em Lisboa. 
 

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