Curtas metragens: do terror animado à realidade ficcionada

A programação de curtas metragens do IndieLisboa 2015 já pode ser consultada no site www.indielisboa.com e em breve terá disponíveis os horários e sessões dos filmes. Para ir despertando a curiosidade, destacamos algumas das curtas que integram a Competição Internacional e a nova secção do festival, Silvestre.
I for Iran de Sanaz Azari, um documentário belga distinguido no FID Marseille, é uma curiosa analogia entre a língua persa e a revolução islâmica, uma inteligente reflexão sobre o presente. Seven Times a Day We Bemoan Our Lot and at Night We Get Up to Avoid Dreaming, de Susann Maria Hempel tem não só um dos títulos mais longos da história do festival como reúne características únicas: é um documentário de terror animado, baseado em entrevistas feitas ao longo de vários anos a pessoas com histórias traumáticas. Cruzamos a fronteira do real, ficando com um pé em cada território. Buffalo Juggalos, segundo o realizador Scott Cummings “não é sobre Juggalos, é um Juggalo”. Um arrebatador retrato desta estranhíssima subcultura. A Filmmaker Magazine chama a atenção para Scott Cummings, no seu top 25 de novos realizadores de cinema independente, e nós também. O português Tiago Rosa-Rosso integra a secção com o filme Despedida, um (quase) plano único filmado ao anoitecer, debruçado sobre dos maiores desafios da história da humanidade: quanto tempo aguentamos sem respirar? A hilariante banda sonora a capella é de séries televisivas dos anos 90. O primeiro filme do músico Jóhann Jóhannsson, End of Summer, mostra-nos o hipnótico fim do verão das paisagens antárticas. Chunni Lin foi assistente de realização de Tsai Ming Liang e o seu talento é evidente em Yen Yen, uma ondulante festa filmada inteiramente no mar. Nicolas Boone está no centro do violentíssimo bairro de Hillbrow, em Joanesburgo, e vai destruir os estereótipos que se formam automaticamente na nossa cabeça. Em Hosanna, de Na Young-kil, filme premiado no festival de Berlim, um rapaz tem o amaldiçoado dom de ressuscitar os mortos.
Na secção Silvestre, alguns regressos ao festival de cineastas que por aqui passaram, muito acarinhados pelo público: Yuri Ancarani (o seu filme Da Vinci venceu a Competição Internacional em 2012) com San Siro, um curioso documentário sobre o famoso estádio de futebol de Milão. Também Matthew Porterfield está de volta ao IndieLisboa, com Take What You Can Carry, a história de uma americana a viver em Berlim. Ursula Meier, cujo Bande à part foi homenageado em 2012 com uma retrospectiva do novo cinema suíço, regressa ao festival com um documentário, Kacey Mottet Klein, no qual regista o crescimento e o trabalho do seu jovem actor de Home (2008) e Irmã (2012) através da sua presença e palavras. Me and My Moulton, de Torill Kove é uma belíssima metáfora sobre famílias (im)perfeitas, do ponto de vista de um presente especial: uma bicicleta. O filme foi nomeado para o óscar na categoria de curta metragem. The Prompt of the Affaire, de Isabelle Prim (que terá outro filme no festival, Calamity Who?) é um cruzamento entre memórias de cinema, de teatro, e um misterioso crime guiado pelas figuras do dramaturgo Edmond Rostand e da actriz Sarah Bernhardt. Por fim, destacamos o filme de Bertrand Mandico, Our Lady of Hormones, o retrato fantástico e surrealista do encontro de duas actrizes, numa floresta encantada, com um estranho objecto de prazer.
Todas as novidades actualizadas e programa disponível no dia 4 de Abril em www.indielisboa.com.
 
dossier de imprensa www.indielisboa.com/presskit
imagens dos filmes www.indielisboa.com/filmstills
excertos de filmes www.indielisboa.com/filmclips
 
O IndieLisboa 2015 é organizado pela IndieLisboa - Associação Cultural, com o apoio financeiro do Secretário de Estado da Cultura/ICA - Instituto do Cinema e do Audiovisual, da CML - Câmara Municipal de Lisboa, do Programa MEDIA, da União Europeia e da Allianz Portugal; em co-produção com a Culturgest e o Cinema São Jorge e em parceria estratégica com a EGEAC - Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, EEM.

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Festival de cinema com a duração de 11 dias, que decorre anualmente em Lisboa.

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