Pé Diabético incapacita cada vez mais doentes em Portugal

De acordo com dados recentes da Sociedade Portuguesa de Diabetologia, a Diabetes afecta cerca de 12% da população portuguesa. Destes doentes, mais de 16% necessitaram de amputar um ou ambos os pés, como consequência de complicações do Pé Diabético. Com a evolução da doença, o pé do diabético acaba por sofrer de falta de irrigação e perde sensibilidade, necessitando de cuidados específicos e adaptados à sua condição. Quando não existe essa preocupação, pode haver necessidade de amputar a parte afectada ou, até mesmo, todo o pé.

Esta realidade levou à criação, no Hospital CUF Porto, de uma Unidade do Pé Diabético, coordenada pelo especialista em Cirurgia Vascular, Armando Mansilha. O lançamento desta nova Unidade é um dos momentos de destaque das Segundas Jornadas de Angiologia e Cirurgia Vascular dos Hospitais CUF, que se realiza no Hospital CUF Porto no próximo dia 15 de Novembro.

A Unidade do Pé Diabético surge “pela necessidade de uma coordenação entre diferentes especialidades, no sentido de identificar precocemente as situações de maior risco e, assim, evitar a catástrofe da amputação”. De acordo com o especialista, “80% de todas as amputações são traumáticas; a cada 30 segundos é amputado um diabético no mundo”.

Sinteticamente, o pé diabético caracteriza-se por uma maior susceptibilidade de ter alterações a nível da sensibilidade e deformidades motoras, alterações da circulação arterial com diminuição da irrigação e maior tendência para a infecção.

O tratamento do pé diabético depende do estádio em que é diagnosticado, daí a importância de um trabalho multidisciplinar e uma vigilância e rastreio constantes do doente diabético. “Há a possibilidade de intervenção vascular nas situações de falta de irrigação (quanto mais precoce mais eficaz e aumenta a possibilidade de utilizar as novas técnicas que hoje existem de operar através de um cateterismo com anestesia local), antibioterapia nas situações de infecção, drenagem de abcesso ou desbridamento cirúrgico em situações graves”, esclarece Armando Mansilha. Nos casos mais graves, só a amputação pode resolver o problema do Pé Diabético.
 

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