PAN apresenta pela 1ª vez candidatura à Câmara Municipal do Porto

Candidatura própria à Câmara Municipal do Porto

•         Bebiana Cunha, psicóloga e membro da Comissão Política Permanente do PAN, é cabeça de lista

•         Ações concretas na proteção animal, democracia participativa e agricultura urbana

•         Turismo de qualidade, mobilidade e igualdade são também prioridades

•         Objetivo passa por criar um Grupo Municipal PAN


Porto, 13 de julho de 2017   – Bebiana Cunha é a candidata pelo PAN – Pessoas-Animais-Natureza à Câmara Municipal do Porto. 31 anos, nascida no Porto, na Freguesia da Sé, mestre pela Universidade do Porto, sde muito cedo, evemos no que  de to das açava necessariamente pela alimentaçs oprimir a participaççao dao nos revemos no que é ativista, foi líder associativa, participou em diversos intercâmbios internacionais, coordenou várias campanhas culturais, ambientais e pela proteção animal. Faz parte do PAN desde 2011, tendo coordenado grupos de trabalho e secretarias e colaborado a nível nacional, regional e local. Atualmente é membro da Comissão Política Nacional e Permanente do PAN.

A equipa que constitui a lista tem por base a transdisciplinariedade. Um dos principais objetivos do PAN é a proteção animal no município, que será alicerçada na implementação de um Centro de Recolha Oficial de Animais (CROA) –  um efetivo centro de bem-estar animal – com base em políticas de adoção e de bem-estar animal eficazes, onde o controlo da população de animais abandonados passe a ser a via da esterilização. Recorrendo à boa vontade dos cidadãos do Porto, o PAN quer também desenvolver um candidaturara  sustentabilidade,mpacto das açava necessariamente pela alimentaçs oprimir a participaççao dao nos revemos no que  um projeto de voluntariado que permita aos cidadãos acompanharem os animais e ajudarem na sua divulgação. A atual ausência de reais políticas de proteção animal, ou a sua aplicação a prestações, bem como o adiamento da construção do CROA, prometido pelo atual executivo e procrastinado ao longo destes quatro anos, não pode mais perdurar no Porto.
 
Para o PAN a democracia participativa representa um pilar essencial para a prática de uma cidadania ativa e para a construção de uma comunidade sustentável. Uma aposta na democracia participativa será uma estratégia de empoderamento dos cidadãos, que desenvolverá nestes uma percepção de eficácia quanto ao exercício da cidadania e à motivação para a participação cívica. A candidatura considera que cabe também à autarquia, no projeto educativo municipal, a responsabilidade de incentivar as escolas a que no seu projeto educativo, incluam a realização de assembleias ou fóruns de discussão com os alunos bem como outros mecanismos potenciadores do desenvolvimento de cidadãos interventivos e participativos na construção de um mundo melhor.

Outra área que o PAN quer aprofundar é a da Mobilidade como um direito e uma forma de combate às alterações climáticas. Para o partido são prioritários os modos suaves (rede pedonal e ciclável) e os transportes públicos movidos a energias renováveis, bem como a renovação de redes de elétricos em carris. Por ser fundamental para o PAN retirar os automóveis movidos a combustíveis fósseis do centro da cidade, o partido propõe a promoção e regulação de serviços partilhados de automóveis elétricos, a introdução do trânsito de bicicletas nos corredores BUS e descontinuar algumas das ciclovias existentes, devido ao seu grau de insegurança e perigosidade. As ciclovias que se encontram em zonas onde o trânsito pedestre é separado das bicicletas deverão ser mantidas e ampliadas, devendo  ser partilhadas com a utilização de cadeiras de rodas por cidadãos com mobilidade reduzida que deverão ter finalmente melhorias nos respectivos acessos, tanto na transposição entre os passeios, como a todos os edifícios existentes na cidade.
 
Devem ser implementados bicicletários, reservando para isso um lugar em cada área de estacionamento automóvel. Tendo em conta o relevo da cidade do Porto, é importante incentivar igualmente o uso de bicicletas elétricas, dotando os bicicletários, lugares de estacionamento, e praças de táxi de tomadas de carregamento com recurso a soluções simples, de custo reduzido, de forma a incentivar o aumento de meios de transporte sem emissões. Por fim, considera o PAN que deve a autarquia isentar os veículos eléctricos do pagamento de carregamento e estacionamento.

Outra preocupação do PAN prende-se com a promoção de um turismo de qualidade e sustentável .  O  Porto é nos dias de hoje um dos principais destinos turísticos da Europa e do Mundo. A massificação do turismo sem uma estratégia política de sustentabilidade  tem vindo a condicionar a qualidade turística e a vida dos cidadãos do Porto. Para o PAN, o turismo deve ter um impacte positivo na vida dos cidadãos portuenses, na sua cultura e no meio ambiente. Os turistas devem “coabitar a cidade” sem prejuízo dos nativos que têm o direito à cidade e a não serem dela excluídos. Assim, o PAN considera que uma parte das receitas que o turismo origina devem ser utilizadas como forma de prevenir a crescente desigualdade social na cidade e a degradação do ambiente pelo consumismo desenfreado. Em paralelo, a candidatura defende a promoção do turismo solidário, eco-social e o incentivo ao comércio local, ecológico e justo.

Deve ser criada uma imagem de turismo de qualidade para o concelho, atraindo turistas que vão valorizar e contribuir para proteger o local que visitam, aumentando o tempo médio de estadia com mais oferta de produtos “profundos”. Estes permitarão um contacto mais vantajoso para turistas e agentes e criando experiências turísticas mais longas e de mais valor, tendo como objectivo que cada visitante aprenda sobre a paisagem (ambiental e social) com que se depara e que estas não sejam apenas cenários. Em paralelo, urgem medidas de urbanismo de combate à gentrificação.

“O Porto necessita de uma ação mais integradora e sistémica e que seja também a voz dos assuntos esquecidos, por um Porto Sentido que contemple a multiplicidade de fatores que concorrem para a identidade de uma cidade histórica, moderna e cosmopolita”, explica Bebiana Cunha, candidate à Câmara Municipal do Porto.

O PAN propõe também interligar os espaços verdes da cidade com corredores ecológicos. Com estes sucessivos espaços verdes, é possível renovar uma atmosfera poluída e promover o contato sadio com a Natureza, proporcionando qualidade de vida aos cidadãos. Acresce a esta medida a proposta de reaproveitamento de terrenos abandonados para hortas e pomares biológicos, que envolvam a comunidade local e turística na busca de um estilo de vida saudável.

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