Início das obras de recuperação do Jardim Botânico nos Jardins do Palácio Nacional de Queluz

- Reconstrução das quatro estufas originais
- Reposição do lago central
- Restauro e conservação dos alegretes (incluindo o revestimento azulejar) e outros elementos arquitetónicos
- Plantação da coleção botânica
- Execução de pavimentos
- Execução de nova rede de infraestruturas

Vídeo sobre o projeto global: http://youtu.be/0GxLQLsiYoA
 
Sintra, 15 de dezembro de 2015 – A Parques de Sintra arrancou em dezembro com as obras de recuperação do Jardim Botânico nos Jardins do Palácio Nacional de Queluz. Esta intervenção, com um investimento superior a meio milhão de euros, faz parte do projeto global de recuperação do Palácio Nacional e Jardins de Queluz, cujas obras arrancaram em janeiro de 2015.
 
Os Jardins do Palácio Nacional de Queluz foram, desde a sua construção, considerados como espaço privilegiado de lazer para a Família Real, constituindo hoje um importante valor paisagístico e patrimonial, sendo considerado um dos mais interessantes jardins históricos europeus.
 
Esta intervenção surge ainda como resposta à urgente necessidade de recuperação, salvaguarda e valorização do património cultural e paisagístico que os jardins de Queluz compreendem, com o intuito de lhes devolver o caráter lúdico e interpretativo, respeitando a sua composição e a sua relação com a envolvente.
 
A intervenção
A intervenção tem por principal objetivo a reconstituição do Jardim Botânico setecentista, cujo traçado e composição se perderam completamente na sequência das cheias de 1983. Para este efeito iniciou-se em 2013 uma investigação histórica, incluindo um levantamento documental e iconográfico de todas as estruturas do jardim que culminou com a identificação da original coleção botânica. Procedeu-se também à recolha e análise de vários elementos que se encontravam dispersos, tais como troços de balaustrada, lagos, cantarias, estatuária e lajes. O projeto tem sido igualmente acompanhado por sondagens arqueológicas, cuja informação tem apoiado as tomadas de decisão.
 
Desta forma, a intervenção incluirá a reconstrução das quatro estufas dedicadas ao cultivo de ananases, tendo por base a existência de várias cantarias originais, assim como a informação histórica disponível (desenho original, levantamentos cartográficos, fotografias e descrições documentais).
 
Sabe-se que o ananás, espécie vegetal exótica e colecionável no século XVIII, cultivava-se nestas estufas e era motivo de grande orgulho para a Casa Real Portuguesa. Prova desse orgulho é a presença de ananases quer nos elementos decorativos de cantaria quer nos revestimentos azulejares do interior do Palácio Nacional de Queluz.
 
Pretende-se, igualmente, proceder à reposição do lago central setecentista lavrado em cantaria , da estatuária , das balaustradas , dos pavimentos e da coleção botânica que será em parte disposta pelos canteiros do jardim, canteiros centrais das estufas e floreiras dos alegretes.
 
Serão ainda feitas obras de conservação e restauro de outros elementos pré-existentes como paramentos , cantarias , muretes decorativos do pórtico de entrada, muros , revestimentos em reboco, bancos , alegretes , azulejos , esculturas e plintos . Também a rede de infraestruturas será dimensionada, para dar resposta às necessidades ao nível da energia, abastecimento de água e drenagem.
 
 
Os trabalhos em causa não implicam a interrupção dos percursos de visita, pretendendo-se, pelo contrário, e de acordo com a política habitual de “ Aberto para Obras ” da Parques de Sintra, que os visitantes acompanhem o progresso das intervenções. Será portanto possível, dentro do respeito pelas regras de segurança, assistir aos trabalhos, bem como aceder à informação sobre os mesmos e, dessa forma, melhor avaliar e reconhecer o esforço necessário para a intervenção em espaços com este tipo de sensibilidade e relevância histórica.
Além da intervenção no Jardim Botânico, com conclusão prevista para o próximo semestre, a Parques de Sintra procederá em breve ao restauro do Jardim de Malta, à recuperação do Bosquete, da Cascata, da rede de caminhos e da plantação de barreiras verdes para proteção visual da envolvente. Em curso está ainda a revisão e melhoria do sistema de águas no que diz respeito a fontes, lagos e à rega.

Sobre a Parques de Sintra - Monte da Lua

A Parques de Sintra - Monte da Lua, S.A. (PSML) é uma empresa de capitais exclusivamente públicos, criada em 2000, no seguimento da classificação pela UNESCO da Paisagem Cultural de Sintra como Património da Humanidade. Não recorre ao Orçamento do Estado, pelo que a recuperação e manutenção do património que gere são asseguradas pelas receitas de bilheteiras, lojas, cafetarias e aluguer de espaços para eventos.
Em 2014, as áreas sob gestão da PSML (Parque e Palácio Nacional da Pena, Palácios Nacionais de Sintra e de Queluz, Chalet da Condessa d’Edla, Castelo dos Mouros, Palácio e Jardins de Monserrate, Convento dos Capuchos e Escola Portuguesa de Arte Equestre) receberam aproximadamente 1.928.000 visitas, cerca de 86% das quais por parte de estrangeiros. Recebeu, em 2013 e 2014, o World Travel Award para Melhor Empresa em Conservação.
São acionistas da PSML a Direção Geral do Tesouro e Finanças (que representa o Estado), o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, o Turismo de Portugal e a Câmara Municipal de Sintra.
www.parquesdesintra.pt ou www.facebook.com/parquesdesintra

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Sobre nós

Empresa de capitais exclusivamente públicos criada em 2000 (decreto-lei nº 215/2000, de 2 de Setembro), na sequência da classificação pela UNESCO da Paisagem Cultural de Sintra como Património da Humanidade e dos compromissos assumidos com a sua recuperação, conservação e divulgação.

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