Palácio da Pena com nova loja, restaurante e cafetaria para dar resposta ao aumento de visitantes

- Renovação e otimização permite melhor acesso e circulação
- Ligação entre a loja, restaurante e cafetaria, também para visitantes com mobilidade condicionada
- Investimento de cerca de 750.000 Euros
- Inovações: elevadores com tecnologia regenerativa de energia e sistema de reaproveitamento de águas

A Parques de Sintra concluiu este mês a remodelação da loja, do restaurante e da cafetaria do Palácio da Pena, resultado de um trabalho de 15 meses (10 meses de projeto e 5 de obra) e de um investimento de cerca de 750.000 Euros. A intervenção vem dar resposta ao aumento constante do número de visitantes do Palácio da Pena, que em 2013 recebeu cerca de 780.000 entradas (aumento de mais de 8% relativamente ao ano anterior), bem como ao objetivo de acolher melhor os cidadãos com mobilidade condicionada.

O aumento do número e diversidade dos visitantes tem sido constante, pelo que a empresa optou por avançar com a remodelação da loja, restaurante e cafetaria, para conseguir acolher todos, nomeadamente os que têm mobilidade condicionada, e que podem agora circular nestas três áreas utilizando os novos elevadores.

Com o objetivo de permitir uma melhor experiência, os espaços foram reorganizados, valorizando a estrutura original do edifício, e de forma a aumentar e requalificar a loja, restaurante e cafetaria. Assim, otimizaram-se condições de acesso e utilização, melhorando inclusive a circulação entre cada um dos três pisos onde estes locais se encontram. De sublinhar que, antes desta intervenção, não existia acesso direto entre o restaurante e a cafetaria.

Os maiores desafios consistiram em conseguir definir estas novas áreas tendo em conta a arquitetura pré-existente do Palácio, que naturalmente não foi pensada para estas funções, e que implicou também a remodelação das zonas técnicas de apoio. O espaço que agora é a loja, no séc. XIX era as cocheiras, o espaço onde está o restaurante funcionava como aposentos dos criados do Palácio e a cafetaria como ucharia da Cozinha Real. A adaptação dos espaços tinha sido já realizada nos anos 90.

O edifício dispõe agora de dois elevadores: um de utilização pública, que permite uma melhor acessibilidade entre os três pisos - nomeadamente para os visitantes com mobilidade reduzida – e um elevador de serviço que liga os pisos do armazém, do restaurante e da cafetaria. Estes foram construídos alargando o espaço do simples monta-cargas existente. Ambos os elevadores possuem um sistema de geração de energia que utilizam para seu próprio consumo. A energia que é gerada na descida é utilizada diretamente no funcionamento dos elevadores (iluminação, ventilação e som).

Ainda ao nível da poupança energética, as luzes e o sistema de ventilação desligam-se quando não estão a ser utilizados, o que, associado à tecnologia LED de iluminação das cabines, resulta em consumos energéticos inferiores aos sistemas convencionais.

Outra das inovações implementadas prende-se com o sistema de reaproveitamento de água: a água dos lavatórios é encaminhada e reutilizada nas descargas dos autoclismos.

As instalações elétricas e mecânicas foram integralmente renovadas, dando seguimento à revisão em curso em todo o Palácio. A iluminação utiliza tecnologia LED em todo o edifício, incluindo nos equipamentos de iluminação cénica das abóbodas da loja, restaurante e terraço da cafetaria.

Em relação à loja, a maior intervenção prendeu-se com a recuperação da espacialidade original das arcadas, removendo elementos acrescentados em intervenções anteriores, para permitir o aumento da área de exposição de produtos e também uma maior fluidez de circulação.

O mobiliário escolhido é de cor branca, o que confere um maior destaque aos produtos, apelando aos sentidos dos visitantes. O balcão é de vidro lacado branco, material que cria um compromisso harmonioso com o edifício original.

No que se refere especificamente ao restaurante, o maior desafio colocou-se ao nível da remodelação da cozinha, dada a configuração irregular e a necessidade de incorporar todas as funções necessárias e o cumprimento da legislação.

Os novos equipamentos de cozinha permitem agora prestar ao visitante um serviço mais rápido e mais moderno, respeitando simultaneamente as regras atuais de segurança e higiene. Optou-se também por um sistema elétrico de alimentação dos equipamentos, em detrimento do gás, minimizando o risco de incêndios e explosões.

A inclusão de instalações sanitárias no piso do restaurante, inexistentes até à data, trará maior comodidade aos visitantes, que já não terão que se deslocar ao piso inferior, como anteriormente. No que diz respeito ao mobiliário, incluindo o balcão, foi utilizada a madeira de kambala (que torna o espaço acolhedor) reaproveitada de um antigo painel existente no restaurante. Foram também recuperados diversos painéis de cobre de revestimento de prateleiras e reintegrados no novo mobiliário. Para ser mais rápido e ajustado às necessidades dos visitantes, o serviço do restaurante vai basear-se numa lógica de buffet assistido.

A cafetaria seguirá uma lógica de self-service, no qual os visitantes recolhem os produtos que se encontram em estantes refrigeradas e efetuam o pagamento no balcão de atendimento, para um serviço mais rápido. Esta opção pretende dar resposta às exigências de rapidez por parte dos mais de 780.000 visitantes anuais ao Palácio da Pena, que habitualmente pretendem também visitar o Parque e outros monumentos, pelo que procuram um serviço rápido. A cor branca, também escolhida para o mobiliário, tal como na loja, adequa-se a um espaço onde os visitantes permanecem menos tempo, e em que o destaque deve ser dado aos produtos.

Ao terraço da cafetaria, local de predileção para uma pausa, a partir do qual é possível desfrutar de uma ampla vista panorâmica, regressará o balcão de venda de bebidas e refeições ligeiras.

Sobre a Parques de Sintra - Monte da Lua

A Parques de Sintra - Monte da Lua, S.A. (PSML) é uma empresa de capitais exclusivamente públicos, criada em 2000, no seguimento da classificação pela UNESCO da Paisagem Cultural de Sintra como Património da Humanidade. A sua criação teve como objetivo reunir as instituições com responsabilidade na salvaguarda e valorização da Paisagem Cultural de Sintra, e o Estado Português entregou-lhe a gestão das suas principais propriedades na zona. Não recorre ao Orçamento do Estado, pelo que a recuperação e manutenção do património que gere são asseguradas pelas receitas de bilheteiras, lojas, cafetarias e aluguer de espaços para eventos.

Em 2013, os valores naturais e culturais que a PSML gere (Parque e Palácio da Pena, Palácios Nacionais de Sintra e de Queluz, Chalet da Condessa d’Edla, Castelo dos Mouros, Palácio e Jardins de Monserrate, Convento dos Capuchos e Escola Portuguesa de Arte Equestre) receberam aproximadamente 1.700.000 visitas, mais de 90% das quais por parte de estrangeiros.

São acionistas da PSML o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, a Direção Geral do Tesouro e Finanças (que representa o Estado), o Turismo de Portugal e a Câmara Municipal de Sintra.

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Sobre nós

Empresa de capitais exclusivamente públicos criada em 2000 (decreto-lei nº 215/2000, de 2 de Setembro), na sequência da classificação pela UNESCO da Paisagem Cultural de Sintra como Património da Humanidade e dos compromissos assumidos com a sua recuperação, conservação e divulgação.

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