Palácio de Queluz marca os 180 anos da morte de D. Pedro IV com novo projeto museológico

- D. Pedro IV: Rei de Portugal e I Imperador do Brasil
- Novo projeto museológico do quarto onde nasceu e morreu D. Pedro IV
- 48 peças (com destaque para 15 objetos pessoais)
- Empréstimos de obras de vários Museus Nacionais
- Criação de minissite com uma linha do tempo ilustrada
- Exposição virtual no Google Art Project: 1ª do género em Portugal
 
Sintra, 22 de setembro de 2014 – A Parques de Sintra inaugura, a 25 de setembro, o novo projeto museológico do Quarto D. Quixote, no Palácio Nacional de Queluz, no âmbito dos 180 anos da morte de D. Pedro d'Alcântara de Bragança. Este quarto apresenta um enorme simbolismo por ter sido nele que o Rei de Portugal e Primeiro Imperador do Brasil nasceu e, passados 35 anos, morreu. O presente projeto é direcionado especialmente aos visitantes portugueses e brasileiros, estes últimos representando já 10% do público do Palácio, para os quais a figura de D. Pedro e da sua envolvente familiar suscita grande interesse. 
 
O objetivo deste projeto museológico consistiu em estudar e valorizar o Quarto D. Quixote e os espaços adjacentes, bem como a figura de D. Pedro IV, através de uma nova museografia e de vários suportes interpretativos, com destaque para os digitais. Para tal, foram reunidas peças do Palácio Nacional de Queluz e protocolados empréstimos com outras instituições: Museu Nacional de Arte Antiga, Palácio Nacional da Ajuda, Museu Nacional dos Coches, Museu Militar de Lisboa e Museu Nacional Soares dos Reis. Serão expostas 48 peças, incluindo 15 pinturas e miniaturas, 15 objetos pessoais de D. Pedro IV e 9 peças de mobiliário.
 
Além da investigação histórica e iconográfica e do levantamento documental realizados (revisão de documentação de arquivo, imprensa diária e literatura da época), este projeto, que se desenrolou ao longo de 6 meses, envolveu também trabalhos de restauro, como a pintura decorativa das paredes do Quarto D. Quixote (todo este espaço tinha já sido objeto de reconstrução nos anos que se seguiram ao incêndio de 1934), a renovação do equipamento museográfico, a ampliação do sistema de segurança e o reforço do sistema de iluminação com instalação de lâmpadas de tecnologia LED (dando continuidade ao projeto de redução dos consumos energéticos em curso no Palácio e respeitando o ambiente intimista do quarto).
Procedeu-se também ao restauro da escrivaninha de viagem de D. Pedro, pertencente ao acervo do Palácio Nacional da Ajuda.
 
O projeto museológico contextualiza o próprio Quarto D. Quixote e o arco temporal da vida de D. Pedro IV, que esteve diretamente ligada à independência do Brasil e à consolidação do liberalismo em Portugal. Inclui painéis informativos e um tablet, onde se disponibiliza uma imagem 360º da sala, com pontos de interesse que permitirão o acesso a informação mais detalhada sobre o património exposto.
 
Paralelamente, está acessível no local um minissite com a biografia cronológica de D. Pedro IV, ilustrada com imagens e documentos de época; a sua genealogia ascendente e descendente; e uma seleção de doze dos seus retratos mais emblemáticos, correspondentes a factos e períodos marcantes da sua vida. Este minissite está também acessível online em www.dpedroiv.parquesdesintra.pt (disponível a partir do dia da inauguração).
 
O Quarto D. Quixote deve o seu nome ao facto de existirem nele 18 pinturas decorativas, representativas de episódios da história de D. Quixote de La Mancha.
 
Exposição virtual
A iconografia mais emblemática deste projeto, estará também disponível para consulta e visualização, em alta definição, na exposição virtual que complementa o presente projeto. Esta será a primeira exposição integrada no Google Art Project a ser lançada por uma instituição museológica portuguesa.
Especial destaque para a aguarela de Ferdinand le Feubure, que reproduz o Quarto D. Quixote em 1850 e inclui uma inscrição manuscrita da Princesa D. Maria Amélia, filha de D. Pedro IV: " Chambre oú mourut mon père, dans le Palais de Queluz " (“Quarto onde morreu meu pai, no Palácio de Queluz”).
 
A Lusitânia Seguros apoia a exposição, garantindo os seguros das obras.

Sobre o Palácio Nacional de Queluz
O Palácio Nacional de Queluz e os seus jardins históricos constituem um exemplo marcante da ligação harmoniosa entre paisagem e arquitetura palaciana em Portugal. Ilustram a evolução do gosto da Corte nos séculos XVIII e XIX, período marcado pelo barroco, o rococó e o neoclassicismo. Mandado construir em 1747 pelo futuro D. Pedro III, consorte de D. Maria I, o Palácio Nacional de Queluz foi inicialmente concebido como residência de verão, tornando-se espaço privilegiado de lazer e entretenimento da Família Real, que o habitou em permanência de 1794 até à partida para o Brasil, em 1807, na sequência das invasões francesas.
www.parquesdesintra.pt/parques-jardins-e-monumentos/palacio-nacional-e-jardins-de-queluz/
 
Sobre a Parques de Sintra - Monte da Lua
 
A Parques de Sintra - Monte da Lua, S.A. (PSML) é uma empresa de capitais exclusivamente públicos, criada em 2000, no seguimento da classificação pela UNESCO da Paisagem Cultural de Sintra como Património da Humanidade. A sua criação teve como objetivo reunir as instituições com responsabilidade na salvaguarda e valorização da Paisagem Cultural de Sintra, e o Estado Português entregou-lhe a gestão das suas principais propriedades na zona. Não recorre ao Orçamento do Estado, pelo que a recuperação e manutenção do património que gere são asseguradas pelas receitas de bilheteiras, lojas, cafetarias e aluguer de espaços para eventos.
Em 2013, os valores naturais e culturais que a PSML gere (Parque e Palácio da Pena, Palácios Nacionais de Sintra e de Queluz, Chalet da Condessa d’Edla, Castelo dos Mouros, Palácio e Jardins de Monserrate, Convento dos Capuchos, e Escola Portuguesa de Arte Equestre) receberam aproximadamente 1.700.000 visitas, mais de 90% das quais por parte de estrangeiros.
São acionistas da PSML o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, a Direção Geral do Tesouro e Finanças (que representa o Estado), o Turismo de Portugal e a Câmara Municipal de Sintra.
 
www.parquesdesintra.pt ou www.facebook.com/parquesdesintra
 

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Sobre nós

Empresa de capitais exclusivamente públicos criada em 2000 (decreto-lei nº 215/2000, de 2 de Setembro), na sequência da classificação pela UNESCO da Paisagem Cultural de Sintra como Património da Humanidade e dos compromissos assumidos com a sua recuperação, conservação e divulgação.

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