Palácio Nacional e Jardins de Queluz abrem gratuitamente ao público com vasto programa de animação

Sábado, 7 de julho

- Entrada gratuita no Palácio Nacional e Jardins de Queluz durante todo o dia

- Evento celebra Prémios Europa Nostra 2018 atribuídos ao projeto de reabilitação do Jardim Botânico de Queluz, nas categorias Conservação e Escolha do Público

- Iniciativa contempla animação nos jardins entre as 10h00 e as 12h00 e as 14h00 e as 17h00

- Programa inclui, entre outras atividades, visitas encenadas ao Jardim Botânico, teatro de marionetas e jogos de corte com personagens de época

A Parques de Sintra celebra no próximo sábado, dia 7 de julho, a atribuição do Prémio da União Europeia para o Património Cultural / Prémios Europa Nostra 2018 ao projeto de reabilitação do Jardim Botânico de Queluz, nas categorias Conservação e Escolha do Público, com a abertura gratuita, durante todo o dia, do Palácio Nacional e Jardins de Queluz.

O evento contempla um vasto conjunto de iniciativas de animação, que decorrerão entre as 10h00 e as 12h00, e as 14h00 e as 17h00, tais como visitas encenadas no Jardim Botânico, teatro de marionetas de papel no Canal dos Azulejos, jogos de corte com personagens de época em vários pontos do jardim, passeios de charrete, volteio com burros para crianças e um filme de animação sobre o Jardim Botânico que passará no auditório do Palácio.

“Convidamos toda a população a comparecer nesta grande festa, e a celebrar com a Parques de Sintra a atribuição destes dois Prémios Europa Nostra, que representam o reconhecimento internacional, ao mais alto nível, do trabalho de excelência que a empresa tem desenvolvido na recuperação do património, de forma a devolvê-lo à fruição do público, como é exemplo a reabilitação deste Jardim Botânico”, refere o presidente do Conselho de Administração da Parques de Sintra, Manuel Baptista.

Recorde-se que o projeto de reabilitação do Jardim Botânico de Queluz venceu o Prémio da União Europeia para o Património Cultural / Prémios Europa Nostra 2018, na categoria Conservação, no passado dia 15 de maio. Na ocasião foram distinguidos 29 vencedores de 17 países nas categorias conservação, investigação, serviço dedicado e educação, formação e sensibilização. Estes prémios foram atribuídos por um júri de especialistas independentes e representam o reconhecimento internacional, ao mais alto nível, de realizações notáveis no domínio da conservação e do património

Já no dia 22 de junho, na Cerimónia dos Prémios Europeus do Património Cultural, que decorreu no Centro de Congressos de Berlim, no âmbito da primeira Cimeira Europeia do Património Cultural, a Parques de Sintra conquistou ainda o Prémio Escolha do Público, uma distinção nunca antes conquistada por uma instituição nacional.

Reabilitação do Jardim Botânico

O Jardim Botânico do Palácio Nacional de Queluz foi construído entre 1769 e 1780, sendo contemporâneo das grandes realizações setecentistas do período barroco-rococó. De pequena escala, quando comparado com outros jardins botânicos desta época, Queluz assume uma natureza de entretenimento e recreio.

Sucessivamente destruído por fenómenos naturais e abandonado, o espaço perdeu a sua função original, tendo sido transformado em roseiral em 1940. Em 1984, na sequência das cheias de 1983 que afetaram fortemente esta zona, foi desmontado e transformado em picadeiro da Escola Portuguesa de Arte Equestre.

Em 2012, a Parques de Sintra assumiu a gestão dos Jardins e Palácio Nacional de Queluz, e iniciou um processo de investigação histórica e sondagens arqueológicas que possibilitou o restauro deste local.

O projeto ganhou ânimo com a descoberta e identificação de diversas cantarias - das fundações das estufas, do lago central e de estatuária - que tinham sido desmontadas em 1984 e entretanto integradas, ou esquecidas, noutros pontos dos Jardins.

"Este projeto foi bem-sucedido na redescoberta e recuperação de um jardim que se pensava perdido. Para isso recorreu-se a investigação arqueológica, à análise dos fragmentos restantes do jardim e da documentação existente", sublinhou o júri do Prémio Europa Nostra.

A recuperação do Jardim Botânico consistiu na reposição das quatro estufas, de acordo com a interpretação dos desenhos históricos, e contemplou ainda o restauro dos elementos pré-existentes, nomeadamente as balaustradas, os alegretes e respetivos bancos e painéis azulejares, as cantarias do lago central e a estatuária, com vista à restituição do desenho oitocentista do Jardim.

Foram também executados caminhos em saibro granítico, que delimitam 24 canteiros, representando os espaços necessários às plantações representativas das 24 ordens de plantas de Carlos Lineu (botânico, zoólogo e médico sueco que classificou hierarquicamente as espécies de seres vivos). Nas bordaduras dos canteiros foram plantadas aproximadamente 10 mil plantas de murta.

O Index de Manuel de Moraes Soares, datado de 1789, que reúne as espécies existentes na época no Jardim Botânico de Queluz, serviu de base para a constituição da coleção botânica. A partir desta listagem foram contactadas várias instituições a nível mundial que forneceram plantas e sementes para o local.

No interior das estufas, e de acordo com os registos históricos encontrados, foram plantados ananases, produzidos em tempos para os banquetes de Queluz.

"O projeto é um excelente exemplo de colaboração interdisciplinar que envolveu também a comunidade local. A divulgação dos resultados foi forte e possibilitou a conclusão do projeto. Isto irá criar sensibilização quanto aos resultados e garantir a sua sustentabilidade", acrescentou o júri do Europa Nostra.

O Jardim Botânico foi inaugurado em junho de 2017 e a sua reabilitação representou um investimento de 815 mil euros.

Sobre a Parques de Sintra - Monte da Lua

A Parques de Sintra - Monte da Lua, S.A. (PSML) é uma empresa de capitais exclusivamente públicos, criada em 2000, no seguimento da classificação pela UNESCO da Paisagem Cultural de Sintra como Património da Humanidade. Não recorre ao Orçamento do Estado, pelo que a recuperação e manutenção do património que gere são asseguradas pelas receitas de bilheteiras, lojas, cafetarias e aluguer de espaços para eventos.

Em 2017, as áreas sob gestão da PSML (Parque e Palácio Nacional da Pena, Palácios Nacionais de Sintra e de Queluz, Chalet da Condessa d’Edla, Castelo dos Mouros, Palácio e Jardins de Monserrate, Convento dos Capuchos e Escola Portuguesa de Arte Equestre) receberam cerca de 3,2 milhões de visitas, cerca de 80% das quais por parte de estrangeiros. Recebeu, em 2013, 2014, 2015, 2016 e 2017, o World Travel Award para Melhor Empresa em Conservação.

São acionistas da PSML a Direção Geral do Tesouro e Finanças (que representa o Estado), o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, o Turismo de Portugal e a Câmara Municipal de Sintra.

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Sobre nós

Empresa de capitais exclusivamente públicos criada em 2000 (decreto-lei nº 215/2000, de 2 de Setembro), na sequência da classificação pela UNESCO da Paisagem Cultural de Sintra como Património da Humanidade e dos compromissos assumidos com a sua recuperação, conservação e divulgação.

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