Parques de Sintra promove exposição coletiva de fotografia “Significação: Outras Imagens do Jardim”

- Mostra vai estar patente no MU.SA – Museu das Artes de Sintra

- Exposição exibe trabalhos de quatro artistas

- Iniciativa pretende fomentar novos olhares sobre o património histórico

A Parques de Sintra inaugura no dia 5 de maio, no MU.SA – Museu das Artes de Sintra, a exposição coletiva de fotografia “Significação: Outras Imagens do Jardim”. A mostra exibe o trabalho de quatro artistas, vencedores do concurso lançado pela empresa no final de janeiro, e vai estar patente até 3 de junho.

Tomando os jardins, parques e tapadas sob gestão da Parques de Sintra como o campo de trabalho, a exposição pretende fomentar novos olhares sobre o património histórico, estimulando e apoiando a produção artística contemporânea e a sua fruição pelos diversos públicos.

Das propostas submetidas a concurso, o júri – composto por Marc Lenot, crítico de arte e autor, Isabel Capeloa Gil, reitora e diretora do programa internacional de Culture Studies da Universidade Católica Portuguesa, e Sérgio B. Gomes, crítico de fotografia e jornalista do Público – elegeu quatro vencedores: António Castanheira, Camille Aboudaram, com o projeto “Moonscape Reverie”, Lorena Travassos, com o projeto “Nó”, e Mané, com o projeto “Naturezas porcas”.

Para o júri, os artistas selecionados destacaram-se por questionarem “a ontologia do jardim e a sua ligação com o processo fotográfico”. António Castanheira “propôs fotografias que apresentam uma teatralização das estátuas do jardim como sinais de poder”, Camille Aboudaram optou por “uma intervenção gráfica dentro da própria fotografia, realizando um trabalho colorido e falsamente decorativo”, Mané abordou “a dimensão sensual do jardim”, “suscitando questões sobre a fronteira ética e (i)moral que separa o erótico do pornográfico; o sagrado do obsceno; ou perverso do natural”, enquanto Lorena Travassos deu “enfâse ao processo fotográfico”, “realizando fotografias efémeras transferidas para as folhas das árvores encontradas nos parques”.

“A variedade e a riqueza destas propostas abrem novos olhares sobre a fotografia de jardim. Entre sentimento, teatralidade, questionamento e processo, estes fotógrafos demonstram talento, criatividade e capacidade a trabalharem fora do campo tradicional”, resumiu o júri.

A exposição pode ser vista no MU.SA – Museu das Artes de Sintra, de terça a sexta-feira, das 10h00 às 20h00, e ao sábado e domingo, das 14h00 às 20h00.

Os artistas

António Castanheira

Vive e trabalha em Lisboa.

Formado em Arquitetura e Pós-graduado em Teoria da Arquitetura, fez formação em pintura na MArt, com Paulo Brighenti, em gravura com Ana Natividade e, mais recentemente, em fotografia no Ar.Co, com orientação de Gonçalo Salema.

Ao longo do tempo passou por formações fugazes em cinema, vídeo e desenho com, entre outros, Paulo Rocha, Wasted Rita, Ana Rito e José Maçãs de Carvalho.

Teve considerável atividade docente em inúmeras disciplinas artísticas, culminando na Escola António Arroio, onde foi alvo de um louvor escrito pela sua atividade complementar.

Camille Aboudaram

Camille Aboudaram (1989) é natural de Lyon, cidade onde cresceu, e está atualmente estabelecida em Lisboa. Obteve a sua licenciatura em Fotografia e Ilustração na University of East London. Já expôs na Inglaterra, Estados Unidos (Califórnia) e em Portugal. O seu primeiro photobook, intitulado (We are) the gostly others, foi publicado em Setembro de 2014, em Portugal, sob a forma de publicação de autor.

A sua prática fotográfica, frequentemente experimental, centra-se fundamentalmente na fotografia de autor e de paisagem, incorporando técnicas de ilustração quando relevante. Combina a fotografia com processos artesanais como a costura/tecelagem e ainda outros materiais e técnicas de impressão alternativos. Na sua prática de ilustração, emprega uma variedade de diferentes técnicas, tais como colagem, desenho manual, ilustração computadorizada, ou técnicas várias de gravura.

O seu trabalho aborda temas como a marginalidade, a identidade e alteridade, bem como a cultura popular e a ideia de arte acessível. A poesia e o humor são presença essencial no seu trabalho.

Lorena Travassos

Frequenta o Doutoramento em Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa (FCSH), com bolsa da CAPES, Brasil (Edital de Doutorado Pleno no Exterior).

Desenvolve pesquisa sobre fotografia e subjetividade, especificamente relacionada com a fotografia contemporânea portuguesa. É Mestre em Comunicação no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal da Paraíba. Trabalhou como pesquisadora iconográfica para as revistas Scientific American, História Viva e Mentes&Cérebro.

É fotógrafa e integra o Grupo de Pesquisa em Mídia Portátil, Produção de Conteúdos Interativos (MPg) da UFPB (Brasil)/ UA (Portugal) e Grupo de Discussão em Fotografia sob orientação da Prof. Dra. Margarida Medeiros e investigadora do CIC.DIGITAL (FCSH-UNL).

Mané

Licenciou-se em Arte Multimédia (percurso de performance e instalação), distinguida com a Bolsa de Mérito 2009/10 da Universidade de Lisboa e o prémio BPI/FBAUL 2010. Também é licenciada em Saúde Ambiental e Pós-graduada em Design Urbano e Arte Pública. Este background continua a produzir grande influência no trabalho que produz onde, frequentemente, são exploradas as relações entre arte e ambiente.

Participou no Festival de Landart de Cascais 2010 e na Residência Artística para Creadores de Iberoamérica en México, financiada pelo Consejo Nacional para la Cultura y las Artes, tendo exposto no Museo Diego Rivera-Anahuacalli e no Centro Cultural de España no México. Integrou a Mostra Nacional de Jovens Criadores 2009 na categoria de Artes Plásticas.

Informações úteis:

Horário: de terça a sexta-feira, das 10h00 às 20h00, e aos sábados e domingos, das 14h00 às 20h00. Encerra à segunda-feira e aos dias feriados.

Bilhetes: 1€. Desconto de 50% para: munícipes, portadores de Cartão jovem, reformados / aposentados, estudantes de qualquer grau de ensino, funcionários da CMS e familiares em linha reta quando acompanhados pelo mesmo e grupos organizados desde que efetuem marcação prévia. Isenção de pagamento para: professores ou auxiliares integrados na realização de ações educativas promovidas pelos Museus Municipais. Entrada Gratuita até aos 14 anos.

Sobre a Parques de Sintra - Monte da Lua

A Parques de Sintra - Monte da Lua, S.A. (PSML) é uma empresa de capitais exclusivamente públicos, criada em 2000, no seguimento da classificação pela UNESCO da Paisagem Cultural de Sintra como Património da Humanidade. Não recorre ao Orçamento do Estado, pelo que a recuperação e manutenção do património que gere são asseguradas pelas receitas de bilheteiras, lojas, cafetarias e aluguer de espaços para eventos.

Em 2017, as áreas sob gestão da PSML (Parque e Palácio Nacional da Pena, Palácios Nacionais de Sintra e de Queluz, Chalet da Condessa d’Edla, Castelo dos Mouros, Palácio e Jardins de Monserrate, Convento dos Capuchos e Escola Portuguesa de Arte Equestre) receberam cerca de 3,2 milhões de visitas, cerca de 80% das quais por parte de estrangeiros. Recebeu, em 2013, 2014, 2015, 2016 e 2017, o World Travel Award para Melhor Empresa em Conservação.

São acionistas da PSML a Direção Geral do Tesouro e Finanças (que representa o Estado), o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, o Turismo de Portugal e a Câmara Municipal de Sintra.

www.parquesdesintra.pt / www.facebook.com/parquesdesintra / https://www.instagram.com/parquesdesintra/

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Sobre nós

Empresa de capitais exclusivamente públicos criada em 2000 (decreto-lei nº 215/2000, de 2 de Setembro), na sequência da classificação pela UNESCO da Paisagem Cultural de Sintra como Património da Humanidade e dos compromissos assumidos com a sua recuperação, conservação e divulgação.

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