Voluntariado em Sintra a atingir limite de inscrições

- Cerca de 250 voluntários já inscritos
- Erradicação de espécies infestantes na Tapada de Monserrate
- Transporte gratuito a partir da estação de comboio de Sintra
- Magusto no final (castanhas e água-pé)

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A Ação de Voluntariado que a Parques de Sintra está a organizar para a manhã de 9 de novembro na Tapada de Monserrate, com vista à erradicação de espécies arbóreas infestantes (arranque de plantas invasoras, tais como as acácias), conta já com cerca de 250 voluntários inscritos, aproximando-se do limite de capacidade de receção de participantes.

Esta ação de voluntariado contará com a presença do Secretário de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza, Miguel de Castro Neto, que se aliou à iniciativa, juntando-se às centenas de voluntários inscritos para a atividade.

As inscrições encerram dia 6 (amanhã), e o limite de participantes é definido de acordo com a capacidade dos colaboradores da empresa em coordenar os vários grupos e com o respeito pelas condições de segurança necessárias. Os voluntários serão acompanhados por técnicos, na sua maioria biólogos que, durante todo o ano, estão presentes nas ações do projeto BIO Sintra, conduzido pela Parques de Sintra.

A inscrição prévia é obrigatória e, devido ao elevado número de inscritos, a empresa disponibiliza um autocarro a partir da estação de comboio de Sintra, entre as 8h30 e as 9h15, para transporte até à Quintinha de Monserrate. As equipas seguem posteriormente para vários talhões da Tapada de Monserrate.

A iniciativa terminará ao final da manhã com a celebração do Magusto, ou seja, com castanhas e água-pé, enquanto os participantes têm também a oportunidade de visitar as instalações da Quintinha de Monserrate, nomeadamente as áreas hortícolas, linha de água e os animais que ali habitam (burro, ovelhas, coelhos, galinhas, entre outros).

As espécies infestantes (introduzidas como ornamentais no século XIX) são muito difíceis de erradicar, apresentando-se como uma forte ameaça não só para a flora como também para a fauna da Serra de Sintra. Devido ao seu rápido crescimento dominam as espécies autóctones, prejudicando o desenvolvimento de árvores como o Carvalho Português, o Carvalho Alvarinho, o Sobreiro e os Medronheiros, entre outros. No que respeita à vida animal são de particular perigo para alguns tipos de aves, como é o caso da Águia-de-Bonelli, dado que formam habitats cerrados pouco adequados para garantir acesso a alimento, e também para espécies como o Lagarto de Água, uma vez que as infestantes não permitem o crescimento da vegetação ao longo das margens das ribeiras e linhas de água, onde estes animais nidificam e procuram abrigo.

Nesta ação de voluntariado, organizada no âmbito do projeto BIO Sintra (conduzido pela Parques de Sintra com cofinanciamento da Comissão Europeia), o arranque de infestantes (Acácias, Pitosporos e Áquias) será manual (pedindo-se aos participantes que tragam luvas), dado que as espécies são ainda jovens e esta é a forma mais eficaz. Após terem sido arrancadas serão acumuladas e recolhidas pelas equipas da Parques de Sintra.

A Quintinha de Monserrate é uma quinta pedagógica, situada a menos de três quilómetros do centro histórico de Sintra, em que se recria o tradicional e o pitoresco da região com a finalidade de dar a conhecer a herança cultural local. Em tempos foi a Quinta que abastecia o Palácio de Monserrate, propriedade de que é adjacente. Com uma área de cerca de dois hectares, árvores autóctones e uma linha de água, a Quintinha oferece condições notáveis para a recriação de uma pequena exploração agrícola, com áreas destinadas a diferentes tipos de plantações e animais.

Sobre o projeto BIO Sintra

O projeto “BIO SINTRA - Redução da pegada de carbono, uma contribuição para valorizar a biodiversidade em Sintra” tem como objetivo a implementação de uma experiência piloto na Paisagem Cultural de Sintra, que possa ser reprodutível noutros locais, e que resulte em mudanças de atitudes com vista à redução das emissões de carbono nas atividades do dia-a-dia. As ações desenvolvidas no âmbito do projeto centrar-se-ão na área tutelada pela Parques de Sintra – Monte da Lua, que consiste em 40% da área listada pela UNESCO como Património da Humanidade, o correspondente a aproximadamente 900 hectares.

A Paisagem Cultural de Sintra é Património da Humanidade e foi a primeira paisagem cultural listada na Europa pela UNESCO, em 1995. Está integrada no Parque Natural de Sintra-Cascais e na Rede Natura 2000 e é um ecossistema privilegiado que compreende valores naturais e culturais classificados como prioritários para a conservação.

Sobre a Parques de Sintra - Monte da Lua

A Parques de Sintra - Monte da Lua, S.A. (PSML) é uma empresa de capitais exclusivamente públicos, criada em 2000, no seguimento da classificação pela UNESCO da Paisagem Cultural de Sintra como Património da Humanidade. A sua criação teve como objetivo reunir as instituições com responsabilidade na salvaguarda e valorização da Paisagem Cultural de Sintra, e o Estado Português entregou-lhe a gestão das suas principais propriedades na zona. Não recorre ao Orçamento do Estado, pelo que a recuperação e manutenção do património que gere são asseguradas pelas receitas de bilheteiras, lojas, cafetarias e aluguer de espaços para eventos.

Em 2012, os valores naturais e culturais que a PSML gere (Parque e Palácio da Pena, Chalet da Condessa d’Edla, Castelo dos Mouros, Palácio e Jardins de Monserrate e Convento dos Capuchos) receberam aproximadamente um 1.138.000 visitas, mais de 90% das quais por parte de estrangeiros. Desde Setembro de 2012 é também responsável pelos Palácios Nacionais de Sintra e de Queluz, bem como pela Escola Portuguesa de Arte Equestre, sediada em Queluz.

São acionistas da PSML o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, a Direção Geral do Tesouro e Finanças (que representa o Estado), o Turismo de Portugal e a Câmara Municipal de Sintra.

www.parquesdesintra.pt ou www.facebook.com/parquesdesintra

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Sobre nós

Empresa de capitais exclusivamente públicos criada em 2000 (decreto-lei nº 215/2000, de 2 de Setembro), na sequência da classificação pela UNESCO da Paisagem Cultural de Sintra como Património da Humanidade e dos compromissos assumidos com a sua recuperação, conservação e divulgação.

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