PROJETO SONAE//SERRALVES APRESENTA EXPOSIÇÃO INÉDITA DE HAEGUE YANG

A Sonae e a Fundação de Serralves uniram-se para apresentar aos portugueses uma exposição inédita da artista sul coreana Haegue Yang. A iniciativa insere-se no Projeto Sonae//Serralves, que tem como objetivo promover a cultura e aproximar a arte da comunidade. O projeto, o único do seu género em Portugal, apresenta pela primeira vez ao público nacional a obra da artista, que beneficia hoje de um grande reconhecimento internacional.
 
A exposição An Opaque Wind Park in Six Folds [Parque de Vento Opaco em Seis Dobras] está aberta ao público, desde hoje, nos magníficos jardins do Museu de Serralves, estando patente até ao próximo dia 4 de junho.
                                                                                                                                                                     
Ângelo Paupério, Co-CEO da Sonae, afirma: “A Sonae tem na sua missão o propósito de contribuir para a promoção do bem-estar social e cultural das comunidades onde desenvolve a sua atividade. O Projeto Sonae//Serralves é um exemplo de sucesso deste compromisso, permitindo apresentar em Portugal artistas nacionais e internacionais de grande valor, que tem sido reconhecido com grande participação do público. Esta iniciativa contempla também a abertura e aproximação ao espaço universitário, nomeadamente através do envolvimento de alunos da área das artes, que vão assistir a artista na elaboração e implementação das obras, e também através da realização de sessões com a artista em quatro universidades portuguesas”.
 
Suzanne Cotter, Diretora do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, declarou sobre Haegue Yang: “A expressão poética dos estados culturais contemporâneos presente na obra de Yang, combinada com a sua capacidade de criar, numa escala ambiciosa, obras que nos falam através do tempo e do espaço, tornaram-na uma escolha obrigatória para o Projeto Sonae//Serralves. O projeto constitui um marco importante na prática da artista e a sua instalação no Parque de Serralves oferecerá ao público uma nova luz sobre a forma como os artistas podem não só intervir nos nossos ambientes quotidianos mas, também, exprimir, nas suas obras, realidades mais profundas e menos visíveis”.
 
Uma obra à medida e com envolvimento da comunidade
 
No âmbito do Projeto Sonae//Serralves, Haegue Yang desenvolveu a obra An Opaque Wind Park in Six Folds em específico para o Parque de Serralves, em estreita relação com a comunidade.
 
A artista contou com o suporte de Serralves e de uma equipa de produção local constituída por três estudantes nacionais de Belas-Artes selecionados através de um concurso, bem como de um arquiteto, engenheiros, construtores e jardineiros.
 
No âmbito do projeto, Haegue Yang também levou a cabo uma série de conversas abertas ao público nas Faculdades de Belas-Artes de Porto, Lisboa e Coimbra, dando a conhecer o seu pensamento e partilhando conhecimento com os jovens artistas nacionais.
 
A obra Parque de Vento Opaco em Seis Dobras é composta por cinco torres parcialmente arqueadas de dimensões variáveis construídas em tijolo e relacionadas por uma disposição geométrica de lajes. Ocupando uma área de cerca de 70 metros quadrados na Clareira dos Teixos, localizada numa zona central do Parque entre o Museu e a Casa de Serralves, este ambicioso projeto escultórico convida o observador a caminhar pela paisagem híbrida das suas múltiplas estruturas.
 
A abordagem escultórica de Yang recorre ao traçado de geometria islâmica, nomeadamente a forma do hexágono, que é criado por uma subdivisão do círculo em seis partes, ou porções, iguais e que constitui a base do padrão decorativo. Ao conceber Parque de Vento Opaco em Seis Dobras , Yang utilizou para essas subdivisões uma dimensão unitária de aproximadamente 72 x 72 cm. Cada uma dessas unidades quadradas delimita o espaço coberto pelas lajes e torres de alturas variáveis em que consiste a arquitetura estrutural da obra. As torres são construídas com tijolos de barro em três tons diferentes. A cor primária é o amarelo, suportado por um cinzento claro pálido ou por um cinzento mais escuro, resultando numa superfície ou fachada ornamental. Os ventiladores eólicos encontram-se no topo das torres. Embutidas no complexo construído por Yang há uma banheira para pássaros e diversas espécies de plantas e vegetação, incluindo suculentas, heras e gramíneas, destinadas a crescer, trepar, florir e morrer ao longo dos seis meses que durará a presença da obra encomendada nos jardins de Serralves.
 
A opção de Yang pelo tijolo como material fundamental reflete o interesse da artista por diferentes histórias de produção industrial e associações com a estabilidade e a universalidade. O uso da geometria deriva do gosto de Yang por formas e escalas normalizados expressa pela primeira vez em Grid Bloc , colagens em papel de carta que começou a produzir no ano 2000. Desenvolvendo a sua curiosidade pelas possibilidades funcionais e estéticas das unidades estandardizadas, Grid Bloc , com a sua base matemática, foi subsequentemente utilizada por Yang como ponto de partida para instalações de grandes dimensões com materiais presentes no quotidiano das pessoas, como persianas, que se multiplicariam em impressionantes estruturas suspensas, parecendo transportadas pelo próprio ar.
Parque de Vento Opaco em Seis Dobras evita a afirmação monolítica a favor da estrutura viva que funde a aplicação construtiva e estética da matemática com os ciclos orgânicos e as transformações do mundo natural. Elementos sensoriais, como o movimento do ar e do vento, uma constante nas instalações de Yang, estão presentes nos ventiladores eólicos em alumínio que encimam Parque de Vento Opaco em Seis Dobras. Inspirada pelas torres eólicas usadas em edifícios no Golfo Pérsico e Árabe, Yang utilizou pela primeira vez estas estruturas estandardizadas em An Opaque Wind na 12ª Bienal de Sharjah, em 2015. Integradas no programa decorativo das torres, elas tornam-se elementos cinéticos faiscantes que a artista usa como metáfora para migração e encontros transitórios. A sua importância no complexo de torres, tijolos, vegetação e vida selvagem, reforça a obra enquanto expressão de comunidades e das inter-relações exigidas pela coexistência numa era globalizada.
 
Anteriormente, Haegue Yang criou importantes obras de grande escala para o pavilhão da Coreia na 53ª Bienal de Veneza, em 2009, para o Kunsthaus Bregenz, na Áustria, o Leeum Samsung Museum of Art e o Ullens Center for Contemporary Art, em Pequim. Entre as suas encomendas de grandes dimensões mais recentes contam-se a vasta instalação cinética composta por persianas Approaching: Choreography Engineered in Never-Past Tense , instalada na antiga estação de comboios de Kassel, na Alemanha, para a Documenta 13 em 2012, e An Opaque Wind , a intervenção escultórica para exterior produzida em 2015 para a 12ª Bienal de Sharjah no emirado de Sharjah, Emirados Árabes Unidos. Yang prepara atualmente uma nova instalação com persianas a apresentar no Centre Pompidou, em Paris, este verão.
 
O Projeto Sonae//Serralves é comissariado por Suzanne Cotter, Diretora do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, assistida pela curadora Marta Moreira de Almeida.
 
BIOGRAFIA DA ARTISTA
 
Nascida na Coreia do Sul em 1971, Haegue Yang vive e trabalha em Berlim, Alemanha, e Seul, Coreia, lecionando Belas Artes na Academia de Arte de Malmö, na Suécia. A artista apresentou projetos e exposições individuais em instituições proeminentes, como Leeum, Samsung Museum of Art, Seul (2015), Bergen Kunsthall, Bergen (2013), o Museu de Arte Moderna e Contemporânea, Estrasburgo (2013), Haus der Kunst, Munique (2012), The Tanks at Tate Modern, Londres (2012), Aspen Art Museum, Aspen (2011), Arnolfini, Bristol (2011), New Museum, Nova Iorque (2010) e Walker Art Center, Minneapolis (2009). Yang participou ainda na Documenta 13, Kassel (2012) e em exposições no Institute of Contemporary Art in Boston (2013), Museum of Modern Art, Nova Iorque (2015) e Solomon R. Guggenheim Museum, Nova Iorque (2015). Haegue Yang representou a Coreia do Norte na 53 ª Bienal de Veneza de 2009.

(Comunicado integral e imagem da obra em anexo)

Download de mais imagens em: https://we.tl/YB8uL6aBNw
(disponíveis até 29 de junho)

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