Mosteiro de São Bento da Vitória: E quando a literatura é feita de bits?

Em colaboração com o TNSJ, evento chega pela primeira vez a Portugal, potenciando a reflexão sobre a literatura eletrónica. A entrada é gratuita

Um texto escrito, lido e relido não em papel, mas sim via digital. Afinal, o que é a literatura eletrónica? A ELO – Electronic Literature Organization e a Universidade Fernando Pessoa, em colaboração com o Teatro Nacional São João (TNSJ), pretendem dar resposta à questão, promovendo o debate sobre os intercâmbios, as negociações e os movimentos possíveis da literatura eletrónica, através da organização do evento ELO 2017. A iniciativa – intitulada Literatura Eletrónica: Ligações, Comunidades, Traduções – decorre entre os dias 18 e 22 de julho, em vários espaços culturais da cidade do Porto, com destaque para o Mosteiro São Bento da Vitória que, a partir do dia 19 de julho, vai acolher grande parte da programação. A entrada é gratuita.

A literatura eletrónica representa todos os textos literários cuja construção assenta, exclusivamente, em procedimentos informáticos. E, para desmistificar este tema, as ligações, as comunidades e as traduções serão os três tópicos de ligação dos diferentes momentos do evento, provocando os participantes a criar uma reflexão crítica sobre a literatura eletrónica na atualidade, e divulgando a história e diversidade deste campo. O evento – que reflete sobre o facto de a revolução digital mostrar agora, de forma mais evidente, as suas repercussões no universo da leitura – conta com três momentos chave: conferências, na Universidade Fernando Pessoa; diversas exposições elucidativas sobre o tema; e um festival com performances e leituras, em vários espaços da cidade Invicta.

Uma iniciativa cultural de inspiração digital

A ELO 2017 vai descortinar o tema literatura eletrónica e, para isso, o Mosteiro São Bento da Vitória, será um dos “palcos” principais do evento. Destaca-se a exposição Communities – Signs, Actions, Codes , onde será possível apreciar trabalhos de artistas como Ian Hacher, Amaranth Borsuk & Kate Dubin, Johannes Helden & Hankan Jonson, entre outros, e a exposição Translations – Translating, Transducing, Transcoding , com trabalhos de Serge Bouchardon & I-Trace collective, Nick Montfort, Jim Andrews, John Cayley & Giles Perring, Carolines Bergvall, Maria Mencía, Eugenio Tiselli, entre outros. Ambas podem ser visitadas nos dias 19 e 20 de julho, das 15h00 às 19h00, e nos dias 21 e 22 de julho, das 15h00 às 23h00. Para quem pretende explorar as exposições através de visita guiada, é possível fazê-lo nos dias 20 e 21 de julho, das 18h30 às 19h30.

O Mosteiro São Bento da Vitória vai, ainda, acolher um momento de festival com performances e leituras criativas à luz da literatura eletrónica. Destacam-se as intervenções incluídas no tema Communities , no dia 20 de julho, das 20h30 às 23h00, que contam com a participação de Serge Bouchardon, Deena Larsen & Stuart Moulthrop, Jason Nelson, David Hall, Judd Morrissey, Jennifer Scappettone & Abraham Avnisan e Penny Florence, e que têm como artistas convidados Américo Rodrigues & Miuel Azguime. Já a explorar o tema Translations , com leituras e performances, estarão Nick Montfor Montfort, Serge Bouchardon, Natalia Fedorova & Aleksandra Mtecka, Lucile Haute, Piotr Marecki & Leszek Onak, Jaime Alejandro Rodriguez Ruiz e J.R. Carpenter, no dia 21 de julho, das 20h30 às 23h00, contando ainda com a participação especial de Annie Abrahams como artista convidada.

O Teatro Nacional São João (TNSJ) é, desde 2007, uma Entidade Pública Empresarial, assumindo ainda a responsabilidade da gestão de mais dois espaços culturais da cidade do Porto: Teatro Carlos Alberto e Mosteiro São Bento da Vitória. O TNSJ é o único membro português na União dos Teatros da Europa (UTE), organização que congrega alguns dos mais importantes teatros públicos do espaço europeu, integrando o Conselho de Administração da entidade.

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Entidade Pública Empresarial que, no âmbito da sua missão de serviço público, tem como principais objectivos a criação e apresentação de espectáculos de teatro, dos vários géneros, segundo padrões de excelência artística e técnica, e a promoção do contacto regular dos públicos com as obras referenciais, clássicas e contemporâneas, do repertório dramático nacional e universal.

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