"Turismo 2020": um plano de ação para afirmar Portugal como o destino de maior crescimento turístico na Europa

Portugal quer afirmar-se como o destino de maior crescimento turístico na Europa, suportado na sustentabilidade e competitividade de uma oferta diversificada, autêntica e inovadora, que permita consolidar o turismo como uma atividade central para o desenvolvimento económico do país e para a sua coesão territorial. Este é a antevisão do que será o turismo português em 2020 e concretizá-la passa agora pelo “Turismo 2020”, o Plano de Ação para o Desenvolvimento do Turismo em Portugal.
O “Turismo 2020” estabelece os objetivos e prioridades de investimento para o turismo do país e das suas regiões, nomeadamente no que toca à atribuição de fundos comunitários, considerando as diferentes perspetivas setoriais e as diferentes especificidades regionais preponderantes para o setor.
Com ele, pretende-se dar sentido e coerência aos projetos de turismo a apoiar até 2020 por todo o território, assegurando o alinhamento entre estratégia e financiamento para promover uma afetação mais eficaz dos fundos comunitários disponíveis e uma articulação mais ágil entre promotores e projetos por um lado, e setores público e privado por outro.
“Este é um Plano de Ação para o Turismo em Portugal e não do Turismo de Portugal”  sublinha João Cotrim de Figueiredo, Presidente do Turismo de Portugal, explicando que se trata de “um plano transversal, desenhado conjuntamente com as diferentes regiões do país e com os seus múltiplos interlocutores, com uma perspetiva prática e inclusiva, que viabiliza medidas e projetos reais e o envolvimento das centenas de entidades e empresas que querem, efetivamente, contribuir para a sustentabilidade, competitividade e consolidação do turismo em Portugal”.
“Crescer mais do que os concorrentes equivale a ganhar cota”
Corporizado na relação entre três vértices estruturais para o turismo em Portugal – i) Estratégia, ii) Recursos Financeiros e iii) Mobilização e Compromisso - o Plano “Turismo 2020” ajudará a percorrer o ambicioso caminho de consolidação e crescimento que se pretende para o turismo nacional: continuar a crescer acima da concorrência.
“Portugal terá de continuar a assegurar um crescimento médio anual superior à média europeia. É um objetivo ambicioso, mas que está ao nosso alcance se aplicarmos este plano como aquilo que ele realmente é: uma estratégia de eficiência coletiva para o cluster do turismo, um dos clusters estratégicos que o Portugal 2020 necessariamente terá de concretizar”, conclui o mesmo responsável.
Refira-se que o Plano de Ação Turismo 2020 foi definido depois do maior processo de sempre de mobilização dos agentes do setor para a construção de uma estratégia coletiva para o turismo do país e das suas regiões: todas as regiões turísticas foram ouvidas e as conferências públicas, reuniões e workshops realizados juntaram mais de 150 instituições e duas mil pessoas. Foi com os seus contributos e com base na realidade portuguesa e nas perspetivas para o turismo a nível global que nasceu este plano e se definiram os seus grandes eixos orientadores, sempre em consonância com os objetivos temáticos, os domínios de intervenção e os programas operacionais do Acordo de Parceria “Portugal 2020”.
Atrair, competir, capacitar, comunicar e cooperar
O investimento será, assim, canalizado para cinco grandes eixos prioritários, que se resumem nos seguintes conceitos: atrair, competir, capacitar, comunicar e cooperar:
- Atrair através da qualificação e valorização do território e seus recursos turísticos distintivos, que enquadra prioridades como a preservação e valorização económica do património histórico-cultural, a regeneração urbana das cidades e centros históricos de elevado interesse turístico, a dinamização sustentável da rede nacional de áreas protegidas e património rural ou a valorização da costa e o reforço da interação entre a economia do mar e o turismo.
- Competir pelo reforço da competitividade e internacionalização das empresas do turismo, no qual se integram a requalificação e inovação de empreendimentos turísticos, a inovação na animação turística ou o reforço do acesso das PME do setor às Tecnologias de Informação e Comunicação.
- Capacitar pela habilitação e formação e desenvolvimento da I&D+i no Turismo, que engloba a formação técnico-profissional em Turismo, a capacitação e formação de empresários e gestores para a inovação, a modernização de infraestruturas e equipamentos de formação e internacionalização das Escolas de Hotelaria e Turismo, assim como a modernização tecnológica dos serviços da administração pública relacionada com o turismo e dos agentes que operam na atividade
- Comunicar através da promoção e comercialização da oferta turística do país e das regiões, que abrange, entre outras áreas, a projeção internacional de Portugal e das suas regiões, a captação e consolidação de rotas, a promoção nos mercados emissores, as plataformas e canais de marketing digital e a dinamização do turismo interno.
- Cooperar, potenciando a cooperação internacional, pelo reforço das relações transfronteiriças Portugal-Espanha, pelo desenvolvimento de relações no espaço europeu e pela intensificação da presença de Portugal em processos e organizações de cooperação internacional, potenciando inclusive programas como o Interreg Portugal-Espanha, Interreg Portugal-Europa e o MED 2014-2020, entre outros.
 “Enquadrados nestes eixos será apoiada uma grande diversidade de projetos e é da articulação de pequenos e grandes projetos, numa lógica de variedade relacionada, que nasce a qualificação, a promoção e o reforço da competitividade do turismo do país e das suas regiões”, conclui o Presidente do Turismo de Portugal.
 

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