Portugal termina 2025 com uma descida de 4,4% nas insolvências. Em 2026, insolvências poderão crescer até 2%.
Portugal fechou o ano de 2025 com uma queda de 4,4% nas insolvências, face ao ano anterior, passando de 2.361 para 2.256 casos, de acordo com os dados da Allianz Trade, líder mundial em Seguro de Crédito. O decréscimo nas insolvências representa um sinal claro de robustez, disciplina financeira e maturidade empresarial.
“A evolução das insolvências não foi linear ao longo do ano de 2025, reflexo da complexidade e da incerteza do ambiente económico à escala mundial, mas revelou consistência suficiente para consolidar um balanço favorável. Este comportamento traduz empresas mais conscientes do risco, mais criteriosas na tomada de decisões e com maior foco na eficiência operacional e na preservação de liquidez. As microempresas, que continuam a representar a maior fatia do tecido empresarial nacional, registaram uma redução relevante das insolvências, evidenciando uma maior capacidade de resistência num segmento tradicionalmente mais exposto a choques económicos”, afirma Nadine Accaoui, presidente do Conselho de Administração e presidente da Comissão Executiva da Allianz Trade em Portugal.
Do ponto de vista geográfico, a evolução das insolvências em 2025 evidencia um comportamento globalmente equilibrado nos principais polos empresariais do país. Distritos com maior concentração de empresas, como o Porto e Braga, registaram reduções face a 2024 (-3,0% e -7,9%, respetivamente), refletindo uma melhoria gradual da resiliência empresarial em regiões tradicionalmente mais expostas aos ciclos económicos. Lisboa, por sua vez, apresentou um aumento moderado (+4,3%), compatível com a sua maior diversidade económica e com uma exposição superior a atividades intensivas em serviços. No conjunto, o retrato geográfico aponta para um ajustamento diferenciado e contido, sem sinais de deterioração generalizada.
A leitura setorial confirma uma evolução diferenciada, mas globalmente controlada. O setor dos serviços registou uma variação ligeiramente positiva face ao ano anterior (+1,6%), refletindo também o seu peso estrutural na economia, enquanto a construção se destacou pela redução do número de insolvências (-2,0%), sugerindo o efeito de ajustamentos realizados nos últimos anos e maior seletividade na atividade. Em sentido inverso, setores como o têxtil e o retalho apresentaram correções mais expressivas (-29,1% e -5,6%, respetivamente), num movimento compatível com uma trajetória de normalização após períodos de maior pressão. No geral, a dinâmica setorial traduz um processo de reequilíbrio, mais do que um agravamento transversal da solvência empresarial.
“No seu conjunto, 2025 transmite uma mensagem clara: a economia portuguesa soube adaptar-se, ajustar-se e ganhar solidez num ambiente global complexo. Sem ignorar os riscos que persistem em alguns setores e segmentos, a evolução das insolvências reflete um tecido empresarial mais consciente, mais disciplinado e melhor preparado para enfrentar ciclos económicos exigentes. É um retrato de maturidade e resiliência que merece destaque e reforça a confiança na capacidade das empresas portuguesas para continuarem a evoluir de forma sustentável”, remata Nadine Accaoui.
Insolvências podem aumentar até 2%
Os especialistas da Allianz Trade acreditam que a economia portuguesa vai manter-se robusta, devendo ter um desempenho globalmente positivo, sustentado por fundamentos económicos relativamente sólidos.
Neste sentido, a expectativa para as insolvências é que o país enfrente uma estabilização das insolvências, admitindo-se um crescimento moderado até cerca de 2%. Porém, a Allianz Trade admite que estas projeções estão condicionadas pela evolução das tensões geopolíticas e pela turbulência persistente no contexto internacional, fatores que podem ter um impacto significativo na confiança, no investimento e na atividade económica.
Sobre a Allianz Trade
A Allianz Trade é a líder mundial em seguros de crédito comercial e uma entidade especialista reconhecida nas áreas de garantia, cobranças, crédito comercial estruturado e risco político. A nossa rede de informação analisa diariamente as alterações na solvência de mais de 289 milhões de empresas. Damos às empresas a confiança necessária para negociar, assegurando os seus pagamentos. Compensamos a sua empresa em caso de crédito malparado, mas, mais importante, ajudamos a evitá-lo. Sempre que fornecemos um seguro de crédito comercial ou outras soluções financeiras, a nossa prioridade é a proteção preditiva. Mas, quando o inesperado acontece, a nossa notação de crédito AA significa que temos os recursos, apoiados pela Allianz, para fornecer uma indemnização para manter o seu negócio. Com sede em Paris, a Allianz Trade está presente em mais de 40 países com 5.800 colaboradores. Em 2024, o nosso volume de negócios consolidado foi de 3,8 mil milhões de euros e as transações comerciais globais seguradas representaram 1,4 mil milhões de euros em exposição. Para mais informações, por favor visite allianz-trade.comNota de prudência relativa a declarações prospetivas
As declarações contidas neste documento podem incluir perspetivas, declarações de expectativas futuras e outras declarações prospetivas que se baseiam nos pontos de vista e pressupostos atuais da administração e envolvem riscos e incertezas conhecidos e desconhecidos. Os resultados, desempenho ou acontecimentos reais podem diferir substancialmente dos expressos ou implícitos nessas declarações prospetivas. Tais desvios podem resultar, sem limitação, de (I) alterações das condições económicas gerais e da situação concorrencial, em especial nos principais negócios e mercados do Grupo Allianz, (II) desempenho dos mercados financeiros (em especial, volatilidade do mercado, liquidez e eventos de crédito), (III) frequência e gravidade dos eventos de perdas seguradas, incluindo catástrofes naturais, e a evolução das despesas com perdas, (IV) níveis e tendências de mortalidade e morbilidade, (V) os níveis de persistência, (VI) em especial no sector bancário, a dimensão dos incumprimentos de crédito, (VII) os níveis das taxas de juro, (VIII) as taxas de câmbio, incluindo a taxa de câmbio euro/dólar americano, (IX) as alterações legislativas e regulamentares, incluindo as regulamentações fiscais, (X) o impacto das aquisições, incluindo as questões de integração conexas, e as medidas de reorganização, e (XI) os fatores gerais de concorrência, em cada caso numa base local, regional, nacional e/ou global. Muitos destes fatores podem ser mais prováveis de ocorrer, ou mais pronunciados, em resultado de atividades terroristas e das suas consequências.
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