Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho | Má postura no trabalho? Cinco recomendações para prevenir dores musculares e nas costas
Um alerta para o aumento do desconforto muscular: como pequenas mudanças na rotina podem melhorar a qualidade do dia a dia
28 de abril de 2026 – A consolidação dos modelos de trabalho mais atuais está a provocar um aumento de dores musculares e de costas na população ativa. As lesões musculosqueléticas são, atualmente, o problema de saúde relacionado com o trabalho mais prevalente na União Europeia: três em cada cinco trabalhadores reportam este tipo de queixas, sendo as dores nas costas a manifestação mais comum, afetando 43% dos trabalhadores.¹ No Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, a Angelini Pharma sensibiliza para a prevalência de dores musculares no ambiente laboral. Os desafios ergonómicos aumentam e os riscos associados a posturas incorretas mantidas durante longos períodos também, o que reforça a necessidade de uma maior aposta na prevenção.
Mais do que uma simples sensação física, a dor é uma condição severa com um impacto devastador que se expande para todas as áreas da vida. Ao limitar a capacidade de trabalhar e de interagir socialmente, diminui a qualidade de vida, perturba o sono e frequentemente abre a porta a problemas de saúde mental como ansiedade e depressão. Este fardo não é carregado individualmente, afetando também o bem-estar de quem nos rodeia.2
A dimensão deste problema é expressiva: em 2020, a dor lombar afetava 619 milhões de pessoas em todo o mundo, um número que se estima que possa atingir os 843 milhões até 2050, impulsionado pelo envelhecimento populacional. Em 2019, esta condição foi considerada a principal causa de anos vividos com incapacidade a nível global; destes, cerca de 22% são diretamente atribuíveis a fatores ergonómicos ocupacionais – um dado que reforça a urgência de intervir no ambiente de trabalho.3 1 A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima ainda que a maioria das pessoas possa vir a experienciar pelo menos um episódio de dor lombar ao longo da vida.5
As contrações musculares e dores na coluna vertebral, ombros e pescoço tornaram-se uma das principais preocupações de saúde para a população ativa. A diminuição da mobilidade diária e as longas horas em frente ao computador sem pausas adequadas contribuem significativamente para o desenvolvimento das dores, afetando não só o bem-estar do profissional, mas também a sua produtividade. 1,3,5
Para promover a saúde e mitigar estes riscos, partilhamos cinco conselhos práticos que podem ser facilmente integrados na rotina diária de trabalho, e que se alinham com as recomendações de autocuidado da OMS:5
- Pausas ativas e variedade de movimento: Por cada hora de trabalho sentado, faça uma pausa de 10 minutos para se levantar e alongar. A variedade de posições ao longo do dia é tão importante quanto a postura em si – permanecer demasiado tempo na mesma posição, seja sentado ou de pé, contribui para tensão muscular e dores.6 Cadeiras com apoio lombar ajustável e a possibilidade de alternar entre posições ao longo do dia são aliadas fundamentais da saúde da coluna.6
- Garanta uma postura correta: Ajuste o seu posto de trabalho para que os antebraços fiquem aproximadamente na horizontal e a coluna se mantenha direita e apoiada no encosto. Evite o excesso de pressão na parte de trás dos joelhos e garanta que os pés estão totalmente apoiados no chão ou num suporte adequado. Uma postura incorreta ou um posto de trabalho mal projetado pode causar dores nas costas, fadiga e problemas nos membros superiores.7
- Ajuste a altura do ecrã: O topo do ecrã deve estar ao nível dos seus olhos ou ligeiramente abaixo, evitando inclinar a cabeça para a frente, uma das principais causas de dor no pescoço e ombros.3,4 O equipamento ergonómico adequado reduz significativamente o desconforto no pescoço, ombros e costas superiores.6
- Gestão do stress: O estado emocional reflete-se diretamente no corpo. Períodos de stress elevado levam a um aumento da tensão muscular, que frequentemente resulta em dores nas costas e ombros.6 Técnicas como meditação, respiração consciente e mindfulness promovem um maior sentido de controlo sobre a própria vida, contribuindo para o bem-estar geral e para uma melhor gestão da dor.5,6
- Fortaleça os músculos e adote hábitos de movimento: Uma rotina de trabalho saudável não termina com o computador desligado. Atividades como caminhadas, natação, pilates ou yoga têm benefícios reconhecidos para a saúde da coluna.5 Caminhar diariamente, mesmo a um ritmo moderado, reduz significativamente o risco de dor lombar crónica, com efeitos protetores especialmente fortes a partir dos 90 a 120 minutos de caminhada por dia.6
Apesar de a prevenção ser o melhor caminho, é fundamental não normalizar a dor. Sinais de desconforto persistente ou dor na coluna não devem ser ignorados e devem ser avaliados por um médico. Este profissional de saúde poderá fazer um diagnóstico correto e indicar as estratégias mais adequadas para um alívio eficaz, permitindo a recuperação do bem-estar e o regresso à qualidade de vida.
Sobre a Angelini Pharma
A Angelini Pharma é uma empresa farmacêutica internacional, parte do grupo privado e multissetorial Angelini Industries. A empresa investiga, desenvolve e comercializa soluções de saúde com foco nas áreas de Saúde do Cérebro, incluindo Saúde Mental e Epilepsia, e Saúde do Consumidor.
Fundada em Itália no início do século XX, a Angelini Pharma opera diretamente em 20 países, empregando mais de 3.000 pessoas. Os seus produtos são comercializados em mais de 70 países através de alianças estratégicas com grupos farmacêuticos internacionais de referência.
Mais informações em: www.angelinipharma.com.
Referências bibliográficas
- European Agency for Safety and Health at Work. (2019). Work-related musculoskeletal disorders: prevalence, costs and demographics in the EU. Disponível em: https://www.gmtconsulting.net/_resources/files/GMT-Consulting-Work-related_MSDs_prevalence_costs_and_demographics_in_the_EU_report-.pdf. [Consultado em abril de 2026].
- Angelini Pharma. (s.d.). Dor. Disponível em: https://www.angelinipharma.pt/areas-terapeuticas/dor/. [Consultado em abril de 2026].
- The Lancet Rheumatology. (2023). Global, regional, and national burden of low back pain, 1990–2020, its attributable risk factors, and projections to 2050: a systematic analysis of the Global Burden of Disease Study 2021. Disponível em: Global, regional, and national burden of low back pain, 1990–2020, its attributable risk factors, and projections to 2050: a systematic analysis of the Global Burden of Disease Study 2021 - The Lancet Rheumatology. [Consultado em abril de 2026].
- Instituto Nacional de Estatística (INE). (2026). Estatísticas da Saúde 2024. Disponível em: https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=785044059&PUBLICACOEStema=5414284&PUBLICACOESmodo=2. [Consultado em abril de 2026].
- World Health Organization. (2023). Low back pain. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/low-back-pain. [Consultado em abril de 2026].
- Spine Health. (2026). Modern Trends in Preventing Back Pain: A Guide for Everyday Adults. Disponível em: https://spinehealth.org/article/modern-trends-in-preventing-back-pain-a-guide-for-everyday-adults/. [Consultado em abril de 2026].
- Health and Safety Executive (HSE). (2013). Working with display screen equipment (DSE): A brief guide. Disponível em: https://www.hse.gov.uk/pubns/indg36.htm. [Consultado em abri lde 2026].
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