APDP dirige carta ao Primeiro Ministro apelando a regime de proteção para trabalhadores com diabetes

A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) enviou ontem uma carta ao Primeiro Ministro “para expressar a nossa inquietação face ao impacto da infeção por COVID-19 nas pessoas com diabetes, principalmente naquelas com mais de 60 anos de idade. Como será do seu conhecimento, e a análise da evidência assim o comprova, as pessoas com diabetes apresentam um maior risco de desenvolver complicações graves e a taxa de mortalidade é mais elevada nesta população. Se a mortalidade ocorre, em 95% das vezes, nas pessoas com mais de 60 anos, ela acontece principalmente nas pessoas que apresentam condições pré-existentes de doença cardiovascular (cerca de 20%), diabetes (cerca de 10%), insuficiência respiratória (cerca de 8%) e cancro (cerca de 6%).

Tendo consciência desta crua realidade e do significado destes números, preocupam-nos as pessoas com diabetes, com mais de 60 anos, profissionalmente ativas e que não apresentam doença incapacitante que justifique uma baixa médica. Pelo que sabemos, as pessoas com diabetes acima dos 60 anos não se encontram abrangidas pelo regime de proteção especial publicado no Decreto n.º 2-A/2020 de 20 de março e desconhecemos medidas de apoio específicas para este grupo de risco.

Face ao exposto, vem a APDP – Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal, sensibilizar o Senhor Primeiro Ministro para agir em conformidade e com a celeridade que o tema requer, de forma a que o regime de proteção especial aprovado pelo Governo seja revisto e alargado às pessoas com doença crónica e mais de 60 anos de idade”.

Segue em anexo a carta em versão integral.

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Sobre nós

APDP - Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal. Com cerca de 15 mil associados, desenvolve a sua atividade na luta contra a diabetes e no apoio à pessoa com esta doença, tendo sempre como meta a integração das pessoas com diabetes enquanto elementos ativos na sociedade. A APDP tem sido pioneira na prevenção, na educação e no acompanhamento personalizado. Conhecer melhor a doença e explorar novas formas de tratamento são os seus principais objetivos, a par da criação de estruturas capazes de dar resposta aos diversos problemas que envolvem a diabetes.

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