RESULTADOS CONSOLIDADOS DO BANCO BPI RELATIVOS AO 1º SEMESTRE DE 2020

Porto, 31 de julho de 2020
BPI com lucro consolidado de 42.6 milhões de euros no 1º semestre 2020, após registar 83 milhões de imparidades de crédito
? BPI constituiu 83 M.€ de imparidades de crédito líquidas no 1º semestre 2020, incluindo com carácter preventivo imparidades não alocadas decorrentes da revisão do cenário macroeconómico no contexto COVID- 19, o que explica a redução do resultado líquido na atividade em Portugal para 6.5 M.€.
? Bom desempenho da atividade comercial e fortalecimento dosindicadores de capital, liquidez e risco:

o Depósitos de clientes aumentam 1.877 M.€ em seis meses (+8,3% ytd).
o Carteira de crédito aumenta 5,6% yoy (vs. junho 2019) e +2,4%ytd.
o Produção de crédito hipotecário cresce 54% yoy para 809 milhões de euros no primeiro semestre de 2020. BPI atinge a maior quota de mercado de crédito hipotecário em carteira dos últimos 10 anos.
o Contratação de crédito a empresas (novo crédito e operações renovadas) sobe +14% face ao mesmo período do ano passado.
o Desempenho positivo da margem financeira que regista uma subida de 2,4% yoy para 220 milhões de euros.
o Rácio NPE (definição EBA) de 2% (melhora 0.5 p.p. ytd). Cobertura de NPE aumenta para 134% por imparidades e colaterais.
o Rácios de capital (phasing in) reforçados: CET1 de 13,8%, T1 de 15,3% e capital total de 17,0%.
? Compromisso reforçado com a retoma da economia e o apoio aos clientes:
o 73,1 mil pedidos aprovados de moratórias de créditos de 5,7 mil M.€: crédito habitação (31,5 mil pedidos aprovados de 2,6 mil M.€); crédito pessoal e financiamento automóvel (23,8 mil pedidos aprovados de 373 M.€); crédito a empresas (17,9 mil pedidos aprovados de 2,7 mil M.€).
o Mais de 4 mil candidaturas às linhas de crédito de apoio público COVID-19 correspondentes a 549 milhões de euros.
o 3 mil M.€ de linhas de crédito BPI Empresas disponíveis para utilização imediata no final de junho de 2020.
? Utilizadores regulares de banca digital sobem 7% yoy, totalizando 690.000 clientes. BPI App usada por 430.000 clientes (+26% yoy).

Resumo do semestre
O BPI registou nos seis primeiros meses de 2020 um lucro consolidado de 42.6 milhões de euros, dos quais 6.5 milhões de euros correspondem ao resultado líquido da atividade registada em Portugal.
No 1º semestre o BPI constituiu 83 M.€ de imparidades de crédito líquidas, constituídas com carácter preventivo, incluindo imparidades não alocadas decorrentes da revisão do cenário macroeconómico no contexto COVID-19, o que explica a redução do resultado líquido no semestre (-68% face ao período homólogo de 2019). O contributo das participações no BFA e BCI foi de 36,1 M.€ no 1º semestre de 2020.
No atual contexto da crise do COVID-19, o BPI conseguiu manter o dinamismo comercial. O Banco manteve-se completamente operacional ao longo do período de confinamento, crescendo nos depósitos e no crédito e com ganhos de quota de mercado.
O Banco continuou e acelerou o processo de transformação digital, com desenvolvimentos específicos para dar resposta às necessidades imediatas da crise COVID-19.
O BPI adotou diversas medidas de apoio às famílias, empresas e sociedade e reforçou o seu compromisso social, no âmbito da atuação conjunta com a Fundação ”la Caixa”.
O BPI apresenta uma forte posição financeira que permite enfrentar com confiança as adversidades futuras, apoiando os seus clientes e a recuperação da economia portuguesa:
o Perfil de risco baixo, com um rácio NPE de 2.0% e uma cobertura elevada;
o Sólida posição de solvência;
o Estrutura de funding equilibrada e posição de liquidez confortável;
o Ratings com classificação de “investment grade” pela Fitch Ratings, Moody’s e S&P Global.

Negócio corrente com forte dinamismo. Depósitos e crédito crescem A atividade comercial registou um bom desempenho durante o primeiro semestre, apesar do contexto de travagem da economia portuguesa devido à crise do COVID-19.
Depósitos de clientes com crescimento significativo Os depósitos de clientes registaram uma subida expressiva de 8,3% no semestre. Foram mais 1.877 milhões de euros em depósitos captados desde dezembro de 2019. A variação dos depósitos nos últimos 12 meses foi de 10,8%.
Os depósitos representam 68% do ativo e constituem a principal fonte de financiamento do balanço.
Os ativos sob gestão registaram uma diminuição de 5,2% para 9.288 milhões de euros, explicada em parte pela desvalorização da respetiva carteira de ativos financeiros devido à volatilidade dos mercados de capitais.
Os recursos totais de clientes cresceram 3,7% ytd, totalizando 35.658 M.€ no final de junho deste ano.

Crédito hipotecário e financiamento às empresas com forte crescimento

A carteira total de crédito a clientes (bruto) aumentou 596 milhões de euros, o que representa uma subida de 2,4% desde dezembro de 2019, para 24.977 M.€. Nos últimos 12 meses, a carteira de crédito aumentou 5,6%. A quota de mercado no crédito total manteve a tendência de subida: era de 10,5% em maio deste ano.
A carteira de crédito a empresas em Portugal cresceu 2,9% para 9.788 M.€ em relação a dezembro de 2019 e aumenta 7,1% em relação a junho de 2019.
A produção de crédito hipotecário cresceu 54% em termos homólogos para 809 milhões de euros no primeiro semestre de 2020. O BPI atingiu a maior quota de mercado de crédito hipotecário em carteira (12.1% em maio) dos últimos 10 anos. A quota de
mercado de nova produção de crédito hipotecário cifrou-se em 16,1% no primeiro trimestre e em 14% em abril e maio de 2020.
A carteira de crédito hipotecário registou uma subida 2,3% ytd totalizando 11.638 M.€. no semestre.
A carteira de outro crédito a particulares manteve-se estável, totalizando 1.673 M.€. A contratação de novo crédito ao consumo registou uma descida de 26% face ao período homólogo, devido a situação de pandemia, situando-se nos 266 milhões de euros. Nos meses de maio e junho assistiu-se a uma gradual recuperação na nova contratação, com o BPI a registar uma quota de mercado de 16% (abril e maio).

Melhoria da qualidade dos ativos. Rácio de NPE desce para 2%

O BPI manteve a trajetória positiva no rácio de Non-performing Exposures (NPE) – o melhor do sector financeiro em Portugal – que desceu 0.5 p.p. para 2% (critérios da EBA), refletindo a elevada qualidade dos ativos do Banco. A cobertura de NPE por imparidades e colaterais sobe para 134%.
O rácio de crédito duvidoso (NPL) diminuiu de 2.9% em dez.19 para 2.8% em jun.20. O crédito duvidoso estava coberto a 125% por imparidades e colaterais no final de junho 2020.
Até junho foram registadas imparidades de crédito brutas de 87 M.€, incluindo o efeito da revisão do cenário macroeconómico no contexto Covid-19. No primeiro semestre o BPI registou 4 M.€ em recuperações de crédito anteriormente abatido ao ativo. O custo do risco de crédito, medido pelas imparidades líquidas de recuperações de crédito anteriormente abatido ao ativo, foi de 83 M.€ (0,32% da carteira de crédito, não anualizado) no primeiro semestre de 2020.
Margem financeira mantém crescimento Apesar do contexto desafiante, a margem financeira manteve-se resiliente com uma subida de 2,4% yoy, para 220 milhões de euros, suportada pelo crescimento da carteira de crédito.
As comissões líquidas decresceram 7,1% em termos homólogos para 118,1 M.€, devido ao abrandamento da atividade económica decorrente da pandemia, e incluindo o impacto das medidas de apoio aos clientes implementadas pelo Banco, e à evolução dos mercados de capitais com impacto nas comissões de fundos de investimentos e seguros de capitalização. O produto bancário comercial em Portugal registou uma descida de 5.9 milhões de euros (-1,7% yoy) para 348,1 M.€.

Posição financeira fortalecida
Sólida posição de solvência e liquidez
Os rácios de capital aumentaram no 1º semestre de 2020 (jun. 20 vs dez. 2019): o rácio CET1 aumentou para 13,8% (13.4% em dez.19), o rácio Tier 1 para 15,3% (14.9% em dez.19) e o rácio de capital total para 17,0% (16.6% em Dez.19). O rácio de leverage situou-se nos 7,2% em junho de 2020. O BPI cumpre por margem significativa os rácios mínimos exigidos pelo Banco Central Europeu (BCE) para 2020 em matéria de CET1, Tier 1 e rácio total.
Em fevereiro, o BPI concretizou uma emissão de dívida sénior não preferencial (senior non-preferred) de 450 milhões de euros, subscrita integralmente pelo CaixaBank, com o objetivo de reforçar os passivos elegíveis para cumprimento do requisito futuro de MREL.
Em abril de 2020, o Banco BPI em conjunto com o seu acionista CaixaBank decidiu suspender a distribuição dos dividendos correspondentes ao exercício de 2019, reforçando a sua capacidade de apoiar a economia.

Rácio de eficiência core inferior a 60%

Nos custos de estrutura, o BPI regista uma descida de 3,6% yoy, devido em grande medida à redução das amortizações de imobilizado (software) e à redução dos gastos gerais administrativos. Os custos com pessoal mantiveram-se praticamente inalterados.
O rácio de eficiência core (cost-to-income core) situava-se em 59,6% no final de junho de 2020 (últimos 12 meses).
Em junho de 2020 o Banco BPI contava com 4.817 colaboradores (-23 em termos líquidos em relação a dezembro de 2019). Na mesma data a rede de distribuição totalizava 448 unidades comerciais, entre balcões (377), centros premier (36), 1 balcão móvel e centros de empresas (34).

ROTE recorrente em Portugal em 5.4%

Nos últimos 12 meses, o BPI atingiu um Retorno sobre capital tangível (ROTE) recorrente na atividade doméstica de 5.4%.

Agências de notação reconhecem solidez do Banco

No primeiro semestre, a Moody’s e a Fitch subiram em 1 nível o rating da dívida de longo prazo do BPI, para Baa3 e BBB+, respetivamente. A Standard & Poor’s mantém o rating no segundo nível de investimento (BBB).
O Banco BPI tem classificação de investimento (“investment grade”) para a sua dívida de longo prazo pelas três agências internacionais – Fitch Ratings, Moody’s e S&P Global Ratings – e os depósitos de longo prazo têm rating atribuído pela Fitch Ratings e Moody’s, em ambos os casos com classificação de investimento (“investment grade”).

Estas classificações são um forte sinal da solidez do Banco e da sua capacidade de apoiar a economia portuguesa.

Processo de transformação digital progride com sucesso BPI lidera penetração em internet e mobile banking junto dos particulares O BPI tem vindo a fazer um forte investimento na inovação e na transformação digital de todas as áreas do banco. Esta forte aposta permitiu oferecer uma resposta ágil e eficiente aos clientes nas atuais circunstâncias ampliando as soluções bancárias digitais e simplificando processos para facilitar o acesso a todas as categorias de serviços financeiros. O nível de desenvolvimento digital do Banco também permitiu, em poucos dias, fazer a transição para o teletrabalho, sem que se registasse qualquer interrupção da atividade.

No primeiro semestre, o BPI registou um crescimento de 7% yoy no total de utilizadores regulares de banca digital, alcançando os 690 mil utilizadores regulares. O número de utilizadores móveis da BPI App cresceu 26% yoy para 430 mil utilizadores regulares.
De acordo com os dados do BASEF (particulares), o BPI é líder na penetração em internet e mobile banking e no índice de satisfação de canais digitais junto dos particulares (ECSI). No segmento de empresas, o BPI ocupa a 2ª posição em internet banking e no índice de satisfação de canais digitais (DATAE). O Banco regista um total de 46% de clientes digitais ativos.

No âmbito das medidas de apoio aos Clientes no contexto da pandemia, o BPI flexibilizou adesão aos canais digitais e alargou as funcionalidades de contato entre os Clientes e os seus Gestores com um aumento significativo das capacidades de serviço à distância e da contratação de novos produtos e serviços (iFactoring 100% digital; BPI Drive dirigido a concessionários automóveis; alargamento da oferta de PPR nos canais digitais; entre outros).
Em junho, a revista PWM do Grupo Financial Times distinguiu o BPI como Melhor Private Banking da Europa no que se refere à digitalização da gestão da carteira dos Clientes (Best Private Bank for portfolio management technology – Europe). Os Wealth Tech Awards premeiam as entidades de Private Banking que se destacam pela excelência na sua estratégia de transformação digital e pela sua contínua inovação.

Compromisso com o apoio às famílias, empresas e sociedade Desde o início da crise, o BPI desenvolveu uma intensa atividade de apoio às Empresas e Famílias portuguesas, incluindo os grupos mais vulneráveis. Entre as medidas adotadas
encontram-se as seguintes:

Proteção de clientes e colaboradores

Desde 16 março, as redes comerciais do BPI funcionaram à "porta fechada", com acesso condicionado à zona de atendimento, para segurança dos clientes e colaboradores. Durante o confinamento, o Banco manteve sempre em funcionamento cerca de nove em cada 10 balcões. No final de junho, o BPI mantinha em teletrabalho 46% do total de colaboradores: 90% nos serviços centrais e 24% na rede de distribuição. A partir do início de julho, foi ativado o regresso progressivo à atividade presencial nos serviços centrais (~20% na 1ª fase), com rotatividade.

Outras medidas de apoio aos colaboradores:

o Colaboradores em licença para assistência aos filhos por encerramento das escolas: 100% do vencimento + subsídio alimentação o Rotatividade semanal das equipas comerciais o Limpeza reforçada e materiais de proteção o Reforço da comunicação interna e formação Apoio às famílias

o Aplicação da moratória legal e das assumidas voluntariamente pelo próprio Banco, para todas as modalidades de crédito. No total, foram 55,2 mil pedidos de moratórias de créditos para famílias de 3,0 mil M.€., segmentados da seguinte forma:
a) Moratórias de Crédito habitação: 31,5 mil pedidos aprovados de 2,6 mil M.€.
b) Moratórias de Crédito pessoal e financiamento automóvel: 23,8 mil pedidos aprovados de 373 M.€.
o Alargamento dos serviços disponíveis para particulares nos canais digitais.
o Antecipação de pensões a Clientes, sem custos, evitando a aglomeração aos balcões no dia habitual de pagamento para proteger os Clientes e os Colaboradores durante o confinamento.
o Em parceria com a Allianz, disponibilizou a todos os Clientes uma equipa médica à distância de um telefonema, disponível 24 horas, 7 dias por semana.

Apoio às empresas
o Moratórias para empresas: 17,9 mil pedidos aprovados de 2,7 mil M.€.
o O BPI recebeu mais de 4 mil candidaturas às linhas de crédito de apoio público COVID-19 correspondentes a 549 milhões de euros, em crédito contratado pelo BPI e crédito aprovado ou em análise pela SGM. O BPI criou uma linha de crédito simplificada que permitia, a pedido do Cliente e sujeito a aprovação do Banco, antecipar os fundos correspondentes à parte dos empréstimos não garantida pelo Estado.
o 3 mil M.€ de linhas de crédito BPI Empresas disponíveis para utilização imediata no final de junho de 2020.
o Isenção de comissões e mensalidades a Comerciantes que tiveram de encerrar os estabelecimentos em consequência da pandemia.
o Linhas de crédito específicas com juros bonificados para a Agricultura, Pescas e para as empresas da Madeira e dos Açores.

Apoio à sociedade - Na área social, a Fundação ”la Caixa”, em associação com o BPI, manteve todos os seus programas previstos para 2020, que contam com um orçamento total de 30 milhões de euros.

Desde o início da crise, as duas entidades apoiaram novas iniciativas de apoio aos mais vulneráveis:
o Foi impulsionada, em conjunto com a RTP, a Campanha “Emergência Alimentar”, que angariou um total de 1,7 milhões de euros em donativos de particulares, empresas e instituições para a Rede de Emergência Alimentar, desenvolvida pela
ENTRAJUDA com a Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares. O BPI e a Fundação ”la Caixa” doaram 500.000 euros.
o Distribuição de 526 tablets a instituições de saúde e equipas de cuidados paliativos para facilitar a comunicação com doentes internados.
o Investimento de 300.000 euros no projeto de produção de um ventilador português, que resultou na oferta de 25 ventiladores a hospitais portugueses.

BANCO BPI, S.A.
Sede: Rua Tenente Valadim, n.º 284, 4100-476 Porto, Portugal
Capital Social: 1 293 063 324.98 euros;
Matriculada na Conservatória do Registo Comercial do Porto
sob o número de matrícula PTIRNMJ 501 214 534
e de identificação fiscal 501 214 534

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