Grupo Mitrena reativado para reforçar segurança no território
Setúbal, 20 de março (DICI) – O Grupo Mitrena, plataforma colaborativa para a prevenção de acidentes graves e de articulação de resposta operacional em caso de emergência, que reúne empresas, instituições e entidades, foi reativado para reforço da segurança no território de Setúbal.
“Retomamos este trabalho tão importante, que vinha sendo feito e aperfeiçoado ao longo dos anos, e que esteve demasiado tempo interrompido”, sublinhou a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, esta tarde, na constituição formal da ‘versão 2.0’ deste grupo.
No encontro realizado nas instalações da empresa The Navigator, a autarca realçou a importância de retomar um trabalho relacionado com “proteção e segurança de pessoas empresas desta área geográfica [Península Industrial da Mitrena] tão importante e que significa mais de 3 por cento do PIB nacional”.
Este grupo, com mais de três dezenas de elementos, constitui-se como uma plataforma de colaboração e partilha de conhecimento entre empresas e entidades com atividade na área industrial da Mitrena, unidas pelo interesse comum de promover e desenvolver boas práticas na esfera da segurança.
O objetivo principal passa por estabelecer uma base de cooperação permanente para a prevenção de acidentes graves e a articulação da resposta operacional, garantindo que os planos de emergência internos das empresas e o Plano de Emergência Externo funcionam como um sistema único e eficaz.
“Nunca é demais que estejamos juntos, que falemos a mesma linguagem, em sintonia e com a devida informação, para que nada falhe ou, pelo menos, se houver falhas, que sejam mínimas, porque queremos ter segurança nesta península e no nosso concelho”, afirmou a presidente Maria das Dores Meira.
A autarca vincou que Setúbal tem “uma Proteção Civil à altura para coordenar este grupo de trabalho” num contexto em que “as exigências são cada vez melhores, a legislação é cada vez mais apertada” e numa área “cada vez mais procurada” para trabalhar, o que se traduz na “criação de mais riqueza para o concelho”.
O coordenador do Serviço Municipal de Segurança, Proteção Civil e Bombeiros de Setúbal, José Luís Bucho, adiantou que “a versão 2.0 do Grupo Mitrena” passa por “garantir o compromisso das administrações das empresas” neste trabalho de prevenção, planeamento e segurança.
A visão estratégica do município de Setúbal para a segurança industrial tem com objetivo posicionar a segurança não como um custo ou entrave burocrático, mas sim como um ativo de competitividade e resiliência territorial, bem como um pilar essencial ao investimento e desenvolvimento.
Com esta visão, a Câmara Municipal de Setúbal quer estar na primeira linha da criação de um ecossistema de confiança, resiliência coletiva e continuidade de negócio, de forma a garantir que um incidente numa empresa não paralise toda a zona, num território de segurança com a coexistência entre indústria, zonas urbanas e ambientais
A estratégia passa por minimizar o ‘efeito dominó’ através da partilha de informação critica, uma vez que a autarquia vê as denominadas empresas Seveso, ou seja, de maior risco, como parceiras estratégicas cuja operação segura é vital para a economia local, para o desenvolvimento, criação e manutenção dos postos de trabalho.
Esta tarde, além de um ato de tomada de posse, “simples e simbólico”, referiu José Luís Bucho, foi proposta uma minuta de protocolo de colaboração do Grupo Mitrena, com vista a regulamentar a atividade, assim como a realização de um simulacro LiveX, o Mitrex 2028.
26012/2026 Fim
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