Bolieiro realça trabalho da APAV e defende nova cultura no que à violência diz respeito

O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro, realçou, esta manhã, o trabalho desenvolvido pela APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima e defendeu uma nova cultura comunitária no que diz respeito à violência.

O edil, que falava na sessão de abertura do seminário “Gabinete de Apoio à Vítima de Ponta Delgada da APAV – 15 anos ao serviço da comunidade”, sustentou que “é preciso, na vida das comunidades e de uma civilização muitas vezes ainda assim impreparada para as preocupações de uma civilização cada vez mais exigente no apoio ao sentido humanitário, criar organismos que na democracia e na vida cívica ajudem a abalar consciências adormecidas”.

E foi com este intuito que o Município de Ponta Delgada apoiou a instalação do Gabinete de Apoio à Vítima no concelho e tem se associado a diversas iniciativas de promoção de debate, reflexão e análise da situação da violência. “Era necessário tornar em debate e em intervenção o combate a uma prática que, infelizmente, manchava a nossa sociedade e que passava sem audição e sem monitorização, se não por via da perseguição criminal”, recordou.

O Presidente reconheceu que “o adquirido é importante, mas insuficiente”. “Há tanto ainda a fazer para reformar mentalidades”, alertou, lembrando que “a cada um de nós no exercício de uma cidadania ativa compete alertar, denunciar e, sobretudo, pedagogicamente educar a população para estas novas sensibilidades”.

“É preciso assegurar intolerância na consciência de tanta gente, sob o ponto de vista individual e em família, para a violência. Porque é com este conceito da intolerância que nos tornaremos vigilantes, por um lado, para com os agressores e, sobretudo, intolerantes para a omissão do apoio à vitima”, arguiu.

Apoio este que não pode ser, fundamentou, somente um exercício de caridade pós-vitimização, mas uma prática planeada para evitar a violência, a agressão e para uma nova cultura para que não existam agressões.

Bolieiro apontou que também é papel do Estado: formar o Homem, a pessoa capaz de construir em si um quadro axiológico comportamental que evite a sua tendência agressora ou omissa na denúncia do outro que foi agressor e na atitude ativa e proativa para evitar a  agressão. 

Acrescentou que as autarquias também têm de ser proativas nesta cultura comunitária.

“Numa relação entre os fortes e os fracos é a lei que liberta e a liberdade que obriga”, rematou o autarca, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Ponta Delgada, perante uma vasta audiência constituída por entidades civis e militares, técnicos de desenvolvimento social e comunicação social.

Na sessão de abertura do evento esteve, também, Sílvia Branco, Coordenadora da APAV nos Açores, que agradeceu o apoio da Câmara Municipal de Ponta Delgada aquando da abertura do Gabinete de Apoio à Vítima e ao longo dos seus 15 anos de existência.

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