“Somos melhores porque tivemos na nossa história Medeiros Ferreira”

O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro, afirmou ontem que “somos - a Fajã de Cima, os Açores e Portugal - hoje melhores porque tivemos na nossa história Medeiros Ferreira”.

O edil, que falava na homenagem do Município de Ponta Delgada e da freguesia da Fajã de Cima à memória de José Medeiros Ferreira(1942-2014), Professor Universitário, Ministro dos Negócios Estrangeiros, Deputado à Assembleia Constituinte, à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu, destacou o legado “deste homem de pensamento livre, democrata corajoso, que se sempre soube afirmar as suas convicções na defesa da pluralidade de opinião e liberdade”.

Como legado mais importante apontou “o seu pensamento estratégico na inserção dos Açores no País e do País no Mundo”.

O Presidente, que falava perante uma sala repleta, sustentou que “a nossa história é feita por personalidades que deram conteúdo ao nosso ao nosso evoluir”, acrescentando que “a história dessas personalidades e a evocação das mesmas é fundamental, não só pelo respeito ao legado, mas também pelo conhecimento das gerações atuais”.

Foi, com efeito, e atendendo ao facto de o Município já ter atribuído a medalha de Mérito Municipal a Medeiros Ferreira, com renovada alegria e orgulho que Bolieiro presidiu ao descerramento da placa identificativa da casa onde viveu Medeiros Ferreira, na Rua da Vila Nova n.º 98, e à sessão evocativa, no salão nobre da sede da Junta de Freguesia. Uma homenagem feita no dia do aniversário do seu nascimento e no quinto ano do seu falecimento.

Na ocasião, o autarca expressou a sua satisfação pelo impulso da Junta de Freguesia, em parceria com a Câmara Municipal e com a Comissão Municipal de Toponímia, Distinções Honoríficas e Património Cultural, de identificar a casa onde Medeiros Ferreira viveu, num gesto que valoriza a freguesia e é despertador de conhecimento junto dos residentes e dos visitantes.

Congratulou-se, igualmente, com a presença e com as palavras da mulher do homenageado, Maria Emília Brederode Santos, que, grata pela iniciativa, partilhou algumas memórias do marido, destacando o facto de este ter recebido uma “educação para a responsabilidade”, ser uma pessoa de “relações fortes e intensas” e se ter debruçado fortemente na defesa dos Direitos Humanos.

José Andrade, presidente da Comissão Municipal de Toponímia, Distinções Honoríficas e Património Cultural, leu a biografia de Medeiros Ferreira escrita por Mário Mesquita, lembrando o facto curioso de ter nascido na Madeira, mas de os pais, açorianos, terem feito questão de registar o seu nascimento na Conservatória de Ponta Delgada. Lembrou os cargos ocupados pelo político e professor universitário, nomeadamente o de Ministro dos Negócios Estrangeiros (1976-1977), deputado à Assembleia Constituinte, à Assembleia da República (em várias legislaturas) e ao Parlamento Europeu.

Governante em época fundadora da democracia portuguesa, foi responsável governamental pela preparação diplomática do pedido de adesão de Portugal à C.E.E (Março de 1977), sendo Mário Soares primeiro-ministro.

Assinou igualmente a entrada da República Portuguesa no Conselho da Europa, em 1976.

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