“PATHOS, ETHOS, LOGOS” entre as sessões especiais do Festival Caminhos do Cinema Português

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Produção de 10 horas, dividida em três dias, transporta o espectador para três anos diferentes. Festival terá sete sessões especiais na Casa do Cinema de Coimbra.

“Uma trilogia que decorre em 2017, 2028 e 2037. Três mulheres de diferentes gerações e origens, cujos caminhos se cruzam, nas suas tentativas de existir plenamente. Fragmentos de histórias que recuperam experiências e eventos da vida real para o núcleo de cada personagem”. É esta a proposta de “PATHOS, ETHOS, LOGOS”, realizada por Joaquim Pinto e Nuno Leonel, que estará em exibição entre os dias 25 e 27 de novembro na Casa do Cinema de Coimbra.
 
São 641 minutos, divididos por três filmes, em que se mostram os caminhos que três mulheres assumem e que, a certa altura, se cruzam. É a terceira exibição de “PATHOS, ETHOS, LOGOS”, depois do Festival de Cinema de Locarno, na Suiça, e do Festival de Cinema de Lisboa e Sintra.
 
“Mar Infinito”, de Carlos Amaral, “O Movimento das Coisas”, de Manuela Serra, “Ecos da Vermelha”, de Bruno Teixeira, “Checkmate” (produção brasileira e uruguaia realizada por Bruna Piantino) e “Eunice e uma carta a uma jovem atriz”, um filme que revisita a vida da atriz Eunice Muñoz, realizado por Tiago Durão, são as películas exibidas nestas sessões especiais.
 
“O Movimento das Coisas” é um filme de 1985 que só agora, 36 anos depois, teve verdadeira distribuição comercial. É o único filme realizado por Manuela Serra e retrata o dia-a-dia de Lanheses, em Viana do Castelo, em meados da década de 1980.
 
Em “Ecos da Vermelha” temos o retrato da resistência de Vila Franca de Xira, ao longo de cerca de quatro décadas do Estado Novo. O filme destaca as diferentes iniciativas e ocorrências que, a nível cultural, social e político, marcaram esse período, desde as acções das colectividades à convivência nas tabernas, ao papel da igreja e a acontecimentos marcantes como as cheias de 1967 ou as eleições de 1969.
 
“Checkmate” utiliza os artifícios de uma partida de xadrez para demonstrar os jogos de poder inseridos no universo paradoxal das drogas e como cada ator social envolvido nesta trama pensa na sua jogada. O ponto de partida é o modelo de regulamentação da cannabis no Uruguai sob a perspectiva geopolítica e biopsicossocial.
 
“Mar Infinito” embarca pela ficção científica, um género pouco explorado em Portugal. “Sou fascinado pela ideia de alguém que embarca numa jornada para o desconhecido, não porque está a lutar para sobreviver como um emigrante, mas porque não encontra razão para ficar onde está”, defende o realizador, Carlos Amaral.
 
“Eunice ou Carta a uma Jovem Atriz” é definido com um não-documentário, em que é revisitada a vida de Eunice Muñoz, atriz com 80 anos de carreira. “Através das memórias privadas da sua casa, observamos o lado humano da actriz, que aqui não representa nenhum papel que não seja o papel de ser quem é ao lado de quem ama”, lê-se na sinopse.
 
Os bilhetes para estas sessões custam quatro euros e estão à venda na bilheteira da Casa do Cinema de Coimbra e no site oficial do Festival em www.caminhos.info.
 
Programação das Sessões Especiais do Festival Caminhos do Cinema Português
 
SEGUNDA · 22 NOV. CASA DO CINEMA DE COIMBRA · 21:45
Checkmate, de Bruna Piantino 67’43”
TERÇA · 23 NOV. CASA DO CINEMA DE COIMBRA · 21:45
Ecos da Vermelha, de Bruno Teixeira 138’16”
QUINTA A SÁBADO · 25, 26 E 27 NOV. CASA DO CINEMA DE COIMBRA · 21:45
PATHOS ETHOS LOGOS, de Joaquim Pinto e Nuno Leonel 641′
SEGUNDA 29 NOV. CASA DO CINEMA DE COIMBRA · 21:45
O Movimento das Coisas, de Manuela Serra 85′
TERÇA · 30 NOV. CASA DO CINEMA DE COIMBRA · 21:45
Mar Infinito, de Carlos Amaral 79′
 

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