Estabilidade atrai capital e investimento imobiliário português deverá captar 2,4 mil milhões de euros em 2026
Mercado imobiliário deverá estabilizar em 2,4 mil milhões de euros, após 2025 ter fechado nos 2,7 mil milhões de euros, com yields estáveis
· Lisboa prevê uma absorção de 200.000 m² de escritórios em 2026; renda prime atinge 32€/m² na zona histórica e ribeirinha, superando o CBD tradicional
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Lisboa – 5 de fevereiro de 2026 – A CBRE, consultora líder mundial na prestação de serviços imobiliários, apresentou o Portugal Real Estate Outlook 2026, revelando que, após um ano de recuperação expressiva, o mercado imobiliário nacional entra numa fase de maturidade e consolidação, sustentado por fundamentos macroeconómicos estáveis e por um perfil risco-retorno que posiciona Portugal como um dos mercados mais defensivos da Europa.
ECONOMIA E INVESTIMENTO: PORTUGAL COMO "PORTO SEGURO”
O mercado de investimento comercial totalizou 2,7 mil milhões de euros em 2025, um crescimento de 17% em termos homólogos. Para 2026, a CBRE estima um volume de 2,4 mil milhões de euros, um valor que, embora ligeiramente inferior, reflete a normalização da atividade, num contexto de estabilidade das yields na maioria dos setores, contrastando com a volatilidade de outras economias.
A estrutura de capital evidencia também uma evolução relevante, na medida que, embora o investimento estrangeiro se mantenha dominante, com cerca de 60% do volume, os investidores nacionais ganharam uma quota de mercado significativa, associado à transferência de poupanças de depósitos a prazo para fundos de investimento imobiliário.
José Maria Moutinho, Head of Research da CBRE Portugal, sublinha a posição competitiva do país, afirmando que "Portugal apresenta hoje prémios de retorno particularmente competitivos. Enquanto outras economias europeias enfrentam desafios de endividamento, nós seguimos uma trajetória de consolidação orçamental, estabilidade macroeconómica e retornos imobiliários atrativos, reforçando o posicionamento de Portugal como um mercado atrativo". Já Igor Borrego, Head of Capital Markets da CBRE Portugal, destaca que "não antecipamos compressões significativas nas yields em 2026, pelo que continua a existir uma boa janela de oportunidade para investir".
[COMUNICADO COMPLETO EM ANEXO]
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