Concerto Solidário Das Klagende Lied de Mahler

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Do primeiro impulso criativo à despedida inacabada, este concerto atravessa a obra de Gustav Mahler, começando pelo testamento da sua última sinfonia e terminando na juventude visionária.

Orquestra Sinfónica Portuguesa e Coro do Teatro Nacional de São Carlos
 
CCB . 1 de março . domingo . 17h00 . Grande Auditório

Conversa pré-concerto com Alexandre Delgado

[Atividade exclusiva para portadores de bilhete para o concerto]

Programa
Gustav Mahler (1860–1911)
Sinfonia N.º 10 em Fá maior (Adagio)
Das Klagende Lied
I. Waldmärchen (A Lenda da Floresta)
II. Der Spielmann (O Menestrel)
III. Hochzeitsstück (Peça Nupcial)
 
Soprano Sílvia Sequeira
Meio-soprano Maria Luísa de Freitas
Tenor Marco Alves dos Santos
Barítono Job Tomé
Direção Musical Graeme Jenkins
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Maestro Titular Giampaolo Vessella
Orquestra Sinfónica Portuguesa
 
A Fundação CCB e o OPART doarão a totalidade da receita deste espetáculo à Associação das Filarmónicas do Concelho de Leiria e ao Sport Operário Marinhense, duas instituições com uma presença cultural profundamente enraizada na zona recentemente atingida pela Tempestade Kristin. Esta iniciativa nasce do desejo sincero de ajudar na recuperação das suas infraestruturas, que sofreram danos significativos, e de assegurar que o trabalho cultural que desenvolvem junto das comunidades possa continuar com a mesma dedicação e proximidade de sempre.
 
Adagio da Sinfonia n.º 10, composto no verão de 1910, é o único andamento substancialmente concluído da obra que a morte deixou inacabada. Partitura dissonante e intensa, reflete a consciência da finitude e o conflito interior do compositor, tornando-se um testemunho singular do seu derradeiro gesto sinfónico.

Escrita entre 1878 e 1880, Das Klagende Lied revela já um jovem Mahler fascinado pela teatralidade e pela paleta de timbres orquestrais. Inspirada no conto O osso cantor, dos Irmãos Grimm, esta cantata em três partes combina solistas, coro e orquestra numa narrativa marcada tanto pelo lirismo popular, quanto pela expressividade romântica, antecipando muitos dos traços que marcarão a sua linguagem futura.

Especialista no repertório germânico tardo-romântico, o maestro Graeme Jenkins regressa a Lisboa para dirigir a Orquestra Sinfónica Portuguesa, o Coro do Teatro Nacional de São Carlos e um elenco de destacados cantores. Um concerto que percorrerá, em retrospetiva, a vida criativa de Mahler, entre o adeus final e a promessa inicial.

 

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