Concertos Brandeburgueses de Bach um tributo a Nikolaus Harnoncourt Concentus Musicus Wien

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CCB . 18 de março . quarta-feira . 20h00 . Grande Auditório 19h30: Conversa pré-concerto por Cesário Costa
[Atividade exclusiva para portadores de bilhete para o concerto]

Programa
Johann Sebastian Bach (1685-1750) Concertos Brandeburgueses
Concerto N.º 1 em Fá maior, BWV 1046 *
Concerto N.º 3 em Sol maior, BWV 1048
Concerto N.º 5 em Ré maior, BWV 1050 *
(Intervalo)
Concerto N.º 4 em Sol maior, BWV 1049 **
Concerto N.º 6 em Si bemol maior, BWV 1051
Concerto N.º 2 em Fá maior, BWV 1047 *
Ficha Artística
Direção Artística Stefan Gottfried
 
Concentus Musicus Wien
Violino Solo Erich Höbarth * e Theona Gubba-Chkheidze **
Violino Erich Höbarth, Andrea Bischof, Barbara Klebel-Vock, Christian Eisenberger, Silvia Iberer, Veronica Böhm, Theona Gubba-Chkheidze, Jennifer Lippl, Markus Hoffmann
Viola Pablo de Pedro, Firmian Lermer, Ursula Kortschak
Viola da Gamba Pierre Pitzl, Bianca Riesner
Violoncelo Luis Zorita, Bianca Riesner, Hannah Stoellger
Contrabaixo Alexandra Dienz
Flauta de Bisel Rahel Stoellger, Patricia Nägele
Flauta Annie Laflamme
Oboé Pier Luigi Fabretti, Heri Choi, Patricia Nägele
Fagote Ivan Calestani
Trompa Dániel Pálkövi, Viktor Praxmarer
Trompete Gabriele Cassone
Cravo Stefan Gottfried
 
O ensemble Concentus Musicus Wien mantém uma relação profunda com os célebres Concertos Brandeburgueses de Johann Sebastian Bach. Obras de referência incontornável no repertório barroco, estas seis peças representam um desafio máximo para os intérpretes — e também para o público atento.
Nesta apresentação no CCB, cada nota é redescoberta com o espírito inquisitivo que sempre definiu o conjunto fundado por Nikolaus Harnoncourt, a quem este concerto é dedicado, dez anos após o seu desaparecimento. A sua marca permanece indelével no som e na abordagem do Concentus Musicus Wien, que continua, em sua homenagem, a explorar estas obras com renovado entusiasmo, oferecendo uma escuta que respeita o passado, mas fala diretamente ao presente.
 
Stefan Gottfried
Nascido em Viena, Stefan Gottfried estudou cravo, piano, composição e ensino da música na Universidade de Música e Artes Performativas de Viena, bem como fortepiano e baixo contínuo na Schola Cantorum Basiliensis. Seguiu-se uma intensa atividade internacional como solista, músico de câmara e continuista. Em 2015, assumiu a direção do Concentus Musicus Wien, juntamente com Erich Höbarth e Andrea Bischof, dirigindo desde então produções de concerto e de ópera, sobretudo na Grande Sala do Wiener Musikverein, no Theater an der Wien e nas Jornadas Barrocas da Abadia de Melk. As digressões de concerto levaram-no a salas como a Philharmonie de Colónia, a Seine Musicale em Paris e a Wigmore Hall em Londres. É professor de prática de interpretação histórica na Universidade de Música e Artes Performativas de Viena e foi diretor do Instituto de Música Antiga até 2022. Estreou-se na Ópera Estatal de Viena com L’Orfeo de Claudio Monteverdi.

Concentus Musicus Wien
Durante mais de 60 anos, o Concentus Musicus Wien foi o núcleo e o espaço original da criatividade musical do seu fundador, Nikolaus Harnoncourt. A intensidade que caracteriza o ensemble e a interpretação fundamentada e imediatamente viva das obras-primas do repertório assentaram sempre, de forma essencial, na exigência de Harnoncourt de que cada músico compreendesse ativamente e refletisse pessoalmente sobre o porquê de «assim e não de outra forma». Desta abordagem resultou inevitavelmente o desenvolvimento de uma linguagem musical própria, que confere ao ensemble o seu caráter singular. A missão do Concentus Musicus é hoje continuar a fazer perdurar a centelha lançada, revitalizá-la constantemente e projetá-la em novas perspetivas ainda por explorar. Com este propósito, o Concentus Musicus renovou-se a partir do seu próprio seio: proveniente das suas fileiras, Stefan Gottfried orienta o futuro como diretor artístico, em conjunto com os concertinos Erich Höbarth e Andrea Bischof. Recentemente, o Concentus Musicus Wien interpretou o Oratório de Natal de J. S. Bach no Musikverein de Viena e as óperas Orfeo, Poppea e Ulisse, de C. Monteverdi, na Ópera Estatal de Viena. Enquanto orquestra residente, apresenta anualmente obras-primas do barroco na mundialmente célebre Abadia de Melk, colaborando também regularmente com a Seine Musicale, em Paris.
 

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