Constituição Isabel Costa - integrado no PROGRAMA MISSÃO: DEMOCRACIA

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Uma missão é uma tarefa especial que se confia a pessoas também elas especiais.
Para fortalecer ainda mais a democracia e a liberdade, o Centro Cultural de Belém/Fábrica das Artes transforma os 12 livros e temas da coleção Missão: Democracia, das Edições Assembleia
da República, numa programação em artes performativas com novos desafios de participação lançados a cidadãos e cidadãs por vários artistas.
Em parceria com a Assembleia da República
 
CCB . 24 a 31 de maio . terça a domingo . Espaço Fábrica das Artes
Terça-feira a Sexta-feira, 11h00 e 14h00 (escolas) . Sábado e Domingo, 16h00  (público geral

Ficha Artística
Texto e Encenação Isabel Costa
Apoio à Residência de Criação Anna Leppänen
Interpretação Isabel Costa, Miguel Nicolau e Vasco Barroso
Cenografia Joana Subtil
Figurinos Nádia Henriques
Composição Musical e Desenho de Som Miguel Nicolau
Desenho de Luz Ângela Bismarck
Fotografias Promocionais Ana Viotti
Coprodução Fábrica das Artes - CCB
Apoio Fundo Cultural da Sociedade Portuguesa de Autores
Apoio à Investigação Tribunal Constitucional
Apoio às Fotografias Promocionais Instituo Português do Mar e da Atmosfera
Projeto criado no âmbito da parceria Centro Cultural de Belém/Fábrica das Artes e Assembleia da República
 
 
O que nos constitui enquanto país? E enquanto seres humanos? Constituição fala-nos sobre como nos organizamos enquanto sociedade e como essa organização alimenta a história pessoal de cada um de nós. Através de um dispositivo que lembra uma assembleia, dois intérpretes e um músico intercalam a recriação de momentos históricos com a vida diária de três jovens, percorrendo os tempos conturbados do final do Estado Novo e da afirmação da jovem democracia. Entre o pessoal e o político, entre a palavra institucional e a emoção, Constituição convida o espectador a viajar no tempo para pensar o presente. Este é um espetáculo pensado para adolescentes a partir dos 12 anos e público em geral.
 
CONSTITUIÇÃO
Constituição surgiu de um convite do CCB - Fábrica das Artes para a criação de um espectáculo que celebrasse os cinquenta anos da Constituição da República Portuguesa. Este espectáculo integra a programação desenhada por Madalena Wallenstein, Missão: Democracia, em conjunto com a Assembleia da República.
 
A nós, coube-nos a missão de pensar um espectáculo para a adolescência. O meu ponto de partida foi pensar em que jovens fizeram a democracia e quais contribuíram para a escrita deste documento que nos guia até hoje. Nesta descoberta deparei-me com a minha história pessoal. Ao pesquisar sobre a primeira geração de estudantes que atravessa a nossa passagem para a democracia, encontrei o meu pai, que começa a estudar em Coimbra em 1969.
 
Esta doce coincidência fez-me pensar na palavra «constituição» de forma mais ampla, lembrando o texto que nos constitui enquanto país, mas também no que nos constitui enquanto pessoas e nas nossas narrativas pessoais, e como, no fundo, são sempre consequência da nossa história colectiva.
De que subjectividades e pluralidades somos feitos? Como se constitui um país? E as suas pessoas?
 
É precisamente em 1969 que começa o nosso espectáculo. Seguimos a história de um jovem que desce a escadaria monumental da universidade em direcção à Praça da República, e que pela primeira vez se sente acompanhado no meio da multidão. Ao fundo, o rio. A esperança de que é possível transformar a consciência dos que ali chegam todos os anos. Acompanhamos também os seus companheiros. As suas dúvidas, as suas paixões e a sua consciência política que cresce a cada dia.
 
É no entusiasmo destes jovens que depositamos o nosso espectáculo. Não apenas nos que estão em palco, mas também nos que vemos na plateia. Não fossem as perguntas o seu sistema respiratório. De cada vez que respiram, o mundo entra e consegue expandir cada pergunta, para depois sair uma resposta que é outra pergunta. É assim que constroem o seu mundo, o interrogam, o compreendem.
 
ISABEL COSTA
Isabel Costa é atriz e encenadora. Trabalha em teatro, cinema e em curadoria de artes performativas. Faz parte do coletivo Os Possessos desde 2014. Em 2019, dirige as criações Maratona de Manifestos e
Salão Para o Século XXI. Em 2023, dirige o espetáculo Som e Fúria, no TBA, e o espetáculo Manifestos Para Depois do Fim do Mundo, na Culturgest, uma produção d’Os Possessos. Em 2024, é selecionada
para o Festival FastForward, na Alemanha. Em 2025, encena, com Catarina Rôlo Salgueiro, o espetáculo Burn Burn Burn, uma produção Culturgest e Os Possessos

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